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Objetivo da economia é o ser humano e não o dinheiro, afirma papa, que critica instrumentalização de Deus

Objetivo da economia é o ser humano e não o dinheiro, afirma papa, que critica instrumentalização de Deus

Imagem TRT Photo/Bigstock.com

«O homem, e não o dinheiro, voltem a ser o fim da economia», afirmou hoje o papa, no Vaticano, que criticou «o fundamentalismo, o abuso da religião para justificar a sede de poder» e a «instrumentalização do santo nome de Deus» para alcançar a «hegemonia».

«Há uma economia e uma finança que, em vez de servir o ser humano concreto, se organizam principalmente para se servirem a si próprias e subtrair-se ao controlo dos poderes públicos, que mantêm a responsabilidade do bem comum mas precisam dos estímulos necessários para moderar os exagerados apetites de poucos», vincou.

As afirmações de Francisco foram proferidas ao receber as cartas credenciais dos embaixadores do Cazaquistão, Nepal, Níger, Sudão, Trindade e Tobago e Mauritânia, país que estreia a diplomacia ao mais alto nível junto da Santa Sé.

«É preciso fazer frente às divergências com a paciência corajosa do diálogo e da diplomacia, com iniciativas de encontro e de paz, e não com a exibição da força e o seu uso precipitado e desconsiderado», declarou.

No contexto de um cenário internacional «caracterizado por uma considerável complexidade e atravessado por densas nuvens, é preciso «isolar cada busca de transformar uma pertença e uma identidade religiosa em motivo de ódio para todos os outros».

«A quem deturpa assim a imagem de Deus oponha-se um empenho conjunto para mostrar que se honra o seu nome salvando vidas, e não matando-as, levando reconciliação e paz, e não divisão e guerra, com a misericórdia e a compaixão, e não com a indiferença e a brutalidade», frisou.

Na missa a presidiu esta manhã, Francisco lembrou que para além do amor de Deus, o mundo «propõe outros amores»: «O amor ao dinheiro, por exemplo, o amor à vaidade, pavonear-se, o amor ao orgulho, o amor ao poder, mesmo fazendo muitas coisas injustas para ter mais poder».

Depois de sublinhar que «a medida do amor é amar sem medida», e por isso não se pode «amar pela metade», o papa afirmou que a «missão cristã é dar alegria às pessoas».









 

SNPC
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Publicado em 18.05.2017

 

 
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