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Órgão da catedral de Vila Real completou primeiro ano e propõe programa para 2017

Órgão da catedral de Vila Real completou primeiro ano e propõe programa para 2017

Imagem © Diocese de Vila Real

Fátima, Messiaen, Polónia, País Basco e Natal constituem alguns dos temas dos concertos a executar desde maio até dezembro no órgão sinfónico da catedral de Vila Real, que a 20 de abril completou o primeiro ano.

A 19 de maio, o organista titular, Giampaolo Di Rosa, apresenta um programa dedicado a Nossa Senhora de Fátima, seguindo-se, a 2 de junho, um «concerto extraordinário» pelo mesmo intérprete.

"Visita ao órgão com Olivier Messiaen: sons e timbres" é a proposta para 16 de junho, igualmente pelo organista italiano, que orientou o projeto fónico do órgão catedralício e é titular da igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma.

A agenda prossegue em julho com a polaca Przemislaw Kapitula, que apresenta "A Polónia e a tradição europeia"; a 18 de agosto o dinamarquês Jakob Lorentzen interpreta o programa "Luzes do Norte"; e a 15 de setembro comparecem as "Melodias do País Basco", executadas pelo espanhol Esteban Elizondo Iriarte.

"Uma viagem de alguns séculos" (Giampaolo Di Rosa, 20 de outubro), "A arte da improvisação" (Otto Kraemer, da Alemanha, 17 de novembro) e "Cânticos de Natal" (15 de dezembro) completam o programa de concertos, que começam sempre às 21h00.

O primeiro aniversário do instrumento foi assinalado a 21 de abril com o organista monegasco Silvano Rodi, que interpretou peças de Bach, Mendelssohn, Telemann e Rheinberger, entre outros compositores. Para 2017 prevê-se um total de 12 concertos.

O grande órgão da catedral, composto por quatro teclados, 33 registos e 2.192 tubos, é «acionado eletricamente por uma console situada no plano da igreja, normalmente no transepto, mas deslocável segundo as exigências da liturgia e da atividade cultural (concertos)», explica a página dedicada ao instrumento.

Construído nos laboratórios da empresa Mascioni, em Itália, o órgão representou um investimento de 473.500 euros, acrescidos de IVA, tendo sido co-financiado a 85% por fundos da União Europeia. A restante verba foi obtida através de mecenas, que continuam a ser convidados a apoiar o programa anual de concertos.

O repertório de Giampaolo Di Rosa, doutorado em análise musical, «abrange todas as épocas históricas, para além da improvisação, das próprias obras e transcrições para órgão e é interprete dos ciclos integrais de alguns compositores, entre os quais Bach».

Condecorado em 2010 com o grau de Oficial do Infante Dom Henrique pelo presidente da República, o organista está também envolvido no ensino, investigação e assessoria para instituições, como a Santa Casa da Misericórdia de Guimarães e a Catedral de León, em Espanha.



 

SNPC
Publicado em 30.04.2017

 

 

 
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