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"O outro lado da esperança" é o melhor filme europeu de 2017

A SIGNIS-Associação Católica Mundial para a Comunicação atribuiu o prémio de Melhor Filme Europeu de 2017 a "O outro lado da esperança" (M/12, 100 min.), co-produção finlandesa e germânica realizada por Aki Kaurismäki.

O filme, que ganhou o prémio para melhor realizador no Festival Internacional de Cinema de Berlim, centra-se no encontro duas pessoas sem raízes: Khaled foge da cidade síria de Aleppo para a Finlândia, onde chega escondido num navio, e o finlandês Wikström abre um restaurante depois de ganhar um prémio de póquer.

«Quando as autoridades decidem extraditar Khaled, como muitos outros, ele decide ficar ilegalmente em Helsínquia e desaparecer nas ruas da cidade, onde é vítima de vários atos de racismo, mas onde também encontra bondade pura. Wikström descobre-o e decide contratá-lo», lê-se na sinopse.

«A vida parece sorrir por um momento, mas o destino depressa intervém, podendo tanto conduzir a uma vida respeitável como ao cemitério», refere o texto de apresentação divulgado pela distribuidora em Portugal, a Midas.

«Apesar da seriedade do assunto, o realizador consegue permear a sua história com o humor absurdo e espasmódico típico das suas comédias», escreve o crítico Alberto Ramos, da SIGNIS.

A eficácia do humor de Kaurismäki, com evocações de Keaton ou Tati, baseia-se na «gestão rigorosa dos gestos, elipses e silêncios», apoiando-se «em diálogos sóbrios que muitas vezes desafiam toda a lógica».

Não é a primeira vez que a SIGNIS Europa distingue o finlandês Kaurismäki; em 2011 a organização considerou "Le Havre", igualmente sobre a questão da imigração, o melhor filme europeu do ano.

A votação foi obtida através da participação de membros dos 23 países europeus em que a SIGNIS está presente. Em Portugal, a escolha foi confiada a Inês Gil, cineasta, professora de Cinema e integrante do Grupo de Cinema do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

O segundo filme a obter mais votos foi "Corpo e alma", da húngara Ildikó Enyedi, vencedor do "Urso de Ouro" do prémio do júri ecuménico no Festival de Berlim. "Loveless", do russo Andrey Zvyagintsev, ficou em terceiro lugar.

Os objetivos deste prémio, concedido desde 2008, são promover e criar interesse por filmes europeu que se destacam pela qualidade cinematográfica, bem como pelos temas que exploram.









 

SNPC
Imagem: "O outro lado da esperança" | Aki Kaurismäki | D.R.
Publicado em 17.04.2018

 

 
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