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O que a viúva pobre ensina à Igreja: Entre Deus e o mundo, da mediocridade à fidelidade

Imagem © L'Osservatore Romano

O que a viúva pobre ensina à Igreja: Entre Deus e o mundo, da mediocridade à fidelidade

A Igreja é fiel se o seu único interesse for Cristo, mas medíocre se procura a segurança nas coisas do mundo, considerou hoje o papa, durante a homilia da missa a que presidiu, no Vaticano.

A meditação de Francisco centrou-se no Evangelho proclamado na eucaristia desta segunda-feira, que narra a esmola que uma viúva deixou no templo de Jerusalém: «Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros. Todos eles deram do que lhes sobrava; mas ela, na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver», comentou Jesus.

Na Bíblia, a mulher que perdeu o seu marido vive da «caridade pública», explicou o papa, que acrescentou: «Gosto de ver nas viúvas do Evangelho a imagem da “viuvez” da Igreja que espera o regresso de Jesus».

«A Igreja, quando é fiel, deixa tudo na espera do seu Senhor. Ao contrário, quando a Igreja não é fiel, ou não é tão fiel ou não tem tanta fé no amor do seu Senhor, procura arranjar-se também com outras coisas, com outras seguranças, mais do mundo do que de Deus», afirmou.

A espera pela segunda e derradeira vinda de Cristo, em atitude de penitência e expectativa, constitui um dos principais elementos da espiritualidade do Advento, que começa no próximo domingo.

«Quando a nossa alma, a nossa vida, está mais próxima de Jesus, afasta-se de muitas coisas mundanas, coisas que não servem, que não ajudam e que afastam de Jesus», assinalou Francisco.

Enquanto «espera o seu esposo», a Igreja «chora» e «luta» pelos seus filhos, dá tudo o que tem porque o seu interesse é apenas o seu esposo.

«Pode ser uma Igreja fiel a essa espera, aguardando com confiança o regresso do marido, ou uma Igreja não fiel a essa “viuvez”, procurando segurança noutra realidade; a Igreja morna, a Igreja medíocre, a Igreja mundana», referiu o papa.

Aos católicos, coloca-se o mesmo desafio: «As nossas almas procuram segurança apenas no Senhor ou procuram outras seguranças que não agradam ao Senhor?», questionou.

«Nestes últimos dias do ano litúrgico, far-nos-á bem interrogarmo-nos sobre a nossa alma; se é como esta Igreja que quer Jesus, se a nossa alma se dirige ao seu esposo e diz: “Vem Senhor Jesus! Vem”. E que deixemos de parte todas essas coisas que não servem, não ajudam à fidelidade», concluiu.

 

Sergio Centofanti / Rádio Vaticano
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 23.11.2015

 

 
Imagem © L'Osservatore Romano
«Pode ser uma Igreja fiel a essa espera, aguardando com confiança o regresso do marido, ou uma Igreja não fiel a essa “viuvez”, procurando segurança noutra realidade; a Igreja morna, a Igreja medíocre, a Igreja mundana»
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