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Papa aos pobres: «Obrigado por nos lembrardes que há outro tipo de cultura possível»

Imagem Bairro Kangemi, Nairobi, Quénia, 27.11.2015 | © Lusa

Papa aos pobres: «Obrigado por nos lembrardes que há outro tipo de cultura possível»

O papa apelou a «um novo estilo cultural» durante a visita que realiza desde quarta-feira ao Quénia, tendo hoje destacado o modo de vida dos habitantes de um bairro degradado da capital, Nairobi.

«Obrigado por nos lembrardes que há outro tipo de cultura possível», afirmou Francisco, que esta sexta-feira parte a caminho do Uganda, segunda etapa da sua primeira visita a África, que termina na segunda-feira na República Centro-Africana.

Perante o «crescimento de novos desertos criados por uma cultura de materialismo e indiferença para com os outros», o papa realçou o papel das famílias para «irradiar o amor de Deus» e constatou que a corrupção é um fenómeno que afeta as instituições, inclusive o Vaticano.

Apresentamos excertos das intervenções proferidas desde a chegada ao Quénia até esta manhã, sempre em Nairobi.

 

 

Quarta-feira, dia 25

Encontro com as autoridades do Quénia e com o Corpo Diplomático

«A juventude é o recurso mais valioso de qualquer nação. Proteger os jovens, investir neles e dar-lhes uma mão amiga é o modo melhor para garantir um futuro digno da sabedoria e dos valores espirituais queridos aos seus anciãos, valores que são o coração e a alma dum povo.»

«Temos a responsabilidade de transmitir a beleza da natureza, na sua integridade, às gerações futuras e a obrigação de exercer uma justa administração dos dons que recebemos.»

«Há uma ligação clara entre a proteção da natureza e a construção duma ordem social justa e equitativa. Não pode haver renovação da nossa relação com a natureza, sem uma renovação da própria humanidade.»

«A experiência demonstra que a violência, os conflitos e o terrorismo se alimentam com o medo, a desconfiança e o desespero que nascem da pobreza e da frustração. Em última análise, a luta contra estes inimigos da paz e da prosperidade deve ser conduzida por homens e mulheres que, destemidamente, acreditam e, honestamente, dão testemunho dos grandes valores espirituais e políticos que inspiraram o nascimento da nação.»

 

 

 

Quinta-feira, dia 26

 

Encontro inter-religioso e ecuménico

«O diálogo ecuménico e inter-religioso não é um luxo. Não é algo exterior ou opcional, mas é essencial, algo de que o nosso mundo, ferido por conflitos e divisões, tem cada vez mais necessidade.»

«Ao cuidar do crescimento espiritual das nossas comunidades, ao formar as mentes e os corações para a verdade e os valores ensinados pelas nossas tradições religiosas, tornamo-nos uma bênção para as comunidades onde vive o nosso povo.»

«Penso aqui na importância da nossa convicção comum segundo a qual, o Deus a quem procuramos servir, é um Deus de paz. O seu Nome Santo não deve jamais ser usado para justificar o ódio e a violência.»

«Como é importante que nos reconheçam como profetas de paz, pacificadores que convidam os outros a viver em paz, harmonia e respeito mútuo! Que o Todo-Poderoso toque os corações de quantos estão envolvidos nesta violência e conceda a sua paz às nossas famílias e comunidades.»

«O mundo espera, e com razão, que os crentes trabalhem juntamente com as pessoas de boa vontade para enfrentar os numerosos problemas da família humana.»

 

Missa

«Obedecendo à Palavra de Deus, somos chamados também a resistir a práticas que favorecem a arrogância nos homens, ferem ou desprezam as mulheres e ameaçam a vida dos inocentes nascituros. Somos chamados a respeitar-nos e encorajar-nos uns aos outros, e a aproximar-nos de todos os necessitados. As famílias cristãs têm esta missão especial: irradiar o amor de Deus e difundir a água vivificante do seu Espírito. Isto é particularmente importante hoje, porque assistimos ao crescimento de novos desertos criados por uma cultura de materialismo e indiferença para com os outros.»

