Papa Francisco
Paisagens
Pedras angulares A teologia visual da belezaQuem somosIgreja e CulturaPastoral da Cultura em movimentoImpressão digitalVemos, ouvimos e lemosPerspetivasConcílio Vaticano II - 50 anosPapa FranciscoBrevesAgenda VídeosLigaçõesArquivo

Papa sonha com Igreja que seja «mãe» numa sociedade de «órfãos» de «afeto» e «gratuidade»

«O grande desafio da Igreja é tornar-se mãe: mãe», vincou esta segunda-feira o papa Francisco, no Vaticano, perante centenas de padres, catequistas e outros fiéis reunidos para a abertura do convénio eclesial da diocese de Roma.

Os «planos pastorais» não devem ser a prioridade, mas estão ao serviço da «maternidade da Igreja», e se esta não for assumida, então torna-se «uma solteirona», e desta forma «não é fecunda», frisou o papa, que dedicou parte da sua intervenção à situação da família, refere a Rádio Vaticano.

«Esta é a sociedade dos órfãos. Órfãos sem memória de família, porque, por exemplo, os avós estão longe, na casa de repouso, não têm aquela presença, aquela memória de família. Órfãos sem afeto» ou com «um afeto demasiado à pressa: o papá está cansado, a mamã está cansada, vão dormir. E eles permanecem órfãos. Órfãos de gratuidade», sublinhou.

Para Francisco, o mundo precisa de «gratuidade» nas «famílias, nas paróquias, em toda a sociedade», porque sem ela «será muito difícil compreender o que é agraça de Deus, aquela graça que não se vende, que não se compra, que é um presente, um dom de Deus, é o próprio Deus. E por isso são órfãos de gratuidade».

Depois de acentuar que «a sociedade renega os seus filhos», o papa voltou a lembrar a taxa de desemprego entre os jovens, que em Itália atinge os 40 por cento, tema recorrente nas suas recentes intervenções: «O que significa? “Tu não me importas. Tu és material para descartar. Lamento, mas a vida é assim”».

Lembrando que a Igreja está «algo envelhecida», Francisco sublinhou que ela pode rejuvenescer se for fecunda, se for fiel à sua «identidade», que é de «evangelizar, isto é, fazer filhos», se crescer «por atração materna», não obstante «a fuga da vida comunitária» que marca a sociedade ocidental.

«A Igreja torna-se mais jovem quando é capaz de dar mais filhos; torna-se mais jovem quanto mais se tornar mãe. Esta é a nossa mãe, a Igreja: o nosso amor de filhos. Estar na Igreja é estar em casa, com a mamã, na casa da mamã. Esta é a grandeza da revelação», acrescentou.

A vida da Igreja de hoje manifesta-se no «acolhimento» e na «ternura», mantendo sempre «as portas abertas» e olhando para o futuro com «esperança e paciência».

«Gosto de sonhar uma Igreja que viva a compaixão de Jesus. Com paixão é “padecer com”, sentir o que sentem os outros, acompanhar nos sentimentos», apontou Francisco, que apelou a uma Igreja «que tenha um coração sem limites, mas não só o coração: também o olhar, a doçura do olhar de Jesus, que muitas vezes é muito mais eloquente do que muitas palavras».

Dirigindo-se aos padres da sua diocese, o papa afirmou: «Eu quero muito bem aos sacerdotes, porque ser pároco não é fácil. É mais fácil ser bispo do que pároco. Porque nós, bispos, temos sempre a possibilidade de nos distanciarmos ou de nos escondermos atrás do “sua excelência”, e isso defende-nos. Mas ser pároco, quando te batem à porta – “padre, isto, padre, aquilo, padre, acolá”. Não é fácil».

«Queremos uma Igreja de fé, que creia que o Senhor é capaz de a fazer mãe, de dar-lhe muitos filhos», assinalou Francisco ao terminar a sua intervenção, antes de pedir aos presentes para rezarem por ele.

 

Rádio Vaticano
Trad./redação: SNPC/rjm
17.06.14

Redes sociais, e-mail, imprimir

FotoPapa Francisco
Vaticano
D.R.

 

Ligações e contactos

 

 

Página anteriorTopo da página

 


 

Receba por e-mail as novidades do site da Pastoral da Cultura


Siga-nos no Facebook

 


 

 


 

 

Secções do site


 

Procurar e encontrar


 

 

Página anteriorTopo da página