Paisagens
Paisagens
Pedras angulares A teologia visual da belezaQuem somosIgreja e CulturaPastoral da Cultura em movimentoImpressão digitalVemos, ouvimos e lemosPerspetivasConcílio Vaticano II - 50 anosPapa FranciscoBrevesAgenda VídeosLigaçõesArquivo

Bíblia, arte e espiritualidade

O Evangelho das imagens

Evangelho de 25.6.2014
Mateus 7, 15-20

Apanha de frutosGeorges Lemmen

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Acautelai-vos dos falsos profetas, que andam vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos frutos os conhecereis.

Poderão colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? Assim, toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos.

Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo.

Portanto, pelos frutos os conhecereis».

 

Evangelho de 17.6.2014
Mateus 5, 43-48

Oliveira

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Ouvistes que foi dito: "Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo".

Eu, porém, digo-vos:

Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos.

Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos?

E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?

Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

 

Evangelho de 12.6.2014
Mateus 5, 20-26

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus.

Ouvistes que foi dito aos antigos: "Não matarás; quem matar será submetido a julgamento".

Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio, e quem lhe chamar louco será submetido à geena de fogo.

Portanto, se fores apresentar a tua oferta sobre o altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta.

Reconcilia-te com o teu adversário, enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão.

Em verdade te digo: Não sairás de lá, enquanto não pagares o último centavo».

Jesus entre os fariseusJames Tissot, Os fariseus questionam Jesus. Brooklyn Museu, Nova Iorque

 

Evangelho de 11.6.2014
Mateus 5, 17-19

Dez MandamentosPhilippe de Champaigne, Moisés com os Dez Mandamentos (1648). Hermitage, S. Petersburgo, Rússia

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar.

Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra.

Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus».

 

Evangelho de 10.6.2014
Mateus 5, 13-16

SalMotoi Yamamoto

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa.

Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».

 

Evangelho de 9.6.2014
Mateus 5, 1-12

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-se. Rodearam-no os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo:

«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.

Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.

Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.

Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos céus a vossa recompensa. Assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós».

Bem-aventurançasCosimo Rosselli, Sermão da Montanha (1481-82). Capela Sistina, Vaticano

 

Evangelho de 6.6.2014
João 21, 15-19

Quando Jesus se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro:

«Simão, filho de João, amas-me tu mais do que estes?».

Ele respondeu-lhe:

«Sim, Senhor, Tu sabes que te amo».

Disse-lhe Jesus:

«Apascenta os meus cordeiros».

Voltou a perguntar-lhe segunda vez:

«Simão, filho de João, tu amas-me?».

Ele respondeu-lhe:

«Sim, Senhor, Tu sabes que te amo».

Disse-lhe Jesus:

«Apascenta as minhas ovelhas».

Perguntou-lhe pela terceira vez:

«Simão, filho de João, tu amas-me?».

Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se o amava e respondeu-lhe:

«Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que te amo».

Disse-lhe Jesus:

«Apascenta as minhas ovelhas.

Em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres».

Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus.

Dito isto, acrescentou:

«Segue-me».

São PedroEl Greco, S. Pedro (1610-13), Mosteiro de S. Lourenço, Escorial

 

 

Evangelho de 5.6.2014
João 17, 20-26

TrindadeVecellio Tiziano, A Trindade na glória (1552-54)

«Pai santo, não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em mim por meio da sua palavra, para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em mim e Eu em ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu me enviaste.

Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, para que sejam um, como Nós somos um: Eu neles e Tu em mim, para que sejam consumados na unidade e o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste como a mim.

Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que me deste, para que vejam a minha glória, a glória que me deste, por me teres amado antes da criação do mundo.

Pai justo, o mundo não te conheceu, mas Eu conheci-te e estes reconheceram que Tu me enviaste. Dei-lhes a conhecer o teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com que me amaste esteja neles e Eu esteja neles».

 

Evangelho de 4.6.2014
João 17, 11b-19

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e orou deste modo:

«Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, como nós.

Quando Eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição; e assim se cumpriu a Escritura.

Mas agora vou para ti; e digo isto no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria.

Dei-lhes a tua palavra e o mundo odiou-os, por não serem do mundo, como Eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo.

Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade.

Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. Eu consagro-me por eles, para que também eles sejam consagrados na verdade».

Dez MandamentosChagall, Dez Mandamentos (1966)

 

Evangelho de 30.5.2014
João 16, 20-23a

ParaísoGiusto de'Menabuoi (1375-76), Pádua

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Em verdade, em verdade vos digo: Chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria.

A mulher, quando está para ser mãe, sente angústia, porque chegou a sua hora. Mas depois que deu à luz um filho, já não se lembra do sofrimento, pela alegria de ter dado um homem ao mundo.

Também vós agora estais tristes; mas Eu hei de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. Nesse dia, não me fareis nenhuma pergunta».

 

Evangelho de 29.5.2014
João 16, 16-20

AscensãoAndrea della Robbia (c. 1490), Igreja Maior, La Verna

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Daqui a pouco já não me vereis e pouco depois voltareis a ver-me».

Alguns discípulos disseram entre si:

«Que significa isto que nos diz: "Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-me", e ainda: "Eu vou para o Pai"?».

E perguntavam:

«Que é esse pouco tempo de que Ele fala? Não sabemos o que está a dizer».

Jesus percebeu que o queriam interrogar e disse-lhes:

«Procurais entre vós compreender as minhas palavras: "Daqui a pouco já não me vereis e pouco depois voltareis a ver-me". Em verdade, em verdade vos digo: chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria».

 

Evangelho de 28.5.2014
João 16, 12-15

PentecostesEl Greco

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora.

Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há-de vir.

Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vos há de anunciá-lo.

Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vos há de anunciá-lo».

 

Evangelho de 27.5.2014
João 16, 5-11

Espírito SantoIgreja de Nossa Senhora de Fátima, Lisboa

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Agora vou para aquele que me enviou e nenhum de vós me pergunta: "Para onde vais?". Mas por Eu vos ter dito estas coisas, o vosso coração encheu-se de tristeza.

No entanto, Eu digo-vos a verdade: é do vosso interesse que Eu vá. Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se Eu for, Eu vo-lo enviarei.

Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do julgamento: do pecado, porque não acreditam em mim; da justiça, porque vou para o Pai e não me vereis mais; do julgamento, porque o príncipe deste mundo já está condenado».

 

Evangelho de 26.5.2014
João 15, 26 - 16, 4a

Igreja destruída

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Quando vier o Paráclito, que Eu vos enviarei de junto do Pai, o Espírito da verdade, que procede do Pai, Ele dará testemunho de mim. E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio.

Disse-vos estas palavras para não sucumbirdes. Hão de expulsar-vos das sinagogas; e mais ainda, aproxima-se a hora em que todo aquele que vos matar julgará que presta culto a Deus. Procederão assim por não terem conhecido o Pai, nem me terem conhecido a mim.

Mas Eu disse-vos isto, para que, ao chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo tinha dito».

 

Evangelho de 23.5.2014
João 15, 12-17

FloresPablo Picasso

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.

Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.

Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.

O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

 

Evangelho de 22.5.2014
João 15, 9-11

FotoBill Viola

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Assim como o Pai me amou, também Eu vos amei.

Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.

Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa».

 

Evangelho de 21.5.2014
João 15, 1-8

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei.

Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim.

Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer.

Se alguém não permanece em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem.

Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido.

A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos».

VideHubertine Heijermans

 

Evangelho de 13.5 .2014
Mateus 12, 46-50

Jesus e discípulosDuccio

Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-lhe.
Alguém lhe disse:
«Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo».
Mas Jesus respondeu a quem o avisou:
«Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?».
E apontando para os discípulos, disse:
«Estes são a minha mãe e os meus irmãos: todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».

 

Evangelho de 21.4.2014
Mateus 28, 8-15

Naquele tempo, Maria Madalena e a outra Maria, que tinham ido ao túmulo do Senhor, afastaram-se a toda a pressa, cheias de temor e de grande alegria, e correram a levar aos discípulos a notícia da Ressurreição.

Entretanto, Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-lhe os pés e prostraram-se diante dele. Disse-lhes então Jesus:

«Não temais. Ide avisar os meus irmãos que devem ir para a Galileia. Lá me verão».

Enquanto elas iam a caminho, alguns dos guardas foram à cidade participar aos príncipes dos sacerdotes tudo o que tinha acontecido.