«Esta é a tarefa que o Senhor dá a cada um de nós. Pede-nos para sermos discípulos missionários, homens e mulheres que irradiem a verdade, a beleza e a força do Evangelho que transforma a vida. Homens e mulheres que sejam canais da graça de Deus, que permitam à sua misericórdia, benevolência e verdade tornar-se os elementos de construção duma casa que quer permanecer firme.»

 




 

Encontro com o clero, religiosos, religiosas e seminaristas

«Na vida do seguimento de Jesus não há lugar nem para a própria ambição, nem para as riquezas, nem para ser uma pessoa importante no mundo. Jesus segue-se até ao último passo da sua vida terrena, a cruz.»

«Evidentemente que Jesus, quando nos elege, não nos canoniza, continuamos a ser os mesmos pecadores. Eu pedir-vos-ia, por favor, se há aqui algum sacerdote ou alguma religiosa, ou algum religioso, que não se sinta pecador, que levante a mão. Todos somos pecadores, eu o primeiro, depois de vós, mas leva-nos adiante a ternura e o amor de Jesus.»

«Quem entende Jesus? Um mistério. Nunca deixem de chorar. Quando a um sacerdote, a um religioso ou religiosa lhe secam as lágrimas, algo não funciona. Chorar pela própria infidelidade, chorar pela dor do mundo, chorar pelas pessoas que estão descartadas, pelos velhinhos abandonados, pelas crianças assassinadas, pelas coisas que não entendemos, chorar quando nos pergunta: porquê? Nenhum de nós tem todos os porquês, todas as respostas aos porquês.»

«Queridos sacerdotes, irmãs e irmãos, cuidem de não cair no pecado da tibieza.»

«Todo o que se deixou eleger por Jesus é para servir, para servir o povo de Deus, para servir aos mais pobres, os mais descartados, os mais humildes, para servir as crianças e os idosos, para servir também as pessoas que não estão conscientes da soberba e do pecado que tem dentro de si, para servir Jesus. Deixar-se eleger por Jesus é deixar-se eleger para servir, não para se fazer servir.»

«Agradeço-vos o bom bocado que passámos juntos, mas tenho de sair por esta porta porque estão lá as crianças doentes de cancro e quero vê-los e dar-lhes uma carícia. Agradeço-vos muito, e a vós, os seminaristas, que não nomeei mas que estão incluídos em tudo o que disse; e se algum não se anima por este caminho, dê tempo, procure outro trabalho, case-se e faça uma boa família.»

 




 

Visita ao Centro das Nações Unidas

«Dentro de poucos dias, começará em Paris uma reunião importante sobre as alterações climáticas [COP21] (…). Seria triste e – atrevo-me a dizer – até catastrófico se os interesses particulares prevalecessem sobre o bem comum e chegassem a manipular as informações para proteger os seus projetos.»

«A COP21 é um passo importante no processo de desenvolvimento dum novo sistema energético que dependa o mínimo possível dos combustíveis fósseis, busque a eficiência energética e se estruture sobre o uso de energia com baixo ou nulo conteúdo de carbono. Estamos perante o grande compromisso político e económico de reconsiderar e corrigir as falhas e distorções no modelo atual de desenvolvimento.»

«O problema surge quando pensamos que a interdependência é sinónimo de imposição ou submissão de uns em função dos interesses dos outros. Do mais fraco em função do mais forte.»

«A mudança de rumo que precisamos não é possível realizá-la sem um compromisso substancial para com a educação e a formação. Nada será possível, se as soluções políticas e técnicas não forem acompanhadas por um processo educativo que promova novos estilos de vida. Um novo estilo cultural. Isto requer uma formação destinada a fazer crescer em meninos e meninas, mulheres e homens, jovens e adultos a adoção duma cultura do cuidado (cuidado de si próprio, cuidado do outro, cuidado do meio ambiente) em vez da cultura da degradação e do descarte (descarte de si mesmo, do outro, do meio ambiente).»

«Embora reconhecendo que muito se tem trabalhado neste sector, parece todavia que ainda não se chegou a um sistema de comércio internacional equitativo e totalmente ao serviço da luta contra a pobreza e a exclusão. As relações comerciais entre os Estados, parte essencial das relações entre os povos, podem servir tanto para danificar o ambiente como para o recuperar e preservar para as gerações futuras.»

