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Papa Francisco foi ordenado padre há 45 anos

Imagem P. Jorge Bergoglio | D.R.

Papa Francisco foi ordenado padre há 45 anos

Assinala-se este sábado o 45.º aniversário da ordenação sacerdotal do papa Francisco, que aconteceu quase uma década depois de ter professado os primeiros votos na Companhia de Jesus, aos 23 anos.

A 13 de dezembro de 1969, quatro dias antes de completar 33 anos, o jesuíta Jorge Mario Bergoglio recebeu o segundo grau do sacramento da Ordem das mãos do então arcebispo emérito de Córdoba, Argentina, D. Ramón José Castellano.

Aquele dia 13 de dezembro ocorreu a um sábado, véspera do terceiro domingo do Advento, que na liturgia é conhecido como “Domingo da Alegria”, palavra presente na primeira exortação apostólica de Francisco, “O Evangelho da alegria”.

Nos seus primeiros anos de padre, de 1970 a 1971, Jorge Bergoglio prosseguiu a sua formação, como jesuíta, em Espanha, e a 22 de abril de 1973 fez os votos perpétuos na Companhia de Jesus.

Quando regressou à Argentina foi nomeado professor da Faculdade de Teologia de S. José, em San Miguel, nos arredores de Buenos Aires, reitor do Colégio de S. José e, aos 36 anos, foi designado provincial (responsável máximo) dos jesuítas na Argentina.

Antes de ser ordenado, Bergoglio escreveu, em 1969, num momento de «grande intensidade espiritual», a seguinte oração, divulgada pelo diário italiano “Avvenire”:

«Quero crer em Deus Pai, que me ama como um filho, e em Jesus, o Senhor, que me infundiu o seu Espírito na minha vida para me fazer sorrir e levar-me assim ao reino da vida eterna.

Creio na minha história, que foi trespassada pelo olhar de amor de Deus, e no dia da primavera, 21 de setembro, me levou ao encontro para me convidar a segui-lo.

Creio na minha dor, infecunda pelo egoísmo, no qual me refugio.

Creio na mesquinhez da minha alma, que procura engolir sem dar..., sem dar.

Creio que os outros são bons e que devo amá-los sem temor, e sem nunca os atraiçoar para procurar uma segurança para mim.

Creio na vida religiosa.

Creio que quero amar muito.

Creio na morte diária, ardente, de que fujo, mas que me sorri, convidando-me a aceitá-la.

Creio na paciência de Deus, acolhedora, boa como uma noite de verão.

Creio que o papá está no céu, junto ao Senhor.

Creio que o padre Duarte [que confessou Jorge Bergoglio a 21 de setembro] também lá está, intercedendo pelo meu sacerdócio.

Creio em Maria, minha Mãe, que me ama e nunca me deixará só. E espero a surpresa de cada dia, em que se manifestará o amor, a força, a traição e o pecado, que me acompanharão até ao encontro definitivo com esse rosto maravilhoso que não sei como é, a que fujo continuamente, mas que quero conhecer e amar. Ámen.»

 

Rui Jorge Martins
Com "Vatican Insider"
Publicado em 12.12.2014

 

 
Imagem P. Jorge Bergoglio | D.R.
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