Estes reuniram-se com os anciãos e, depois de terem deliberado, deram aos soldados uma soma avultada de dinheiro, com esta recomendação:

«Dizei: "Os discípulos vieram de noite roubá-lo, enquanto nós estávamos a dormir". Se isto chegar aos ouvidos do governador, nós o convenceremos e faremos que vos deixem em paz».

Eles receberam o dinheiro e fizeram como lhes tinham ensinado. Foi este o boato que se divulgou entre os judeus, até ao dia de hoje.

Cristo e Maria MadalenaCorreggio (1534)

 

Evangelho de 16.4.2014
Mateus 26, 14-25

Naquele tempo, um dos Doze, chamado Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes:

«Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?»

Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata.

A partir de então, Judas procurava uma oportunidade para o entregar.

No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-lhe:

«Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?»

Ele respondeu:

«Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe: "O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo. É em tua casa que Eu quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos"».

Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado e prepararam a Páscoa.

Ao cair da tarde, sentou-se à mesa com os Doze. Enquanto comiam, declarou:

«Em verdade, em verdade vos digo: Um de vós me entregará».

Profundamente entristecidos, começou cada um a perguntar-lhe:

«Serei eu, Senhor?»

Jesus respondeu:

«Aquele que meteu comigo a mão no prato é que vai entregar-me. O Filho do homem vai partir, como está escrito acerca dele. Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido».

Judas, que o ia entregar, tomou a palavra e perguntou:

«Serei eu, Mestre?»

Respondeu Jesus:

«Tu o disseste».

Prisão de Jesus Prisão de Jesus [Beijo de Judas] (Giotto, det.)

 

 

Evangelho de 15.4.2014
João 13, 21-33.36-38

Naquele tempo, estando Jesus à mesa com os discípulos, sentiu-se intimamente perturbado e declarou:

«Em verdade, em verdade vos digo: Um de vós me entregará».

Os discípulos olhavam uns para os outros, sem saberem de quem falava.

Um dos discípulos, o predileto de Jesus, estava à mesa, mesmo a seu lado. Simão Pedro fez-lhe sinal e disse:

«Pergunta-lhe a quem se refere».

Ele inclinou-se sobre o peito de Jesus e perguntou lhe:

«Quem é, Senhor?»

Jesus respondeu:

«É aquele a quem vou dar este bocado de pão molhado».

E, molhando o pão, deu-o a Judas Iscariotes, filho de Simão. Naquele momento, depois de engolir o pão, Satanás entrou nele.

Disse- lhe Jesus:

«O que tens a fazer, fá-lo depressa».

Mas nenhum dos que estavam à mesa compreendeu porque lhe disse tal coisa. Como Judas era quem tinha a bolsa comum, alguns pensavam que Jesus lhe tinha dito:

«Vai comprar o que precisamos para a festa»;

ou então, que desse alguma esmola aos pobres.

Judas recebeu o bocado de pão e saiu imediatamente. Era noite. Depois de ele sair, Jesus disse:

«Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e glorificá-lo-á sem demora.

Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Haveis de procurar-me e, assim como disse aos judeus, também agora vos digo: não podeis ir para onde Eu vou».

Perguntou-lhe Simão Pedro:

«Para onde vais, Senhor?».

Jesus respondeu:

«Para onde Eu vou, não podes tu seguir-me por agora; seguir-me-ás depois».

Disse-lhe Pedro:

«Senhor, por que motivo não posso seguir-te agora? Eu darei a vida por ti».

Disse-lhe Jesus:

«Darás a vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: Não cantará o galo, sem que me tenhas negado três vezes».

São PedroLágrimas de S. Pedro (Georges de la Tour, 1648)

 

Evangelho de 14.4.2014
João 12, 1-11

Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde vivia Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos. Ofereceram-lhe lá um jantar: Marta andava a servir e Lázaro era um dos que estavam à mesa com Jesus.

Então Maria tomou uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhos com os cabelos; e a casa encheu-se com o perfume do bálsamo.

Disse então Judas Iscariotes, um dos discípulos, aquele que havia de entregar Jesus:

«Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários, para dar aos pobres?»

Disse isto, não porque se importava com os pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa comum, tirava o que nela se lançava.

Jesus respondeu-lhe:

«Deixa-a em paz: ela tinha guardado o perfume para o dia da minha sepultura. Pobres, sempre os tereis convosco; mas a mim, nem sempre me tereis».

Soube então grande número de judeus que Jesus se encontrava ali e vieram, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos.

Entretanto, os príncipes dos sacerdotes resolveram matar também Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus.

Maria lava os pés de Jesus com perfumeJames Tissot

 

Evangelho de 12.4.2014
João 11, 45-56

Naquele tempo, muitos judeus que tinham vindo visitar Maria, para lhe apresentarem condolências pela morte de Lázaro, ao verem o que Jesus fizera, ressuscitando-o dos mortos, acreditaram nele. Alguns deles, porém, foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito.

Então os príncipes dos sacerdotes e os fariseus reuniram conselho e disseram: «

Que havemos de fazer, uma vez que este homem realiza tantos milagres? Se o deixamos continuar assim, todos acreditarão nele; e virão os romanos destruir-nos o nosso lugar santo e toda a nação».

Então Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano, disse-lhes:

«Vós não sabeis nada. Não compreendeis que é melhor para nós morrer um só homem pelo povo do que perecer a nação inteira?»

Não disse isto por si próprio; mas, porque era sumo sacerdote nesse ano, profetizou que Jesus havia de morrer pela nação; e não só pela nação, mas também para congregar na unidade todos os filhos de Deus que andavam dispersos.

A partir desse dia, decidiram matar Jesus. Por isso Jesus já não andava abertamente entre os judeus, mas retirou-se para uma região próxima do deserto, para uma cidade chamada Efraim, e aí permaneceu com os discípulos.

Entretanto, estava próxima a Páscoa dos judeus e muitos subiram da província a Jerusalém, para se purificarem, antes da Páscoa. Procuravam então Jesus e perguntavam uns aos outros no templo:

«Que vos parece? Ele não virá à festa?» 

Cristo crucificadoCristo na cruz (Velázquez, 1631, Museu Nacional do Prado, Madrid)

 

Evangelho de 10.4.2014
João 8, 51-59

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus:

«Em verdade, em verdade vos digo: Se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte».

Responderam-lhe os judeus:

«Agora sabemos que tens o demónio. Abraão morreu, os profetas também, mas Tu dizes: "Se alguém guardar a minha palavra, nunca sofrerá a morte". Serás Tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E os profetas também morreram. Quem pretendes ser?»

Disse-lhes Jesus:

«Se Eu me glorificar a mim próprio, a minha glória não vale nada. Quem me glorifica é meu Pai, aquele de quem dizeis: "É o nosso Deus".

Vós não o conheceis, mas Eu conheço-o; e se dissesse que não o conhecia, seria mentiroso como vós. Mas Eu conheço-o e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia; ele viu-o e exultou de alegria».

Disseram-lhe então os judeus:

«Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?!»

Jesus respondeu-lhes:

«Em verdade, em verdade vos digo: Antes de Abraão existir, "Eu sou"».

Então agarraram em pedras para apedrejarem Jesus, mas Ele ocultou-se e saiu do templo.

CristoLeonardo da Vinci (c. 1495, Musée des Beaux Arts, Estrasburgo, França)

 

Evangelho de 9.4.2014
João 8, 31-42

Naquele tempo, dizia Jesus aos judeus que tinham acreditado nele:

«Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará».

Eles responderam-lhe:

«Nós somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como é que Tu dizes: "Ficareis livres"?»

Respondeu Jesus:

«Em verdade, em verdade vos digo: Todo aquele que comete o pecado é escravo. Ora o escravo não fica para sempre em casa; o filho é que fica para sempre. Mas se o Filho vos libertar, sereis realmente homens livres.

Bem sei que sois descendentes de Abraão; mas procurais matar-me, porque a minha palavra não entra em vós. Eu digo o que vi junto de meu Pai e vós fazeis o que ouvistes ao vosso pai».

Eles disseram:

«O nosso pai é Abraão».

Respondeu-lhes Jesus: «Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas procurais matar-me, a mim que vos disse a verdade que ouvi de Deus. Abraão não procedeu assim. Vós fazeis as obras do vosso pai».

Disseram-lhe eles:

«Nós não somos filhos ilegítimos; só temos um pai, que é Deus».