«Os tratados de livre comércio regionais sobre a proteção da propriedade intelectual, particularmente no sector farmacêutico e das biotecnologias, não só não devem limitar os poderes já concedidos aos Estados pelos acordos multilaterais, mas, antes, deveriam ser um instrumento para garantir um mínimo de atenção sanitária e de acesso aos tratamentos essenciais para todos. Os debates multilaterais devem, por sua vez, dar aos países mais pobres o tempo, a elasticidade e as exceções necessárias para uma adequação ordenada e não traumática às normas comerciais. A interdependência e a integração das economias não devem comportar o mínimo dano aos sistemas sanitários e de proteção social existentes; pelo contrário, devem favorecer a sua criação e funcionamento.»

«O comércio ilegal de diamantes e pedras preciosas, de metais raros ou de alto valor estratégico, de madeiras e material biológico, e de produtos animais, como no caso do tráfico de marfim e o consequente extermínio de elefantes, alimenta a instabilidade política, a criminalidade organizada e o terrorismo. Também esta situação é um grito dos homens e da terra que deve ser escutado pela comunidade internacional.»

 

 

 

Sexta-feira, dia 27

 

Visita ao bairro pobre de Kangemi

«Estou aqui, porque quero que saibais que as vossas alegrias e esperanças, as vossas angústias e sofrimentos não me são indiferentes. Conheço as dificuldades que enfrentais dia a dia! Como não denunciar as injustiças que sofreis?»

«A cultura dos bairros populares, permeada por esta sabedoria particular, tem características muito positivas, que são uma contribuição para o tempo em que vivemos, exprime-se em valores como a solidariedade, dar a vida pelo outro, preferir o nascimento à morte, dar sepultura cristã aos seus mortos; oferecer um lugar para os doentes na própria casa, partilhar o pão com o faminto: “onde comem 10, comem 12”; a paciência e a fortaleza nas grandes adversidades, etc. Valores baseados nisto: cada ser humano é mais importante do que o deus dinheiro. Obrigado por nos lembrardes que há outro tipo de cultura possível. Queria começar por reivindicar estes valores que vós praticais, valores que não aparecem cotados na Bolsa, valores que não são objeto de especulação nem têm preço de mercado. Congratulo-me convosco, acompanho-vos e quero que saibais que o Senhor nunca Se esquece de vós. O caminho de Jesus começou na periferia, vai dos pobres e com os pobres para todos.»

«Um grave problema é a falta de acesso às infraestruturas e serviços básicos. Refiro-me a balneários, fossas, esgotos, recolha de lixo, energia elétrica, estradas, mas também escolas, hospitais, centros recreativos e desportivos, ateliês artísticos. Mas de modo particular refiro-me à água potável. (…) Negar a água a uma família, sob qualquer pretexto burocrático, é uma grande injustiça, sobretudo quando se lucra com essa necessidade.»

«Conheço também os sofrimentos das mulheres que lutam heroicamente para proteger os seus filhos e filhas destes perigos. Peço a Deus que as autoridades assumam juntamente convosco o caminho da inclusão social, da educação, do desporto, da ação comunitária e da tutela das famílias, porque esta é a única garantia duma paz justa, verdadeira e duradoura.»

«Proponho que se retome a ideia duma respeitosa integração urbana. Nem erradicação nem paternalismo, nem indiferença nem mero confinamento. Precisamos de cidades integradas e para todos. Precisamos de ir além da mera proclamação de direitos que, na prática, não são respeitados, e promover ações sistemáticas que melhorem o habitat popular e projetar novas urbanizações de qualidade para acolher as futuras gerações.»

«Quero apelar a todos os cristãos, especialmente aos Pastores, para que renovem o impulso missionário, tomem iniciativa contra tantas injustiças, envolvam-se nos problemas dos vizinhos, acompanhem-nos nas suas lutas, salvaguardem os frutos do seu trabalho comunitário e celebrem juntos cada vitória pequena ou grande.»

