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Papa escreve à equipa de refugiados nos Jogos Olímpicos: Sede «um grito de fraternidade e de paz»

Imagem Equipa olímpica de refugiados entra no estádio do Maracanã, durante a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos | Rio de Janeiro, Brasil | 5.8.2016 | © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Papa escreve à equipa de refugiados nos Jogos Olímpicos: Sede «um grito de fraternidade e de paz»

O papa felicitou esta sexta-feira os participantes nos Jogos Olímpicos que começaram no Rio de Janeiro e enviou uma mensagem à primeira equipa de refugiados que participa na competição.

«Felicitações aos atletas de #Rio2016! Sejam sempre mensageiros de fraternidade e de autêntico espírito desportivo» é o teor do texto publicado ontem através da conta da rede social Twitter do papa.

Na carta enviada à equipa de refugiados, Francisco destaca a bravura dos atletas e expressa o desejo de que a sua participação seja um sinal, para o mundo, de que é possível a conciliação e a concórdia.

«Caros irmãos, desejo fazer-vos chegar a minha saudação e o meu desejo de sucesso nestas Olimpíadas. Que a coragem e a força que tendes dentro de vós possam exprimir através dos Jogos Olímpicos um grito de fraternidade e de paz», assinala o papa.

«Que, mediante todos vós, a humanidade compreenda que a paz é possível, que com a paz tudo se pode ganhar; ao contrário, com a guerra tudo se pode perder», frisa Francisco.

Assinada com as palavras «Fraternamente, Francisco», a missiva termina com um voto e um pedido: «Desejo que o vosso testemunho faça bem a todos nós. Rezo por vós e, por favor, peço-vos para que rezeis por mim. Que Deus vos abençoe».

A equipa de refugiados é composta por 10 atletas, seis homens e quatro mulheres, que desfilaram esta sexta-feira no estádio do Maracanã com a bandeira olímpica: dois nadadores sírios, igual número de judocas da República Democrática do Congo e seis corredores da Etiópia e Sudão do Sul.

Todos os refugiados fugiram da violência e das perseguições, tendo procurado refúgio noutros países. Falam diferentes línguas mas representam um único povo de mais de 60 milhões de pessoas em fuga que têm em comum a dor e a esperança.

A iniciativa sem precedentes de enviar uma equipa de refugiados aos Jogos Olímpicos envia uma forte mensagem de apoio aos refugiados em todo o mundo, num período em que as guerras e a pobreza estão a fazer aumentar todos os dias o número de pessoas obrigadas a abandonar os seus países.

«A sua participação das Olimpíadas é uma homenagem à coragem e perseverança de todos os refugiados na superação da adversidade e na construção de um futuro melhor para eles próprios e as suas famílias», declarou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi.

 

Sergio Centofanti
In "Rádio Vaticano"
Edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 06.08.2016

 

 

 
Imagem Equipa olímpica de refugiados entra no estádio do Maracanã, durante a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos | Rio de Janeiro, Brasil | 5.8.2016 | © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Todos os refugiados fugiram da violência e das perseguições, tendo procurado refúgio noutros países. Falam diferentes línguas mas representam um único povo de mais de 60 milhões de pessoas em fuga que têm em comum a dor e a esperança
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