Respondeu-lhes Jesus:

«Se Deus fosse o vosso Pai, amar-me-íeis, porque saí de Deus e dele venho. Eu não vim de Mim próprio; foi Ele que Me enviou».

CristoRembrandt

 

Evangelho de 8.4.2014
João 8, 21-30

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus:

«Eu vou partir. Haveis de procurar-me e morrereis no vosso pecado. Vós não podeis ir para onde Eu vou».

Diziam então os judeus:

«Irá Ele matar-se? Será por isso que Ele afirma: "Vós não podeis ir para onde Eu vou"?»

Mas Jesus continuou, dizendo:

«Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo. Ora Eu disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditardes que "Eu sou", morrereis nos vossos pecados».

Então perguntaram-lhe:

«Quem és Tu?»

Respondeu-lhes Jesus:

«Absolutamente aquilo que vos digo. Tenho muito que dizer e julgar a respeito de vós. Mas Aquele que me enviou é verdadeiro e Eu comunico ao mundo o que lhe ouvi».

Eles não compreenderam que lhes falava do Pai.

Disse-lhes então Jesus:

«Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que "Eu sou" e que por mim nada faço, mas falo como o Pai me ensinou. Aquele que me enviou está comigo: não me deixou só, porque Eu faço sempre o que é do seu agrado».

Enquanto Jesus dizia estas palavras, muitos acreditaram nele.

Cristo na cruzCruz de Cristo e árvore de Adão (Norman Adams, 1989)

 

 

Evangelho de 3.4.2014
João 5, 31-47

Naquele tempo, Jesus disse aos judeus:

«Se Eu der testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não será considerado verdadeiro. É outro que dá testemunho de mim e Eu sei que o testemunho que Ele dá de Mim é verdadeiro.

Vós mandastes emissários a João Batista e ele deu testemunho da verdade. Não é de um homem que Eu recebo testemunho, mas digo-vos isto para que sejais salvos.

João era uma lâmpada que ardia e brilhava e vós, por um momento, quisestes alegrar-vos com a sua luz.

Mas Eu tenho um testemunho maior que o de João, pois as obras que o Pai me deu para consumar – as obras que realizo – dão testemunho de que o Pai me enviou. E o Pai, que me enviou, também Ele deu testemunho de mim.

Nunca ouvistes a sua voz, nem vistes a sua figura e a sua palavra não habita em vós, porque não acreditais naquele que Ele enviou.

Examinais as Escrituras, pensando encontrar nelas a vida eterna; são elas que dão testemunho de mim e não quereis vir a mim para encontrar essa vida.

Não é dos homens que Eu recebo glória; mas Eu conheço-vos e sei que não tendes em vós o amor de Deus.

Vim em nome de meu Pai e não me recebeis; mas se vier outro em seu próprio nome, recebê-lo-eis. Como podeis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não procurais a glória que vem só de Deus?

Não penseis que Eu vou acusar-vos ao Pai: o vosso acusador será Moisés, em quem pusestes a vossa esperança. Se acreditásseis em Moisés, acreditaríeis em mim, pois ele escreveu a meu respeito. Mas se não acreditais nos seus escritos, como haveis de acreditar nas minhas palavras?».

Cristo crucificadoO Cristo amarelo (Paul Gauguin)

 

Evangelho de 2.4.2014
João 5, 17-30

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus:

«Meu Pai trabalha incessantemente e Eu também trabalho em todo o tempo».

Esta afirmação era mais um motivo para os judeus quererem dar-lhe a morte: não só por violar o sábado, mas também por chamar a Deus seu Pai, fazendo-se igual a Deus.

Então Jesus tomou a palavra e disse-lhes:

«Em verdade, em verdade vos digo: O Filho nada pode fazer por si próprio, mas só aquilo que viu fazer ao Pai; e tudo o que o Pai faz também o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho e lhe manifesta tudo quanto faz; e há-de manifestar-lhe coisas maiores que estas, de modo que ficareis admirados.

Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim o Filho dá vida a quem Ele quer.

O Pai não julga ninguém: entregou ao Filho o poder de tudo julgar, para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou.

Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e acredita naquele que me enviou tem a vida eterna e não será condenado, porque passou da morte à vida.

Em verdade, em verdade vos digo: Aproxima-se a hora – e já chegou – em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem, viverão.

Assim como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também concedeu ao Filho que tivesse a vida em si mesmo; e deu-lhe o poder de julgar, porque é o Filho do homem.

Não vos admireis do que estou a dizer, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz: os que tiverem praticado boas obras irão para a ressurreição dos vivos e os que tiverem praticado o mal para a ressurreição dos condenados.

Eu não posso fazer nada por mim próprio: julgo segundo o que oiço e o meu juízo é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou».

JesusCristo (El Greco, 1580-1585)

 

Evangelho de 1.4.2014
João 5, 1-3a.5-16

Naquele tempo, por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém. Existe em Jerusalém, junto à porta das ovelhas, uma piscina, chamada, em hebraico, Betsatá, que tem cinco pórticos. Ali jazia um grande número de enfermos, cegos, coxos e paralíticos.

Estava ali também um homem, enfermo havia trinta e oito anos. Ao vê-lo deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, Jesus perguntou-lhe:

«Queres ser curado?»

O enfermo respondeu-lhe:

«Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina, quando a água é agitada; enquanto eu vou, outro desce antes de mim».

Disse-lhe Jesus:

«Levanta-te, toma a tua enxerga e anda».

No mesmo instante o homem ficou são, tomou a sua enxerga e começou a caminhar.

Ora aquele dia era sábado. Diziam os judeus àquele que tinha sido curado:

«Hoje é sábado: não podes levar a tua enxerga».

Mas ele respondeu-lhes:

«Aquele que me curou disse-me: "Toma a tua enxerga e anda"».

Perguntaram-lhe então:

«Quem é que te disse: "Toma a tua enxerga e anda"».

Mas o homem que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus tinha-se afastado da multidão que estava naquele local.

Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe:

«Agora estás são. Não voltes a pecar, para que não te suceda coisa pior».

O homem foi então dizer aos judeus que era Jesus quem o tinha curado.

Desde então os judeus começaram a perseguir Jesus, por fazer isto num dia de sábado.

Cristo na piscina de BetsatáBartolome Esteban Murillo (1667-1670)

 

Evangelho de 29.3.2014
Lucas 18, 9-14

Publicano e fariseuJames Tissot

Naquele tempo, Jesus disse a seguinte parábola para alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros:

«Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro publicano. O fariseu, de pé, orava assim:

“Meu Deus, dou-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo”.

O publicano ficou a distância e nem sequer se atrevia a erguer os olhos ao Céu; mas batia no peito e dizia:

“Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador”.

Eu vos digo que este desceu justificado para sua casa e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».

 

Evangelho de 28.3.2014
Marcos 12, 28b-34

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-lhe:

«Qual é o primeiro de todos os mandamentos?»

Jesus respondeu-lhe:

«O primeiro é este: "Escuta, Israel: O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor: Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças".

O segundo é este: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Não há nenhum mandamento maior que estes».

Disse-lhe o escriba:

«Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além dele. Amá-lo com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios».

Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe:

«Não estás longe do reino de Deus».

E ninguém mais se atrevia a interrogá-lo.

Cristo bom pastorEric Gill

 

Evangelho de 27.3.2014
Lucas 11, 14-23

Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demónio que era mudo. Logo que o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. Mas alguns dos presentes disseram:

«É por Belzebu, príncipe dos demónios, que Ele expulsa os demónios».

Outros, para o experimentarem, pediam-lhe um sinal do céu.

Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse:

«Todo o reino dividido contra si mesmo, acaba em ruínas e cairá casa sobre casa. Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino?

Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios. Ora, se Eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes.

Mas se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós.

Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança. Mas se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos.

Quem não está comigo está contra mim e quem não junta comigo dispersa».

Pastor e ovelhasPastor e ovelhas (Camille Pissarro, 1888)

 

Evangelho de 26.3.2014
Mateus 5, 17-19

Dez MandamentosDez Mandamentos (Marc Chagall, c. 1966)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar.

Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra.

Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus.

Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus».

 

Evangelho de 25.3.2014
Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José, que era descendente de David. O nome da Virgem era Maria.

Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo:

«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo».

Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela.

Disse-lhe o Anjo:

«Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim».

Maria disse ao Anjo:

«Como será isto, se eu não conheço homem?».

