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Papa aponta três lugares de deslumbramento para viver o Natal: O outro, a história, a Igreja

Imagem Papa Francisco | Audiência aos ferroviários italianos | Vaticano, 19.12.2015 | © Lusa

Papa aponta três lugares de deslumbramento para viver o Natal: O outro, a história, a Igreja

O papa afirmou hoje, no Vaticano, nas palavras que proferiu antes da oração do "Angelus", que para «celebrar de modo proveitoso o Natal» os cristãos são chamados a contemplar os três lugares «do deslumbramento.

«O primeiro lugar é o outro, em quem reconhecer um irmão, porque desde que aconteceu o Natal de Jesus, em cada rosto está impressa a semelhança do Filho de Deus. Sobretudo quando é o rosto do pobre, porque como pobre Deus entrou no mundo, e dos pobres, antes de tudo, se deixou aproximar.

Um outro lugar em que, se olharmos com fé, experimentamos deslumbramento é a história. O segundo. Muitas vezes acreditamos vê-la através da perspetiva correta, e em vez disso arriscamo-nos a lê-la ao contrário. Acontece, por exemplo, quando ela nos parece determinada pela economia de mercado, regulada pela finança e pelos negócios, dominada pelos poderes de turno.

O Deus de Natal é, em vez disso, um Deu que "baralha o jogo" (Ele gosta de o fazer!): como canta Maria no "Magnificat", é o Senhor que inverte os poderosos dos tronos e levanta os humildes, enche de bens os famintos e deixa os ricos de mãos vazias. Este é o segundo lugar de deslumbramento, o da história.

Um terceiro lugar do deslumbramento é a Igreja: olhá-la com o deslumbramento da fé significa não limitar-se a considerá-la apenas como instituição religiosa, que o é, mas senti-la como uma mãe que, apesar de entre manchas e rugas (temos tantas), deixa transparecer os traços da esposa amada e purificada por Cristo Senhor.

Uma Igreja que sabe reconhecer os muitos sinais de amor fiel que Deus continuamente lhe envia. Uma Igreja para a qual o Senhor Jesus não será nunca uma posse a defender ciumentamente - quem o faz, está errado -, mas será sempre aquele que lhe vem ao encontro e que sabe esperar com confiança e alegria, dando voz à esperança do mundo, a Igreja que diz: "Vem, Senhor Jesus!". A Igreja que tem sempre as portas abertas e os braços abertos (...).

No Natal Deus dá-nos todo a si mesmo, dando o seu Filho, o único, que é toda a sua alegria. E só com o coração de Maria, a humilde e pobre filha de Sião, tornada Mãe do Filho do Altíssimo, é possível exultar e alegrar-se pelo grande dom de Deus e pela sua imprevista surpresa.

Que ela nos ajude a entender o deslumbramento - estes três deslumbramentos: o outro, a história e a Igreja - pelo nascimento de Jesus, o dom dos dons, o presente imerecido que nos traz a salvação, que nos faça também sentir este deslumbramento no encontro com Jesus.»

Após a oração do Angelus, dedicada à Virgem Maria, Francisco saudou as crianças que se deslocaram à Praça de S. Pedro para a bênção das imagens do Menino Jesus que são colocadas nos presépios de suas casas.

«Quando rezardes diante do vosso presépio, recordai-vos também de mim, como eu me recordo de vós. Agradeço-vos, e bom Natal!», disse Francisco.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 20.12.2015

 

 
Imagem Papa Francisco | Audiência aos ferroviários italianos | Vaticano, 19.12.2015 | © Lusa
Uma Igreja para a qual o Senhor Jesus não será nunca uma posse a defender ciumentamente - quem o faz, está errado -, mas será sempre aquele que lhe vem ao encontro e que sabe esperar com confiança e alegria, dando voz à esperança do mundo, a Igreja que diz: "Vem, Senhor Jesus!". A Igreja que tem sempre as portas abertas e os braços abertos
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