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O que podemos aprender de Fátima, segundo o cardeal Sean O'Malley

O que podemos aprender de Fátima, segundo o cardeal Sean O'Malley

Imagem Santuário de Fátima | Peek Creative Collective/Bigstock.com

O cardeal Seán O'Malley, da arquidiocese norte-americana de Boston, considera que as celebrações dos 100 anos das aparições marianas na Cova da Iria podem contribuir para entender melhor o chamamento universal à santidade e conversão.

«Tive sempre uma grande devoção por Nossa Senhora de Fátima», declarou, explicando que acompanhou ao longo de vários anos uma comunidade de emigrantes lusos: «Tive uma paróquia portuguesa durante 20 anos e fui bispo de Fall River durante 10 anos, onde metade dos católicos são açorianos, e em Boston temos muitos cabo-verdianos e brasileiros».

O'Malley, que integra o grupo de nove cardeais escolhidos pelo papa para o aconselhar mais proximamente, foi o único prelado norte-americano presente nas celebrações de 12 e 13 de maio.

«É muito comovente estar aqui, mas especialmente estar aqui com o santo padre, para o centésimo aniversário e para a canonização de Francisco e Jacinta. É simplesmente uma ocasião inesquecível», afirmou, em Fátima, à Catholic News Agency.

Particularmente tocante para ele foi a apresentação de dons (ofertório) da missa de 13 de maio, quando as ofertas foram levadas ao altar pela família do rapaz miraculosamente curado por intercessão a Deus dos pastorinhos.



A mensagem de Fátima dirige-se a todos, ultrapassando o âmbito da relação entre pais e filhos, e por isso «é muito, muito relevante e muito importante»: «Jesus chama-nos à conversão, chama-nos ao seguimento, chama-nos a segui-lo para uma vida de santidade, à missão, a anunciar o Reino através das nossas vidas».



«Ouvi a entrevista na televisão e ele foi dado como morto, e a cura foi tão obviamente miraculosa», observou O'Malley, acrescentando: «Ver aquela criança subir e dar um abraço ao papa. Foi... muito comovente e recordou-nos que a canonização tem a ver com santidade e com a bondade de crianças», assinalou o franciscano capuchinho.

Francisco e Jacinta são os não mártires mais novos declarados santos, facto que o cardeal vê como relevante: «Penso que a lição é de que as crianças são chamadas à santidade».

«Quando foram beatificadas [2000], o cardeal José Saraiva Martins, que era o prefeito da Congregação dos Santos, referiu-se ao facto de como as famílias modernas confiam os filhos a professores profissionais nas escolas durante 15 a 20 anos de educação académica formal mas por vezes elas não estão verdadeiramente preparadas para a vida», observou.

Os pais dos irmãos Francisco e Jacinta «eram provavelmente camponeses iletrados, mas ensinaram-lhes como levar uma vida boa, como aprofundar a fé em Deus, como amar, como servir, como trabalhar. E numa vida tão curta, eles alcançaram grande santidade, e o facto de a Bem-Aventurada Mãe os ter escolhido é muito significativo».

O presidente da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores frisou que a canonização lembra «o quão preciosas são as crianças e como também elas são chamadas à santidade, e os pais têm uma grande responsabilidade de transmitir a fé aos seus filhos e prepará-los para vida - esta vida e a vida eterna».

A mensagem de Fátima, todavia, dirige-se a todos, ultrapassando o âmbito da relação entre pais e filhos, e por isso «é muito, muito relevante e muito importante»: «Jesus chama-nos à conversão, chama-nos ao seguimento, chama-nos a segui-lo para uma vida de santidade, à missão, a anunciar o Reino através das nossas vidas».



 

Fonte: Catholic News Agency
Trad. / edição: SNPC
Publicado em 18.05.2017

 

 
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