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Opus Dei: Mitos que só o tempo ou o ridículo apagam

A evocação dos 90 anos da fundação do Opus Dei, assinalada a 2 de outubro, é um dos motivos que leva o P. Gonçalo Portocarrero de Almada a contrariar as acusações sem fundamento lançadas publicamente à prelatura.

«Há já muitos anos, tantos quantos os que levo nesta instituição da Igreja católica, que procuro desmistificar o óbvio», aponta o sacerdote no texto que assina semanalmente no jornal digital “Observador”.

No artigo intitulado «valha-me “são” Francisco Louça», devido à resposta que o político do Bloco de Esquerda deu às suspeitas, o sacerdote reitera que «a prelatura não é secreta nem sequer sigilosa, pois são bem conhecidos os nomes do prelado e dos seus vigários».

Sabe-se, igualmente, o nome dos «leigos, homens e mulheres, que fazem parte dos respetivos conselhos», e os fiéis nomeados para cargos de direção são revelados no boletim oficial da instituição, que «qualquer pessoa» pode «comprar e consultar».

«As pessoas do Opus Dei são conhecidas como tais pelos seus familiares, amigos e colegas. Também os restantes católicos são como tal identificados pelos seus próximos, sem que a paróquia de que fazem parte seja secreta, embora não publique a lista dos seus paroquianos, nem estes usem um distintivo», assinala.

Também as sessões de formação «estão abertas a todo o tipo de pessoas» e a instituição «conta com cooperadores que não são praticantes, nem católicos sequer, porque os há de outras religiões e até agnósticos e ateus».

«Tudo isto é muito bonito e a mais pura verdade, mas nem sempre convence. Porquê?! Porque há quem não se deixe convencer. Os mitos não se destroem com comunicados, nem com artigos de opinião, nem sequer com evidências. Só o tempo os apaga. Ou o ridículo os mata», aponta o P. Gonçalo Portocarrero de Almada.

Por isso, quando falam ao sacerdote de «suposições de poder, secretismo e corrupção» no Opus Dei, ocorre-lhe invocar “são” Francisco, não o de Assis, que a liturgia comemorou a 4 de outubro, mas o «Louça», remata.


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Observador
Imagem: Dinabelenko/Bigstock.com
Publicado em 08.10.2018

 

 
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