O Anjo respondeu-lhe:

«O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril; porque a Deus nada é impossível».

Maria disse então:

«Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra».

AnunciaçãoFra Angelico

 

Evangelho de 21.3.2014
Mateus 21, 33-43.45-46

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo:

«Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe.

Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro e a outro apedrejaram-no.

Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros, e eles trataram-nos do mesmo modo.

Por fim mandou-lhes o seu próprio filho, pensando: "Irão respeitar o meu filho".

Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: "Este é o herdeiro; vamos matá-lo e ficaremos com a sua herança". Agarraram-no, levaram-no para fora da vinha e mataram-no.

Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?»

Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam-lhe:

«Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entreguem os frutos a seu tempo».

Disse-lhes Jesus:

«Nunca lestes na Escritura: "A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos"?

Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos».

Ao ouvirem as parábolas de Jesus, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam que falava deles e queriam prendê-lo; mas tiveram medo do povo, que o considerava profeta.

PedraStone (Kurt Schwitters), 1945-7

 

 

Evangelho de 20.3.2014
Lucas 16, 19-31

«Havia um homem rico, que se vestia de linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias.

Um pobre chamado Lázaro jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava ele saciar-se com os restos caídos da mesa do rico; mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas.

Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão.

Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado.

Então ergueu a voz e disse: "Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas".

Abraão respondeu-lhe: "Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que, se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo".

O rico exclamou: "Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento".

Disse-lhe Abraão: "Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam".

Mas ele insistiu: "Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão".

Abraão respondeu-lhe: "Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos"».

Lázaro e homem ricoParábola de Lázaro (Fyodor Bronnikov)

 

Evangelho de 14.3.2014
Mateus 5, 20-26

ReconciliaçãoReconciliação de Jacob e Esaú (Escola Italiana). Walker Art Gallery, Inglaterra

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus.

Ouvistes que foi dito aos antigos: "Não matarás; quem matar será submetido a julgamento". Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio, e quem lhe chamar louco será submetido à geena de fogo.

Portanto, se fores apresentar a tua oferta sobre o altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta.

Reconcilia-te com o teu adversário, enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá, enquanto não pagares o último centavo».

 

Evangelho de 13.3.2014
Mateus 7, 7-12

PortaPorta em Montmartre (Giovanni Boldini)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Pedi e dar-se-vos-á, procurai e encontrareis, batei à porta e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede recebe, quem procura encontra e a quem bate à porta abrir-se-á.

Qual de vós dará uma pedra a um filho que lhe pede pão, ou uma serpente se lhe pedir peixe?

Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos céus as dará àqueles que lhas pedem! Portanto, o que quiserdes que os homens vos façam fazei-lho vós também: esta é a Lei e os Profetas».

 

Evangelho de 12.3.2014
Lucas 11, 29-32

Cristo

Naquele tempo, aglomerava-se uma grande multidão à volta de Jesus e Ele começou a dizer:

«Esta geração é uma geração perversa: pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal de Jonas. Assim como Jonas foi um sinal para os habitantes de Nínive, assim o será também o Filho do homem para esta geração.

No juízo final, a rainha do sul levantar-se-á com os homens desta geração e há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é maior do que Salomão.

No juízo final, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas».

 

Evangelho de 11.3.2014
Mateus 6, 7-15

RezarRachel Harrison

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Quando orardes, não digais muitas palavras, como os pagãos, porque pensam que serão atendidos por falarem muito. Não sejais como eles, porque o vosso Pai bem sabe do que precisais, antes de vós lho pedirdes.

Orai assim: "Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal".

Porque se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas faltas».

 

Evangelho de 10.3.2014
Mateus 25, 31-46

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos, sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.

Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber; era peregrino e me recolhestes; não tinha roupa e me vestistes; estive doente e viestes visitar-me; estava na prisão e fostes ver-me".

Então os justos lhe dirão: "Senhor, quando é que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando é que te vimos peregrino e te recolhemos, ou sem roupa e te vestimos? Quando é que te vimos doente ou na prisão e te fomos ver?".

E o Rei lhes responderá: "Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes".

Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: "Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me recolhestes; estava sem roupa e não me vestistes; estive doente e na prisão e não me fostes visitar".

Então também eles lhe hão-de perguntar: "Senhor, quando é que te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não te prestámos assistência?"

E Ele lhes responderá: "Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a mim o deixastes de fazer".

Estes irão para o suplício eterno e os justos para a vida eterna».

Bom samaritanoFerdinand Hodler

 

Evangelho de 9.3.2014
Mateus 4, 1-11

Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado pelo Diabo. Jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome.

O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pães». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: "Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus"».

Então o Diabo conduziu-o à cidade santa, levou-o ao pináculo do templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, pois está escrito: "Deus mandará aos seus Anjos que te recebam nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra"». Respondeu-lhe Jesus: «Também está escrito: "Não tentarás o Senhor teu Deus"».

De novo o Diabo o levou consigo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: «Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares». Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, porque está escrito: "Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto"».

Então o Diabo deixou-o e aproximaram-se os anjos e serviram-no.

Tentações de CristoSandro Botticelli

 

Evangelho de 8.3.2014
Lucas 5, 27-32

Chamamento de MateusJan van Hemessen

Naquele tempo, Jesus viu um publicano chamado Levi, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe:

«Segue-Me».

Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu Jesus.

Levi ofereceu-lhe um grande banquete em sua casa. Havia grande número de publicanos e de outras pessoas com eles à mesa. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo aos discípulos:

«Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?»

Então Jesus, tomando a palavra, disse-lhes:

«Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, para que se arrependam».

 

Evangelho de 6.3.2014
Lucas 9, 22-25

CruzFrank Stella

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia».

E, dirigindo-se a todos, disse:

«Se alguém quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, tem de perdê-la; mas quem perder a vida por minha causa salvá-la-á.

Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou arruinar-se a si próprio?».

 

Evangelho de 5.3.2014
Quarta-feira de Cinzas
Mateus 6, 1-6.16-18

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus.

Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.

Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.

Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.

Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.

Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.

Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».

OraçãoEugene Delacroix

 

Evangelho de 4.3.2014
Marcos 10, 28-31

Chamamento de São MateusCaravaggio

Naquele tempo, Pedro começou a dizer a Jesus:

«Vê como nós deixámos tudo para te seguir».

Jesus respondeu:

«Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna.

Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros».

 

Evangelho de 3.3.2014
Marcos 10, 17-27

Naquele tempo, ia Jesus pôr-se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante dele e lhe perguntou:

«Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?».

Jesus respondeu:

«Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus.
Tu sabes os mandamentos: "Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe"».

O homem disse a Jesus:

«Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude».

Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu:

«Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-me».

Ao ouvir estas palavras, o homem ficou abatido e retirou-se pesaroso, porque era muito rico.

Então Jesus, olhando à sua volta, disse aos discípulos:

«Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!».

Os discípulos ficaram admirados com estas palavras.

Mas Jesus afirmou-lhes de novo:

«Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus».

Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros:

«Quem pode então salvar-se?».

Fitando neles os olhos, Jesus respondeu:

«Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível».

DinheiroCharles Spencelayh

 

Evangelho de 2.3.2014
Mateus 6, 24-34

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há-de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.

Por isso vos digo: Não vos preocupeis, quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem, quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário?

Olhai para as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; o vosso Pai celeste as sustenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Quem de entre vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à sua estatura?

E porque vos inquietais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam; mas Eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, não fará muito mais por vós, homens de pouca fé?

Não vos inquieteis, dizendo: "Que havemos de comer? Que havemos de beber? Que havemos de vestir?" Os pagãos é que se preocupam com todas estas coisas. Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso.

Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque o dia de ama­nhã tratará das suas inquietações. A cada dia basta o seu cuidado».

Passáro, céu e nuvensMagritte

 

Evangelho de 1.3.2014
Marcos 10, 13-16

Jesus abraça criançasLucas Cranach, o Velho

Naquele tempo, apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas.

Jesus, ao ver isto, indignou-se e disse-lhes:

«Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele».

E, abraçando-as, começou a abençoá-las, impondo as mãos sobre elas.

 

Evangelho de 28.2.2014
Marcos 10, 1-12

Naquele tempo, Jesus pôs-se a caminho e foi para o território da Judeia, além do Jordão.

Voltou a reunir-se uma grande multidão junto de Jesus e Ele, segundo o seu costume, começou de novo a ensiná-la.

