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«Os pobres são a riqueza da Igreja», e não o dinheiro, sublinha papa

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«Os pobres são a riqueza da Igreja», e não o dinheiro, sublinha papa

Se a Igreja quer ser fiel à sua identidade deve ser humilde, pobre e confiar em Deus, vincou hoje o papa na homilia da missa a que presidiu, no Vaticano, em que criticou os pedidos aos fiéis que em tempos foram feitos para pagarem ao passarem as Portas Santas.

A pobreza «é a primeira das bem-aventuranças», frisou Francisco, citado pela Rádio Vaticano, acrescentando que a pessoa pobre de espírito é aquela que «só está agarrada às riquezas de Deus», pelo que deve ser afastada a Igreja «que vive agarrada ao dinheiro, que pensa no dinheiro, que pensa como ganhar dinheiro».

«Como é sabido, houve um tempo em que dioceses, para passar a Porta Santa, diziam ingenuamente às pessoas que se devia fazer uma oferta: esta não é a Igreja de Jesus», vincou o papa, para quem «os pobres são a riqueza da Igreja».

«Se tu tens um banco, és o dono de um banco, mas o teu coração é pobre, não é agarrado ao dinheiro, este está ao serviço, sempre. A pobreza é esta separação, para servir aos necessitados, para servir os outros», afirmou.

Francisco apelou a «uma Igreja humilde que não se vanglorie dos poderes, das grandezas», o que implica assumir as fraquezas na primeira pessoa: «A humildade tem um primeiro passo: “Eu sou pecador”. Se tu não és capaz de dizer a ti mesmo que és pecador e que os outros são melhores do que tu, não és humilde».

«Se algum de nós tem o costume de olhar para os defeitos dos outros e falar sobre eles, não é humilde, crê-se juiz dos outros», afirmou o papa, que aludiu ao «teatro» de quem finge que é humilde.

O papa apelou a cada católico para ser «humilde porque se sente pecador, pobre porque o seu coração está agarrado às riquezas de Deus» e «confiante no Senhor porque sabe que apenas nele pode garantir algo que lhe faça bem».

«Nesta espera do Senhor, do Natal, peçamos que nos dê um coração humilde, nos dê um coração pobre, e sobretudo um coração confiante no Senhor, porque o Senhor nunca desilude», concluiu Francisco.

Na mensagem para o próximo Dia Mundial da Paz, revelada hoje pelo Vaticano, Francisco apelou ao «cancelamento ou gestão sustentável da dívida internacional dos Estados mais pobres».

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 15.12.2015

 

 

 
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Na mensagem para o próximo Dia Mundial da Paz, revelada hoje pelo Vaticano, Francisco apelou ao «cancelamento ou gestão sustentável da dívida internacional dos Estados mais pobres»
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