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Papa Francisco pede à Igreja para ser mãe e sorrir

Imagem © Tatyana Gladskih/Fotolia

Papa Francisco pede à Igreja para ser mãe e sorrir

O papa vincou hoje que «a Igreja é mãe», e não «uma associação rígida», durante a missa a que presidiu no Vaticano, celebração em que participou o grupo de nove cardeais instituído por Francisco para o ajudar no governo na Igreja e para estudar uma reforma da Cúria Romana.

A «maternidade» da Igreja, à imagem de uma mãe, cultiva a atitude de humildade, bondade e perdão e ternura, assinalou o papa, segundo a Rádio Vaticano, acrescentando que Francisco baseou a homilia no trecho do Evangelho em que Jesus, na cruz, se dirige ao apóstolo amado e a Maria dizendo: «Filho, eis a tua mãe».

Com estas palavras, frisou o papa, a maternidade de Maria «alarga-se na figura daquele novo filho, alarga-se a toda a Igreja e a toda a humanidade»: «Este é também o nosso orgulho: temos uma mãe, uma mãe que está connosco, que nos protege, que nos acompanha, que nos ajuda, mesmo nos tempos difíceis».

Os monges russos, prosseguiu Francisco, têm uma imagem de Maria que remete para o aconchego: «[Dizem que] nos momentos de turbulência espiritual, devemos andar debaixo do manto da Santa Mãe de Deus [e assim ela] nos acolhe e nos protege e toma conta de nós».

Da maternidade de Maria, nasce a «maternidade da Igreja»: «A Mãe Maria e a mãe Igreja sabem acariciar os seus filhos, dão ternura. Pensar a Igreja sem esta maternidade é pensar numa associação rígida, uma associação sem calor humano, órfã».

«A Igreja é mãe e recebe-nos a todos nós como mãe; Maria mãe, a Igreja mãe», maternidade que se «exprime nas atitudes de humildade, de acolhimento, de compreensão, de bondade, de perdão e de ternura», assinalou.

Para Francisco, «onde há maternidade e vida, há vida, há alegria, há paz, cresce-se em paz»; pelo contrário, quando falta a maternidade «apenas permanece a rigidez, a disciplina, e não se sabe sorrir. Uma das coisas mais belas e humanas é sorrir a uma criança e fazê-la sorrir».

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 15.09.2015

 

 
Imagem © Tatyana Gladskih/Fotolia
Quando falta a maternidade «apenas permanece a rigidez, a disciplina, e não se sabe sorrir. Uma das coisas mais belas e humanas é sorrir a uma criança e fazê-la sorrir»
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