Aproximaram-se então de Jesus uns fariseus, que, para o porem à prova, lhe perguntaram:

«Pode um homem repudiar a sua mulher?».

Jesus disse-lhes:

«Que vos ordenou Moisés?».

Eles responderam:

«Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher».

Jesus disse-lhes:

«Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei. Mas, no princípio da criação, "Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne". Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu».

Em casa, os discípulos interrogaram-no de novo sobre este assunto. Jesus disse-lhes então:

«Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério».

CasalGustav Klimt

 

Evangelho de 27.2.2014
Marcos 9, 41-50

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa.

Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que crêem em mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar.

Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga.

E se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena.

E se um dos teus olhos é para ti ocasião de pecado, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo não se apaga.

Na verdade, todos serão salgados com fogo. O sal é coisa boa; mas se ele perder o sabor, com que haveis de temperá-lo? Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros».

Água© Abbas/Magnum Photos

 

Evangelho de 26.2.2014
Marcos 9, 38-40

Exorcismo de demóniosGiotto

Naquele tempo, João disse a Jesus:

«Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco».

Jesus respondeu:

«Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de mim. Quem não é contra nós é por nós».

 

Evangelho de 25.2.2014
Marcos 9, 30-37

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia, mas Ele não queria que ninguém o soubesse; porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes:

«O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens e eles vão matá-lo; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará».

Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de o interrogar.

Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes:

«Que discutíeis no caminho?».

Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior. Então, Jesus sentou-se, chamou os doze e disse-lhes:

«Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos».

E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes:

«Quem receber uma destas crianças em meu nome é a mim que recebe; e quem me receber não me recebe a mim, mas àquele que me enviou».

Jesus com criançasEmil Nolde

 

Evangelho de 24.2.2014
Marcos 9, 14-29

Naquele tempo, Jesus desceu do monte, com Pedro, Tiago e João. Ao chegarem junto dos outros discípulos, viram uma grande multidão à sua volta e os escribas a discutir com eles. Logo que viu Jesus, a multidão ficou surpreendida e correu a saudá-lo. Jesus perguntou-lhes:

«Que estais a discutir?».

Alguém Lhe respondeu do meio da multidão:

«Mestre, eu trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo. Quando o espírito se apodera dele, lança-o por terra, e ele começa a espumar, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram».

Tomando a palavra, Jesus disse-lhes:

«Oh geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei de vos suportar? Trazei-mo aqui».

Levaram-no para junto dele.

Quando viu Jesus, o espírito sacudiu fortemente o menino, que caiu por terra e começou a rebolar-se espumando. Jesus perguntou ao pai:

«Há quanto tempo lhe sucede isto?».

O homem respondeu-lhe:

«Desde pequeno. E muitas vezes o tem lançado ao fogo e à agua para o matar. Mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e socorre-nos».

Jesus disse:

«Se posso?... Tudo é possível a quem acredita».

Logo o pai do menino exclamou:

«Eu creio, mas ajuda a minha pouca fé».

Ao ver que a multidão corria para junto dele, Jesus falou severamente ao espírito impuro:

«Espírito mudo e surdo, Eu te ordeno: sai deste menino e nunca mais entres nele».

O espírito, soltando um grito, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, de modo que muitas pessoas afirmavam que tinha morrido. Mas Jesus tomou-o pela mão e levantou-o, e ele pôs-se de pé.

Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular:

«Porque não pudemos nós expulsá-lo?».

Jesus respondeu-lhes:

«Este género de espíritos não se pode fazer sair, a não ser pela oração».

Homem em oraçãoVan Gogh

 

Evangelho de 23.2.2014
Mateus 5, 38-48

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’. Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda.

Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas. Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado.

Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?

Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

Coração de JesusSalvador Dali

 

Evangelho de 22.2.2014
Mateus 16, 13-19
Festa da Cadeira de S. Pedro

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos:

«Quem dizem os homens que é o Filho do homem?».

Eles responderam:

«Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».

Jesus perguntou:

«E vós, quem dizeis que Eu sou?».

Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse:

«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».

Jesus respondeu-lhe:

«Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus.
Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus,
e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».

São Pedro recebe chaves de JesusPietro Perugino

 

Evangelho de 21.2.2014
Marcos 8, 34 - 9, 1

CruzSalvador Dali

Naquele tempo, Jesus chamou a multidão com os seus discípulos e disse-lhes:

«Se alguém quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Que daria o homem em troca da sua vida? Portanto, se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras no meio desta geração infiel e pecadora, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos Anjos».

Jesus declarou-lhes ainda:

«Em verdade vos digo: Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão, sem terem visto chegar o reino de Deus com o seu poder».

 

Evangelho de 19.2.2014
Marcos 8, 22-26

Jesus cura cegoEustache Le Sueur

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram a Betsaida. Trouxeram-lhe então um cego, suplicando-lhe que o tocasse.

Jesus tomou o cego pela mão e levou-o para fora da localidade. Depois deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou-lhe:

«Vês alguma coisa?».

Ele abriu os olhos e disse:

«Vejo as pessoas, que parecem árvores a andar».

Em seguida, Jesus impôs-lhe novamente as mãos sobre os olhos e ele começou a ver bem: ficou restabelecido e via tudo claramente.

Então Jesus mandou-o para casa e disse-lhe:

«Não entres sequer na povoação».

 

Evangelho de 18.2.2014
Marcos 8, 14-21

Naquele tempo, os discípulos esqueceram-se de arranjar comida e só tinham consigo um pão no barco. Então Jesus recomendou-lhes:

«Tende cuidado com o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes».

Eles discutiam entre si, dizendo:

«Fala assim porque não temos pão».

Mas Jesus ouviu-os e disse-lhes:

«Porque estais a discutir que não tendes pão? Ainda não entendeis nem compreendeis? Tendes o coração endurecido? Tendes olhos e não vedes, ouvidos e não ouvis? Não vos lembrais quantos cestos de bocados recolhestes, quando Eu parti os cinco pães para as cinco mil pessoas?».

Eles responderam:

«Doze».

«E quantos cestos de bocados recolhestes, quando reparti sete pães para as quatro mil pessoas?».

Eles responderam:

«Sete».

Disse-lhes então Jesus:

«Não entendeis ainda?».

Cego guia cegosPieter Bruegel, o Velho

 

Evangelho de 17.2.2014
Marcos 8, 11-13

Naquele tempo, apareceram alguns fariseus e começaram a discutir com Jesus. Para o porem à prova, pediam-lhe um sinal do céu.

Jesus suspirou do fundo da alma e respondeu-lhes:

«Porque pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: não se dará nenhum sinal a esta geração».

Depois deixou-os, voltou a subir para o barco e foi para a outra margem do lago.

FariseuMatthias Grünewald

 

Evangelho de 15.2.2014
Marcos 8, 1-10

Naqueles dias, juntou-se novamente uma grande multidão e, como não tinham que comer, Jesus chamou os discípulos e disse-lhes:

«Tenho pena desta multidão; há já três dias que estão comigo e não têm que comer. Se os despedir sem alimento para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns vieram de longe».

Responderam-Lhe os discípulos:

«Como se poderia saciá-los de pão, aqui num deserto?».

Mas Jesus perguntou:

«Quantos pães tendes?».

Eles responderam:

«Temos sete».

Então Jesus ordenou à multidão que se sentasse no chão. Depois tomou os sete pães e, dando graças, partiu-os e deu-os aos discípulos, para que os distribuíssem, e eles distribuíram-nos à multidão.

Tinham também alguns pequenos peixes. Jesus pronunciou sobre eles a bênção e disse que os distribuíssem também. Comeram e ficaram saciados. Dos bocados que sobraram encheram sete cestos. Eram cerca de quatro mil pessoas.

Então Jesus despediu-os e, subindo para o barco com os discípulos, dirigiu-se para a região de Dalmanutá.

Multiplicação dos pães e peixes

 

 

Evangelho de 14.2.2014
Lucas 10, 1-9

SearaVan Gogh

Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes:

«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho.

Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: "Paz a esta casa". E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa.

Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: "Está perto de vós o reino de Deus"».

 

Evangelho de 13.2.2014
Marcos 7, 24-30

Cristo e mulher de CanaãPieter Pietersz Lastman

Naquele tempo, Jesus dirigiu-se para a região de Tiro e Sidónia.

Entrou numa casa e não queria que ninguém o soubesse. Mas não pôde passar despercebido, pois logo uma mulher, cuja filha tinha um espírito impuro, ao ouvir falar dele, veio prostrar-se a seus pés.

