Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Papa Francisco evoca Martin Luther King na Casa Branca e lembra «milhões» de excluídos

Imagem Michelle Obama, papa Francisco, Barack Obama | Casa Branca, Washington, EUA | 23.9.2015 | © Lusa

Papa Francisco evoca Martin Luther King na Casa Branca e lembra «milhões» de excluídos

O papa lembrou hoje o pastor batista Martin Luther King no discurso que proferiu na Casa Branca, em Washington, naquela que foi a sua primeira intervenção na visita aos EUA que ontem iniciou.

Perante o presidente Barack Obama e responsáveis civis e eclesiásticos, o papa lembrou todos aqueles que são prejudicados pelo modelo de desenvolvimento, saudou os laços reatados entre países e sublinhou a necessidade de salvaguardar a natureza.

«Retomando as sábias palavras do Reverendo Martin Luther King, podemos dizer que estivemos em falta quanto a alguns compromissos e, agora, chegou o momento de os honrar», afirmou Francisco às cerca de 20 mil pessoas que o aguardavam no exterior da residência presidencial norte-americana.

Depois de qualificar de «prometedor» o facto de Barack Obama ter proposto «uma iniciativa para a redução da poluição do ar», o papa frisou que «a mudança climática já não pode ser um problema deixado à geração futura».

«A história colocou-nos num momento crucial quanto ao cuidado da nossa "casa comum". Mas estamos ainda a tempo de empreender mudanças que assegurem «um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar», sublinhou, citando a sua mais recente encíclica, "Louvado sejas".

Para Francisco, estas «mudanças» exigem «um reconhecimento sério e responsável do tipo de mundo» que vai ser legado «aos milhões de pessoas sujeitas a um sistema que as tem transcurado».

«A nossa casa comum foi parte deste grupo de excluídos que brada ao céu e que hoje bate com força às portas de nossas casas, cidades, sociedade», declarou.

Francisco expressou o desejo de que «todos os homens e mulheres de boa vontade» dos EUA «apoiem os esforços da comunidade internacional para proteger os mais vulneráveis» e «promover modelos integrais e inclusivos de desenvolvimento».

Enquanto «filho duma família de emigrantes» o papa declarou-se «feliz» por se hóspede de uma «nação» construída em grande parte por famílias semelhantes.

O respeito pela liberdade religiosa - «uma das conquistas mais valiosas da América» que deve ser defendida de «tudo o que a possa pôr em perigo ou comprometer» - , a par dos «esforços feitos recentemente para reconciliar relações que haviam sido rompidas e para a abertura de novas vias de cooperação dentro da família humana», foram também mencionadas por Francisco, que terminou a intervenção com o desejo de que «Deus abençoe a América».

Nascido em 1929, Martin Luther King foi assassinado em 1968, depois de uma vida em que se distinguiu no plano espiritual cristão, bem como na oposição à guerra e na defesa dos direitos civis, nomeadamente no combate à segregação racial.

Prosseguindo em Washington, o programa do segundo dia de visita aos EUA, que termina no domingo, prevê o encontro com bispos dos EUA, na catedral de S. Mateus, e a missa e canonização do beato Junipero Serra, evangelizador da Califórnia, no santuário nacional da Imaculada Conceição.

 

 

Cerimónia de boas vindas e visita ao presidente dos EUA - Washington, 23.9.2015 (diferido)

 




 

Visita do papa Francisco a Cuba e EUA : transmissão em direto

 




Rui Jorge Martins
Publicado em 27.09.2015

 

 

 
Imagem Papa Francisco, Barack Obama | Casa Branca, Washington, EUA | 23.9.2015 | © Lusa
«A nossa casa comum foi parte deste grupo de excluídos que brada ao céu e que hoje bate com força às portas de nossas casas, cidades, sociedade»
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Evangelho
Vídeos