«Queridos vizinhos, queridos irmãos! Rezemos, trabalhemos, comprometamo-nos juntos para que cada família tenha um teto digno, tenha acesso a água potável, tenha uma casa de banho, tenha energia segura para iluminar, cozinhar e melhorar as suas casas... para que todo o bairro tenha estradas, praças, escolas, hospitais, espaços desportivos, recreativos e artísticos; para que os serviços básicos cheguem a cada um de vós; para que sejam ouvidas as vossas reclamações e o vosso grito por melhores oportunidades; para que todos possais gozar da paz e segurança que mereceis de acordo com a vossa dignidade humana infinita.»

«E peço, por favor, que não vos esqueçais de rezar por mim.»

 




 

Encontro com os jovens

«A vida está cheia de dificuldades, mas há duas maneiras de olhar para elas: ou se as vê como alguma coisa que te bloqueia, te destrói, te mantém parado, ou se as vê como uma oportunidade. A vós cabe escolher. Para mim uma dificuldade é um caminho de destruição ou é uma oportunidade para superar toda a minha situação, da minha família, da minha comunidade, do meu país? Rapazes e raparigas, não vivemos no céu, vivemos na terra.»

«Em todas as instituições, inclusive no Vaticano, há casos de corrupção. (...) O que roubardes com a corrupção ficará aqui e outro usufruirá, mas também ficarão – e isto devemos registá-lo verdadeiramente no coração – muitos homens e mulheres feridos pelo teu exemplo de corrupção. (…) Ficará nos jovens doentes, com fome, porque o dinheiro que era para eles ficou para ti por causa da tua corrupção. Rapazes e raparigas, a corrupção não é um caminho de vida, é um caminho de morte.»

«Se um jovem, um rapaz ou uma rapariga, não tem trabalho, não pode estudar, que pode fazer? Pode ir para a delinquência ou cair numa forma de dependência, ou suicidar-se. Na Europa as estatísticas dos suicídios não são publicadas. Ou pode alistar-se em alguma atividade que expresse uma finalidade na vida e até seduzido ou enganado. A primeira coisa que devemos fazer para evitar que um jovem seja recrutado ou vá para a recruta é a educação e o trabalho. Se um jovem não tem trabalho, que futuro lhe resta?»

«Quando estiverdes desesperados e o mundo vos cair em cima, olhai para a cruz. Nela está o falhanço de Deus, a destruição de Deus, mas nela está também um desafio à nossa fé: a esperança, porque a história não acabou naquele falhanço, mas foi a ressurreição que renovou tudo.»

«No bolso trago sempre duas coisas: um terço para rezar e uma coisa que parece estranha… O que é isto? Isto é a história do falhanço de Deus. É uma pequena via-sacra. Assim como Jesus sofreu desde quando foi condenado á morte até quando foi sepultado. Com estas duas coisas faço o meu melhor. Graças a estas duas coisas não perco a esperança.»

«Em todos os lados não há só crianças abandonadas, mas também idosos abandonados que estão sós sem que ninguém os visite, ninguém lhes quer bem. Como se pode sair desta experiência negativa de distância e falta de amor? Só há um remédio para sair desta experiência: fazer o que eu não recebi. Se vós não recebestes compreensão, sede compreensivos com os outros, se não recebestes amor, amai os outros, se sentistes a dor da solidão, aproximai-vos daqueles que estão sós; a carne cura-se com a carne e Deus fez-se carne para nos curar. Por isso, também nós devemos fazer o mesmo com os outros.»

 

 

 

Após o encontro com os jovens, Francisco reúne-se com os bispos do Quénia. A seguir ao almoço, parte para o Uganda, num voo que deverá durar 1h20.