A mulher era pagã, sirofenícia de nascimento, e pediu-lhe que expulsasse o demónio de sua filha. Mas Jesus respondeu-lhe:

«Deixa primeiro que os filhos estejam saciados, pois não está certo tirar o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos».

Ela, porém, disse:

«Senhor, também é verdade que os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças».

Então Jesus respondeu-lhe:

«Dizes muito bem. Podes voltar para casa, porque o demónio já saiu da tua filha».

Ela voltou para casa e encontrou a criança deitada na cama. O demónio tinha saído.

 

Evangelho de 12.2.2014
Marcos 7, 14-23

Coração Henri Matisse

Naquele tempo, Jesus chamou de novo para junto de si a multidão e disse-lhes:

«Escutai-me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça».

Quando Jesus, ao deixar a multidão, entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe o sentido da parábola. Ele respondeu-lhes:

«Vós também não entendestes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não pode torná-lo impuro, porque não entra no coração, mas no ventre, e depois vai parar à fossa?».

Assim, Jesus declarava puros todos os alimentos.

E continuou:

«O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior dos homens é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro».

 

Evangelho de 11.2.2014
Marcos 7, 1-13

Naquele tempo, reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas que tinham vindo de Jerusalém.

Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. – Na verdade, os fariseus e os judeus em geral só comem depois de lavar cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos. Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos outros costumes a que se prenderam por tradição, como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre –.

Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus:

«Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?».

Jesus respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: "Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. É vão o culto que me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos". Vós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens».

Jesus acrescentou:

«Sabeis muito bem desprezar o mandamento de Deus, para observar a vossa tradição. Porque Moisés disse: "Honra teu pai e tua mãe"; e ainda: "Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe deve morrer". Mas vós dizeis que se alguém tiver bens para ajudar os seus pais necessitados, mas declarar esses bens como oferta sagrada, nesse caso fica dispensado de ajudar o pai ou a mãe. Deste modo anulais a palavra de Deus com a tradição que transmitis. E fazeis muitas coisas deste género».

Velas ao ventoMikalojus Ciurlionis

 

Evangelho de 9.2.2014
Mateus 5, 13-16

LuzAi Weiwei

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa.

Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».

 

Evangelho de 8.2.2014
Marcos 6, 30-34

ImagemIvan Shishkin

Naquele tempo, os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado.

Então Jesus disse-lhes:

«Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco».

De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer.

Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém. Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles.

Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

 

Evangelho de 7.2.2014
As cinco chagas do Senhor
João 19, 28-37

Naquele tempo, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse:

«Tenho sede».

Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-lha à boca.

Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou:

«Tudo está consumado».

E, inclinando a cabeça, expirou.

Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia aquele sábado – os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.

Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele.

Ao chegarem a Jesus, vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis.

Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz:

«Nenhum osso lhe será quebrado».

Diz ainda outra passagem da Escritura:

«Hão de olhar para aquele que trespassaram».

Jesus crucificado

 

Evangelho de 6.2.2014
Marcos 6, 7-13

Jesus envia apóstolosJames Tissot

Naquele tempo, Jesus chamou os doze apóstolos e começou a enviá-los dois a dois.

Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas.

Disse-lhes também:

«Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles».

Os apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.

 

Evangelho de 5.2.2014
Marcos 6, 1-6

Cristo na sinagogaJames Tissot

Naquele tempo, Jesus dirigiu-se à sua terra e os discípulos acompanharam-no.

Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam:

«De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?».

E ficavam perplexos a seu respeito.

Jesus disse-lhes:

«Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa».

E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.

 

Evangelho de 4.2.2014
Marcos 5, 21-43

Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra margem do lago, reuniu-se uma grande multidão à sua volta, e Ele deteve-se à beira-mar.

Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés e suplicou-lhe com insistência:

«A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva».

Jesus foi com ele, seguido por grande multidão, que o apertava de todos os lados.

Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de vários médicos e gastara todos os seus bens, sem ter obtido qualquer resultado, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe por detrás no manto, dizendo consigo:

«Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada».

No mesmo instante estancou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo que estava curada da doença.

Jesus notou logo que saíra uma força de si mesmo. Voltou-Se para a multidão e perguntou:

«Quem tocou nas minhas vestes?».

Os discípulos responderam-lhe:

«Vês a multidão que te aperta e perguntas: “Quem Me tocou?”».

Mas Jesus olhou em volta, para ver quem o tinha tocado.

A mulher, assustada e a tremer, por saber o que lhe tinha acontecido, veio prostrar-se diante de Jesus e disse-lhe a verdade.

Jesus respondeu-lhe:

«Minha filha, a tua fé te salvou».

Ainda Ele falava, quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga:

«A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?».

Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse ao chefe da sinagoga:

«Não temas; basta que tenhas fé».

E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.

Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço, com gente que chorava e gritava.

Ao entrar, perguntou-lhes:

«Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir».

Riram-se dele.

Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse:

«Talitha Kum», que significa: «Menina, Eu te ordeno: levanta-te».

Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos.

Ficaram todos muito maravilhados. Jesus recomendou-lhes insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar de comer à menina. 

ImagemPaolo Veronese

 

Evangelho de 3.2.2014
Marcos 5, 1-20

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram ao outro lado do mar, à região dos gerasenos.

Logo que Ele desembarcou, saiu ao seu encontro, dos túmulos onde morava, um homem possesso de um espírito impuro. Já ninguém conseguia prendê-lo, nem sequer com correntes, pois estivera preso muitas vezes com grilhões e cadeias e ele despedaçava os grilhões e quebrava as cadeias. Ninguém era capaz de dominá-lo. Andava sempre, de dia e de noite, entre os túmulos e pelos montes, a gritar e a ferir-se com pedras.

Ao ver Jesus de longe, correu a prostrar-se diante dele e disse, clamando em alta voz:

«Que tens a ver comigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo? Conjuro-te, por Deus, que não me atormentes».

Porque Jesus dizia-lhe:

«Espírito impuro, sai desse homem».

E perguntou-lhe:

«Qual é o teu nome?».

Ele respondeu:

«O meu nome é "Legião", porque somos muitos».

E suplicava instantemente que não os expulsasse daquela região.

Ora, ali junto do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos. Os espíritos impuros pediram a Jesus:

«Manda-nos para os porcos e entraremos neles».

Jesus consentiu.

Então os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. A vara, que era de cerca de dois mil, lançou-se ao mar, do precipício abaixo, e os porcos afogaram-se.

Os guardadores fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos; e, de lá, vieram ver o que tinha acontecido.

Ao chegarem junto de Jesus, viram, sentado e em perfeito juízo, o possesso que tinha tido a legião; e ficaram cheios de medo. Os que tinham visto narraram o que havia acontecido ao possesso e o que se passara com os porcos. Então pediram a Jesus que se retirasse do seu território.

Quando Ele ia a subir para o barco, o homem que tinha sido possesso pediu-lhe que o deixasse ir com Ele. Jesus não lho permitiu, mas disse-lhe:

«Vai para casa, para junto dos teus, conta-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti».

Então ele foi-se embora e começou a apregoar na Decápole o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados. 

Jesus cura possesso James Tissot

 

Evangelho de 2.2.2014
Lucas 2, 22-40

Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor.

Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor; e veio ao templo, movido pelo Espírito.

Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-o em seus braços e bendisse a Deus, exclamando:

«Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».

O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que dele se dizia. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe:

«Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.

Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.

Entretanto, o Menino crescia e tornava-se robusto, enchendo-se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.

Apresentação de Jesus no templo Andrei Rublev

 

Evangelho de 1.2.2014
Marcos 4, 35-41

Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse aos seus discípulos:

«Passemos à outra margem do lago».

Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado. Iam com Ele outras embarcações.

Levantou-se então uma grande tormenta e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água. Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada.

Eles acordaram-no e disseram:

«Mestre, não te importas que pereçamos?».

Jesus levantou-se, falou ao vento imperiosamente e disse ao mar:

«Cala-te e está quieto».

O vento cessou e fez-se grande bonança. Depois disse aos discípulos:

«Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?».

Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros:

«Quem é este homem, que até o vento e o mar lhe obedecem?».

Jesus dorme no barcoPieter Brueghel, o Jovem

 

Evangelho de 31.1.2014
Marcos 4, 26-34

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:

«O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como.

A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita».

