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Papa critica telemóvel ao volante e pede à polícia para renunciar à violência

Papa critica telemóvel ao volante e pede à polícia para renunciar à violência

Imagem kasto/Bigstock.com

O papa criticou hoje o «escasso sentido de responsabilidade da parte de muitos condutores, que parecem muitas vezes não se darem conta das consequências graves da sua desatenção (por exemplo com o uso impróprio do telemóvel) ou do seu desregramento».

As palavras de Francisco foram proferidas no Vaticano, durante a audiência aos dirigentes e pessoal da direção central para as polícias rodoviária e ferroviária de Itália.

Os excessos dos automobilistas são causados «por uma pressa e por uma competitividade ligadas a estilos de vida, que fazem dos outros condutores como que obstáculos ou adversários a ultrapassar, transformando as estradas em pistas de “fórmula 1” e a linha do semáforo na grelha de partida de um grande prémio».

Para o papa, o aumento da segurança rodoviária não passa apenas pelas sanções, «mas é necessária uma ação educativa que dê maior consciência das responsabilidades que têm em relação a quem viaja ao lado».

Francisco considera que «a ação da polícia exige um elevado profissionalismo e especialização, e portanto uma contínua atualização no conhecimento das leis e no emprego dos instrumentos e da tecnologia».

«O constante contacto com as pessoas, depois, faz com que a marca do vosso profissionalismo seja dada não só pela elevada competência a vós requerida, mas também por uma profunda retidão – que leve a nunca se aproveitar do poder que se tem à disposição – e por um alto grau de humanidade», apontou.

Quer «nas ações de controlo que nas repressivas», frisou Francisco, é importante «um uso da força que nunca degenere em violência», o que exige grande «sabedoria e autocontrolo, sobretudo quando o agente é visto com desconfiança ou sentido quase como inimigo, em vez de protetor do bem comum».

Este último fenómeno é «infelizmente um mal espalhado, que em certas zonas atinge o pico de uma contraposição entre o tecido social e o Estado, juntamente com quantos o representam».

Antes de concluir, o papa sugeriu «um estilo de misericórdia» na execução das funções policiais, que «não é sinónimo de fraqueza nem requer a renúncia ao uso da força; significa, antes, ser capaz de não identificar o culpado com a violação que cometeu».



 

SNPC
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Publicado em 20.11.2017

 

 
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