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Papa denuncia «tirania» que reduz religião a «subcultura sem direito de expressão na esfera pública»

Imagem © Leo Lintang/Fotolia

Papa denuncia «tirania» que reduz religião a «subcultura sem direito de expressão na esfera pública»

O papa denunciou este sábado «as diferentes formas de moderna tirania [que] procuram suprimir a liberdade religiosa, ou reduzi-la a uma subcultura sem direito de expressão na esfera pública».

Na intervenção que dirigiu à comunidade hispânica e outros imigrantes, proferida no "Independence Mall", em Filadélfia, onde foram proclamadas a Declaração de Independência e a Constituição dos EUA, Francisco vincou que a liberdade religiosa, tema do encontro, «transcende, por sua natureza, os lugares de culto, bem como a esfera dos indivíduos e das famílias».

Perante as tentativas de afastar a religião da esfera pública ou de a usar «como pretexto para o ódio e a brutalidade, torna-se forçoso que os seguidores das diferentes religiões unam a sua voz para invocar a paz, a tolerância, o respeito pela dignidade e os direitos dos outros».

Diante de globalização do paradigma tecnocrático», que «procura eliminar todas as diferenças e as tradições numa busca superficial de unidade», as religiões têm «o direito e o dever de fazer compreender que é possível construir uma sociedade onde um são pluralismo, que respeite verdadeiramente aqueles que pensam diferente e os valores como tais, é um precioso aliado no compromisso pela defesa da dignidade humana [e] um caminho de paz».

Dirigindo-se aos imigrantes, o papa pediu-lhes para manterem a sua cultura: «Peço para não vos esquecerdes que, tal como aqueles que vieram antes de vós, trazeis muitos talentos à vossa nova nação. Não vos envergonheis das vossas tradições».

Francisco recordou que a Declaração de Independência dos EUA «afirmou que todos os homens e todas as mulheres são criados iguais, que são dotados pelo seu Criador de alguns direitos inalienáveis e que os governos existem para proteger e defender tais direitos. Estas vibrantes palavras continuam a inspirar-nos hoje, tal como inspiraram outros povos em todo o mundo, no combate pela liberdade de viver de acordo com a sua dignidade».

«Também vós sois chamados a ser cidadãos responsáveis e a contribuir frutuosamente para a vida das comunidades onde viveis. Penso de modo particular na fé fervorosa de muitos de vós, no sentido profundo da vida familiar e em todos os outros valores que recebeste sem herança. Trazendo as vossas contribuições, não só encontrareis o vosso lugar aqui, mas ajudareis a sociedade a renovar-se a partir de dentro», assinalou.

 

Encontro pela liberdade religiosa - Filadélfia, 26.9.2015 (diferido)

 




 

Visita do papa Francisco a Cuba e EUA : transmissão em direto

 




Rui Jorge Martins
Publicado em 27.09.2015

 

 

 
Imagem © Leo Lintang/Fotolia
As religiões têm «o direito e o dever de fazer compreender que é possível construir uma sociedade onde um são pluralismo, que respeite verdadeiramente aqueles que pensam diferente e os valores como tais, é um precioso aliado no compromisso pela defesa da dignidade humana [e] um caminho de paz»
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