Jesus dizia ainda:

«A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar?

É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».

Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender.

E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos. 

ÁrvoreGustav Klimt

 

Evangelho de 30.1.2014
Marcos 4, 21-25

Velas acesasGerhard Richter

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:

«Quem traz uma lâmpada para a pôr debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não se traz para ser posta no candelabro? Porque nada há escondido que não venha a descobrir-se, nem oculto que não apareça à luz do dia. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça».

Disse-lhes também:

«Prestai atenção ao que ouvis: Com a medida com que medirdes vos será medido e ainda vos será acrescentado. Pois àquele que tem dar-se-lhe-á, mas àquele que não tem até o que tem lhe será tirado». 

 

Evangelho de 29.1.2014
Marcos 4, 1-20

Naquele tempo, Jesus começou a ensinar de novo à beira mar. Veio reunir-se junto dele tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-se, enquanto a multidão ficava em terra, junto ao mar.

Ensinou-lhes então muitas coisas em parábolas. E dizia-lhes no seu ensino:

«Escutai: Saiu o semeador a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram as aves e comeram-na. Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; logo brotou, porque a terra não era funda. Mas, quando o sol nasceu, queimou-se e, como não tinha raiz, secou. Outra parte caiu entre espinhos; os espinhos cresceram e sufocaram-na e não deu fruto. Outras sementes caíram em boa terra e começaram a dar fruto, que vingou e cresceu, produzindo trinta, sessenta e cem por um».

E Jesus acrescentava: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça».

Quando ficou só, os que o seguiam e os Doze começaram a interrogá-lo acerca das parábolas.

Jesus respondeu-lhes:

«A vós foi dado a conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes propõe em parábolas, para que, ao olhar, olhem e não vejam, ao ouvir, oiçam e não compreendam; senão, convertiam-se e seriam perdoados».

Disse-lhes ainda: «Se não compreendeis esta parábola, como haveis de compreender as outras parábolas?

O semeador semeia a palavra. Os que estão à beira do caminho, onde a palavra foi semeada, são aqueles que a ouvem, mas logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles. Os que recebem a semente em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem a palavra, logo a recebem com alegria; mas não têm raiz em si próprios, são inconstantes, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbem imediatamente. Outros há que recebem a semente entre espinhos. Esses ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e todas as outras ambições entram neles e sufocam a palavra, que fica sem dar fruto. E os que receberam a palavra em boa terra são aqueles que ouvem a palavra, a aceitam e frutificam, dando trinta, sessenta ou cem por um». 

SemeadorVan Gogh

 

Evangelho de 28.1.2014
Marcos 3, 31-35

Jesus em pregaçãoRembrandt

Naquele tempo, chegaram à casa onde estava Jesus, sua Mãe e seus irmãos, que, ficando fora, o mandaram chamar.

A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram:

«Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura».

Mas Jesus respondeu-lhes:

«Quem é minha Mãe e meus irmãos?» E, olhando para aqueles que estavam à sua volta, disse: «Eis minha Mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe». 

 

Evangelho de 27.1.2014
Marcos 3, 22-30

PentecostesJoseph Ignaz Mildorfer

Naquele tempo, os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: «Está possesso de Belzebu», e ainda: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios».

Mas Jesus chamou-os e começou a falar-lhes em parábolas:

«Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode aguentar-se. E se uma casa estiver dividida contra si mesma, essa casa não pode aguentar-se.

Portanto, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não pode subsistir: está perdido. Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens, sem primeiro o amarrar: só então poderá saquear a casa.

Em verdade vos digo: Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem proferido; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será réu de pecado eterno».

Referia-se aos que diziam: «Está possesso dum espírito impuro». 

 

Evangelho de 26.1.2014
Mateus 4, 12-23

Quando Jesus ouviu dizer que João Batista fora preso, retirou-se para a Galileia. Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali.

Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer: «Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou».

Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus».

Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-me e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram-no.

Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu, a consertar as redes. Jesus chamou-os e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-no.

Depois começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

LuzRobert Irwin

 

Evangelho de 25.1.2014
Marcos 16, 15-18

Cristo aparece aos apóstolosDuccio

Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes:

«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal;
e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados».

 

Evangelho de 24.1.2014
Marcos 3, 13-19

Chamamento dos apóstolosDomenico Ghirlandaio (det.)

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte. Chamou à sua presença aqueles que entendeu e eles aproximaram-se.

Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com poder de expulsar demónios. Escolheu estes doze:

Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu e Judas Iscariotes, que depois o traiu. 

 

Evangelho de 23.1.2014
Marcos 3, 7-12

Jesus a pregar no barcoJames Tissot

Naquele tempo, Jesus retirou-se com os seus discípulos a caminho do mar e acompanhou-o uma numerosa multidão que tinha vindo da Galileia.

Também da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e da Transjordânia e dos arredores de Tiro e de Sidónia, veio ter com Jesus uma grande multidão, por ouvir contar tudo o que Ele fazia.

Disse então aos seus discípulos que lhe preparassem uma barca, para que a multidão não o apertasse.

Como tinha curado muita gente, todos os que sofriam de algum padecimento corriam para Ele, a fim de lhe tocarem. Os espíritos impuros, quando viam Jesus, caíam a seus pés e gritavam: «Tu és o Filho de Deus». Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer. 

 

Evangelho de 22.1.2014
Marcos 3, 1-6

Jesus cura mãoJames Tissot

Jesus entrou de novo na sinagoga, onde estava um homem com uma das mãos atrofiada.

Os fariseus observavam Jesus para verem se Ele ia curá-lo ao sábado e poderem assim acusá-lo.

Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada:

«Levanta-te e vem aqui para o meio».

Depois perguntou-lhes:

«Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?».

Mas eles ficaram calados.

Então, olhando-os com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações, disse ao homem:

«Estende a mão».

Ele estendeu-a e a mão ficou curada.

Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos para deliberarem como haviam de acabar com Ele. 

 

Evangelho de 21.1.2014
Marcos 2, 23-28

Recolha de espigas ao sábado

Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos, enquanto caminhavam, começaram a apanhar espigas. Disseram-Lhe então os fariseus:

«Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido».

Respondeu-lhes Jesus:

«Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os seus companheiros? Entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, que só os sacerdotes podiam comer, e também os deu aos companheiros».

E acrescentou:

«O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado». 

 

Evangelho de 20.1.2014
Marcos 2, 18-22

Caroocel Emese-durcka Laki

Naquele tempo, os discípulos de João e os fariseus guardavam o jejum.

Vieram perguntar a Jesus: «Por que motivo jejuam os discípulos de João e os fariseus e os teus discípulos não jejuam?».

Respondeu-lhes Jesus:

«Podem os companheiros do noivo jejuar, enquanto o noivo está com eles? Enquanto têm o noivo consigo, não podem jejuar. Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão. Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo novo arranca parte do velho e o rasgão fica maior. E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho acaba por romper os odres e perdem-se o vinho e os odres. Para vinho novo, odres novos». 

 

Evangelho de 19.1.2014
João 1, 29-34

Batismo de CristoPiero della Francesca

Naquele tempo, João Batista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou:

«Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É dele que eu dizia: "Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim". Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim baptizar na água».

João deu mais este testemunho:

«Eu vi o Espírito Santo descer do céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não o conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: "Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo". Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

 

Evangelho de 18.1.2014
Marcos 2, 13-17

Jesus à mesa com pecadoresAlexandre Bida

Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira-mar. A multidão veio ao seu encontro, e Ele começou a ensinar a todos.

Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me». Ele levantou-se e seguiu Jesus.

Encontrando-se Jesus à mesa em casa de Levi, muitos publicanos e pecadores estavam também à mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam.

Os escribas do partido dos fariseus, ao verem-no comer com os pecadores e os publicanos, diziam aos discípulos: «Por que motivo é que Ele come com publicanos e pecadores?».

Jesus ouviu e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores». 

 

Evangelho de 17.1.2014
Marcos 2, 1-12

Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar lhes a palavra.

Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto dele, devido à multidão, descobriram o teto, por cima do lugar onde Ele se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico.

Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados».

Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?».

Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico “Os teus pecados estão perdoados” ou dizer “Levanta-te, toma a tua enxerga e anda”? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, “Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa”».

O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim». 

Descida do homem paralíticoJames Tissot

 

Evangelho de 16.1.2014
Marcos 1, 40-45

Jesus cura homem com lepraJean-Marie Melchior Doze

Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-lhe: «Se quiseres, podes curar-me».

Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo».

No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo.

Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: «Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho».

Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.

 

Evangelho de 15.1.2014
Marcos 1, 29-39

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André.

A sogra de Simão estava de cama com febre e logo lhe falaram dela. Jesus aproximou-se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los.

Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era.

De manhã, muito cedo, levantou-se e saiu. Retirou-se para um sítio ermo e aí começou a orar.

Simão e os companheiros foram à procura dele e, quando o encontraram, disseram-lhe: «Todos Te procuram».

Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios. 

Cristo em pregaçãoMaurycy Gottlieb

 

Evangelho de 14.1.2014
Marcos 1, 21-28

Jesus expulsa demónio

Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas.

Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus».

Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele.

Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-lhe!».

E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. 

 

Evangelho de 13.1.2014
Marcos 1, 14-20

ImagemDuccio

Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram-no.

Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus. 

 

Evangelho de 12.1.2014
Mateus 3, 13-17

Batismo de JesusVerrocchio

Naquele tempo, Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Batista ao Jordão, para ser baptizado por ele.

Mas João opunha-se, dizendo: «Eu é que preciso de ser batizado por ti e Tu vens ter comigo?».

Jesus respondeu-lhe: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça».

João deixou então que Ele se aproximasse. Logo que Jesus foi batizado, saiu da água.

Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele. E uma voz vinda do céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência».

 

 

Evangelho de 11.1.2014
João 3, 22-30

João Batista e JesusAnnibale Carracci

Naquele tempo, foi Jesus com os seus discípulos para o território da Judeia, onde se demorou com eles, e começou a batizar.

João batizava em Enon, perto de Salim, porque ali a água era abundante e aparecia muita gente para se batizar. João ainda não tinha sido encarcerado.

Surgiu uma discussão entre os discípulos de João e um judeu a respeito da purificação. Foram ter com João e disseram-lhe: «Mestre, aquele que estava contigo na outra margem do Jordão e de quem deste testemunho anda a batizar e todos vão ter com Ele».

João respondeu: «Ninguém pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. Vós próprios sois testemunhas de que eu disse: "Não sou o Messias, mas aquele que foi enviado à sua frente". Quem tem a esposa é o esposo; e o amigo do esposo, que o acompanha e escuta, sente muita alegria ao ouvir a sua voz. Essa é a minha alegria, que agora é completa: Ele deve crescer e eu diminuir». 

 

Evangelho de 10.1.2014
Lucas 5, 12-16

Jesus cura leprosoRembrandt

Naquele tempo, estando Jesus em certa cidade, apareceu um homem cheio de lepra. Ao ver Jesus, caiu de rosto por terra e suplicou-Lhe: «Senhor, se quiseres, podes curar-me».

Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo: «Eu quero; fica curado». E imediatamente a lepra o deixou.

Jesus ordenou-lhe que a ninguém o dissesse, mas acrescentou: «Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho».

Cada vez se divulgava mais a fama de Jesus e reuniam-se grandes multidões para o ouvirem e serem curados dos seus males. Mas Jesus costumava retirar-se em lugares desertos para orar.

 

Evangelho de 9.1.2014
Lucas 4, 14-22a

Naquele tempo, Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos.

Foi então a Nazaré, onde se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-se para fazer a leitura. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito:

«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; Ele Me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor».

Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga.

Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».

Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam da mensagem da graça que saía da sua boca.

Jesus na sinagoga

 

 

Evangelho de 8.1.2014
Marcos 6, 45-52

Depois de ter matado a fome a cinco mil homens, Jesus obrigou os discípulos a subirem para o barco e a seguirem antes dele para a outra margem, em direcção a Betsaida, enquanto Ele despedia a multidão.

Depois de a ter despedido, subiu a um monte, para orar.

Ao anoitecer, estava o barco no meio do mar e Jesus sozinho em terra. Ao ver os discípulos cansados de remar, porque o vento lhes era contrário, pela quarta vigília da noite foi ter com eles, caminhando sobre o mar, mas ia passar adiante.

Ao verem Jesus caminhando sobre o mar, os discípulos julgaram que era um fantasma e começaram a gritar, porque todos o viram e ficaram atemorizados.

Mas Jesus falou-lhes logo, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu, não temais». Depois subiu para junto deles no barco e o vento amainou.

Todos se encheram de espanto, porque o seu coração estava endurecido, e não tinham compreendido a multiplicação dos pães.

Jesus caminha sobre as águasGustav Doré

 

 

Evangelho de 7.1.2014
Marcos 6, 34-44

Naquele tempo, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou então a ensiná-los demoradamente.

Como a hora ia já muito adiantada, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «O local é deserto e a hora já vai adiantada. Manda-os embora, para irem aos casais e aldeias mais próximas comprar de comer».

Jesus respondeu-lhes: «Dai-lhes vós mesmos de comer».

Disseram-Lhe eles: «Havemos de ir comprar duzentos denários de pão, para lhes darmos de comer?»

Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes? Ide ver».

Eles foram verificar e responderam: «Temos cinco pães e dois peixes».

Ordenou-lhes então que os fizessem sentar a todos, por grupos, sobre a verde relva. Eles sentaram-se, repartindo-se em grupos de cem e de cinquenta.

Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção. Depois partiu os pães e foi-os dando aos discípulos, para que eles os distribuíssem. Repartiu por todos também os peixes.

Todos comeram até ficarem saciados; e encheram ainda doze cestos com os pedaços de pão e de peixe. Os que comeram dos pães eram cinco mil homens.

ImagemLambert Lombard

 

 

Evangelho de 6.1.2014
Mateus 4, 12-17.23-25

Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Batista fora preso, retirou-Se para a Galileia. Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali.

Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer: «Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte uma luz se levantou».

Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus».

Depois percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo. A sua fama propagou-se por toda a Síria: traziam-lhe todos os que estavam doentes, atingidos de diversos males e sofrimentos, possessos, epilépticos e paralíticos, e Jesus curava-os.

Seguiram-no grandes multidões, que tinham vindo da Galileia e da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e de Além-Jordão.

Jesus cura cegoEl Greco

 

Evangelho de 5.1.2014
Mateus 2, 1-12

Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente.

«Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo».

Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias.

Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: "Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo"».

Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo».

Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria.

Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante dele, adoraram-no. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra.

E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

Adoração dos Magos Domingos Sequeira

 

Evangelho de 4.1.2014
João 1, 35-42

ImagemJesus, Pedro e André (Caravaggio)

Naquele tempo, estava João Batista com dois dos seus discípulos e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus.

Entretanto, Jesus voltou-se; e, ao ver que o seguiam, disse-lhes: «Que procurais?» Eles responderam: «Rabi – que quer dizer “Mestre” – onde moras?» Disse-lhes Jesus: «Vinde ver». Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde.

André, irmão de Simão Pedro, foi um dos que ouviram João e seguiram Jesus. Foi procurar primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias» – que quer dizer “Cristo” – ; e levou-o a Jesus.

Fitando nele os olhos, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas» – que quer dizer “Pedro”. 

 

Evangelho de 3.1.2014
Lucas 2, 21-24

Apresentação de Jesus no Templo Lodovico Carracci

Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.

Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor:

«Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor.

 

Evangelho de 2.1.2014
João 1, 19-28

Foi este o testemunho de João Batista, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: «Quem és tu?».

Ele confessou e não negou: «Eu não sou o Messias». Eles perguntaram-lhe: «Então, quem és tu? És Elias?» «Não sou», respondeu ele. «És o Profeta?» Ele respondeu: «Não». Disseram-lhe então: «Quem és tu? Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram, que dizes de ti mesmo?».

Ele declarou: «Eu sou a voz que clama no deserto: "Endireitai o caminho do Senhor", como disse o profeta Isaías».

Entre os enviados havia fariseus que lhe perguntaram: «Então porque batizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?».

João respondeu-lhes: «Eu batizo na água; mas no meio de vós está Alguém que não conheceis: Aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias».

Tudo isto se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava a batizar. 

João Batista Baciccio

 


© SNPC | 24.06.14

Redes sociais, e-mail, imprimir



 

Ligações e contactos

 

Artigos relacionados

 

Página anteriorTopo da página

 


 

Receba por e-mail as novidades do site da Pastoral da Cultura


Siga-nos no Facebook

 


 

 


 

 

Secções do site


 

Procurar e encontrar


 

 

Página anteriorTopo da página