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Leitura: "Papa Francisco e a missão da arte"

Leitura: "Papa Francisco e a missão da arte"

Imagem Capa | D.R.

«É preciso ter a coragem de encontrar nova carne para a transmissão da Palavra»: foi a partir deste desafio lançado na exortação "Evangelii gaudium" que o italiano Rodolfo Papa escreveu "Papa Francesco e la missione dell'arte" (Papa Francisco e a missão da arte).

A obra (212 pág., ed. Cantagalli, 16,15 €) «pretende ser uma humilde homenagem ao papa Francisco, evidenciando a enorme riqueza do seu magistério que tem importantes implicações inclusive no campo artístico», refere a sinopse, acrescentando que os três primeiros capítulos são dedicados «às implicações, em contexto artístico e estético, que derivam da escuta das palavras» do atual pontífice.

«Pensámos, com o editor, que poderia ser um tema interessante porque, de facto, tudo aquilo que o papa diz e escreve nestes anos de pontificado sobre a arte nunca foi sublinhado», declarou o autor à Rádio Vaticano, salientando que o volume quer dar a conhecer «o pensamento do papa sobre a arte, sobre a missionariedade da arte, também em continuidade com o que tem vindo a fazer em relação aos anteriores pontífices».

Os últimos, as periferias, os pobres e a misericórdia são alguns dos temas vincados por Francisco com implicações na arte, que constitui «um instrumento eficaz» para abordar aquelas questões

«Tudo o que disse Bento XVI está exatamente na mesma linha do que diz o papa Francisco» e a arte é um dos principais elos de união entre o pensamento de ambos, considera Rodolfo Papa, pintor e professor de História das Teorias Estéticas na Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma.

As palavras de Francisco sobre a «coragem de encontrar nova carne para a transmissão da Palavra», que integram o subtítulo do livro, constituem para o autor uma tentativa de entusiasmar novamente os criadores para se colocarem «ao serviço da Igreja», o que requer audácia num mundo «onde os artistas são atraídos para outras coisas, outros temas e outras questões». Uma bravura que reside igualmente em ter «preparação teológica».

«"Mergulhar o pincel nas palavras da Bíblia", teria dito Chagall precisamente para encontrar uma nova carne adaptada aos tempos de hoje. Isto não significa fazer coisas estranhas ou difíceis de compreender, mas precisamente com o gosto da nossa contemporaneidade, isto é, o figurativo, porque hoje a arte que os jovens apreciam é novamente esta, conseguir dizer "Cristo" em todos os continentes», defende.

Para Rodolfo Papa, a arte deve ser um «instrumento fundamental de formação não só do clero, mas também para os artistas e leigos».



 

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