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Papa Francisco sobre Gabriel García Marquez: Escritor «tão querido para todos»

«Aquele escritor tão querido para vós e tão querido para todos»: no dia em que se assinala o 91.º aniversário de nascimento de Gabriel García Márquez (6.3.1927-17.4.2014), recordamos algumas das citações do autor proferidas pelo papa Francisco durante a sua viagem à Colômbia, em setembro de 2017.

Para vincar a exigência requerida aos cristãos de «gerar a partir de baixo uma mudança cultural: à cultura da morte, da violência, responder com a cultura da vida e do encontro», Francisco citou a “Mensagem sobre a paz”, de 1998, do também jornalista, editor, ativista e político colombiano.

«Este desastre cultural não se remedeia com chumbo nem com dinheiro, mas com uma educação para a paz, construída com amor sobre as ruínas dum país em chamas onde nos levantamos cedo para continuar a matar-nos uns aos outros (…).

«Uma revolução legítima de paz que canalize para a vida a imensa energia criativa que, durante quase dois séculos, usamos para nos destruirmos e que reivindique e exalte o predomínio da imaginação», apontou o papa na missa celebrada em Cartagena das Índias, no dia 10.

Antes, a 7 de setembro, dirigindo-se às autoridades, corpo diplomático e representantes da sociedade civil, em Bogotá, Francisco acentuou que «ressoa no coração de cada colombiano o espírito do grande compatriota Gabriel García Márquez» e lembrou um excerto do discurso que o escritor proferiu quando recebeu o prémio Nobel da literatura, em 1982.

«Perante a opressão, o saque e o abandono, a nossa resposta é a vida. Nem os dilúvios nem as pestes, nem as carestias nem os cataclismos, nem mesmo as guerras sem fim durante séculos e séculos conseguiram reduzir a vantagem tenaz da vida sobre a morte. Uma vantagem que cresce e progride.»

Marquéz prosseguiu, afirmando que é possível «uma nova e arrebatadora utopia da vida, onde ninguém possa decidir pelos outros até a forma de morrer, onde seja verdadeiramente certo o amor e seja possível a felicidade, e onde as estirpes condenadas a cem anos de solidão tenham, por fim e para sempre, uma segunda oportunidade sobre a Terra».

E no encontro com os bispos da Colômbia, ocorrido no mesmo dia, o papa citou uma das obras mais conhecidas de Gabriel García Márquez, “Cem anos de solidão”: «Não imaginava que fosse mais fácil começar uma guerra do que terminá-la».

«Em seguida, o escritor acrescentava: “Não pensava que seriam precisas tantas palavras para explicar o que se sentia na guerra; na realidade, bastava uma só: medo”», afirmou o papa.



 

SNPC
Imagem: Gabriel García Márquez | D.R.
Publicado em 06.03.2018

 

 
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