 

Rui Jorge Martins
Vídeos: Rádio Vaticano
Publicado em 27.11.2015

 

 

 
Imagem Bairro Kangemi, Nairobi, Quénia, 27.11.2015 | © Lusa
Há uma ligação clara entre a proteção da natureza e a construção duma ordem social justa e equitativa. Não pode haver renovação da nossa relação com a natureza, sem uma renovação da própria humanidade
Penso na importância da nossa convicção comum segundo a qual, o Deus a quem procuramos servir, é um Deus de paz. O seu Nome Santo não deve jamais ser usado para justificar o ódio e a violência
Somos chamados também a resistir a práticas que favorecem a arrogância nos homens, ferem ou desprezam as mulheres e ameaçam a vida dos inocentes nascituros. Somos chamados a respeitar-nos e encorajar-nos uns aos outros, e a aproximar-nos de todos os necessitados
Quem entende Jesus? Um mistério. Nunca deixem de chorar. Quando a um sacerdote, a um religioso ou religiosa lhe secam as lágrimas, algo não funciona. Chorar pela própria infidelidade, chorar pela dor do mundo, chorar pelas pessoas que estão descartadas, pelos velhinhos abandonados, pelas crianças assassinadas, pelas coisas que não entendemos, chorar quando nos pergunta: porquê? Nenhum de nós tem todos os porquês, todas as respostas aos porquês
Agradeço-vos muito, e a vós, os seminaristas, que não nomeei mas que estão incluídos em tudo o que disse; e se algum não se anima por este caminho, dê tempo, procure outro trabalho, case-se e faça uma boa família
Dentro de poucos dias, começará em Paris uma reunião importante sobre as alterações climáticas [COP21] (…). Seria triste e – atrevo-me a dizer – até catastrófico se os interesses particulares prevalecessem sobre o bem comum e chegassem a manipular as informações para proteger os seus projetos
A mudança de rumo que precisamos não é possível realizá-la sem um compromisso substancial para com a educação e a formação. Nada será possível, se as soluções políticas e técnicas não forem acompanhadas por um processo educativo que promova novos estilos de vida. Um novo estilo cultural
Os debates multilaterais devem, por sua vez, dar aos países mais pobres o tempo, a elasticidade e as exceções necessárias para uma adequação ordenada e não traumática às normas comerciais. A interdependência e a integração das economias não devem comportar o mínimo dano aos sistemas sanitários e de proteção social existentes
Estou aqui, porque quero que saibais que as vossas alegrias e esperanças, as vossas angústias e sofrimentos não me são indiferentes. Conheço as dificuldades que enfrentais dia a dia! Como não denunciar as injustiças que sofreis?
Obrigado por nos lembrardes que há outro tipo de cultura possível. Queria começar por reivindicar estes valores que vós praticais, valores que não aparecem cotados na Bolsa, valores que não são objeto de especulação nem têm preço de mercado
Um grave problema é a falta de acesso às infraestruturas e serviços básicos. Refiro-me a balneários, fossas, esgotos, recolha de lixo, energia elétrica, estradas, mas também escolas, hospitais, centros recreativos e desportivos, ateliês artísticos. Mas de modo particular refiro-me à água potável
Conheço também os sofrimentos das mulheres que lutam heroicamente para proteger os seus filhos e filhas destes perigos. Peço a Deus que as autoridades assumam juntamente convosco o caminho da inclusão social, da educação, do desporto, da ação comunitária e da tutela das famílias
A vida está cheia de dificuldades, mas há duas maneiras de olhar para elas: ou se as vê como alguma coisa que te bloqueia, te destrói, te mantém parado, ou se as vê como uma oportunidade. A vós cabe escolher
O que roubardes com a corrupção ficará aqui e outro usufruirá, mas também ficarão – e isto devemos registá-lo verdadeiramente no coração – muitos homens e mulheres feridos pelo teu exemplo de corrupção
No bolso trago sempre duas coisas: um terço para rezar e uma coisa que parece estranha… O que é isto? Isto é a história do falhanço de Deus. É uma pequena via-sacra. Assim como Jesus sofreu desde quando foi condenado á morte até quando foi sepultado. Com estas duas coisas faço o meu melhor. Graças a estas duas coisas não perco a esperança
Em todos os lados não há só crianças abandonadas, mas também idosos abandonados que estão sós sem que ninguém os visite, ninguém lhes quer bem. Como se pode sair desta experiência negativa de distância e falta de amor? Só há um remédio para sair desta experiência: fazer o que eu não recebi
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