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“O coração do assassino”: Exibição e debate com realizadora

“O coração do assassino”: Exibição e debate com realizadora

Imagem D.R.

O Seminário de Leiria acolhe no sábado, 25 de novembro, a exibição do filme “O coração do assassino”, que vai ser seguido por um debate com a presença da realizadora, Catherine McGilvray.

A película de 56 minutos gravada na Índia e estreada em 2013 narra a história verdadeira de Samundar Singh, um fanático hindu de 22 anos que em 1995 assassinou a religiosa católica Rani Maria, missionária franciscana de Kerala, esfaqueando-a 54 vezes e deixando-a à morte à beira da estrada.

Condenado a prisão perpétua, Samundar passou 11 anos em reclusão antes de ser libertado, na sequência do pedido da família de Rani, que o perdoou. Converteu-se ao cristianismo mas também perdeu o primeiro filho e a mulher divorciou-se.

Samundar é o narrador principal do filme. Viajando de comboio ao encontro da família da irmã Rani, revive os detalhes da tragédia, ao mesmo tempo que nele acontece uma transformação espiritual. De jovem tomado pelo ódio e pela ignorância, muda-se em homem livre que vive o amor.

Os outros narradores escutam-se nas vozes da mãe e irmã de Rani, unidas no amor, na mágoa e na paz. Os seus rostos e gestos são calmos, revelando a extraordinária capacidade para perdoar. A mãe, que ao princípio não suportava a decisão de a filha se tornar religiosa, acaba por compreender o sentido da morte.

A quarta voz é a de Swami Sadanand, o padre da paz - «onde houver conflito, eu irei» - o primeiro a visitar Samundar na prisão, tornando-se o seu diretor espiritual.

O filme da italiana McGilvray (n. 1965) conta a história sem retórica, não explorando nem exagerando os factos, mas revela respeitosamente uma histórica trágica e, artisticamente, confere-lhe significado universal, escreveu o jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano".

A cineasta sublinha que o perdão a Samundar foi concedido, por parte da família de Rani, através do Raki, rito hindu «Não se tratou de uma atitude prepotente, do género “nós somos cristãos tão bons, que te perdoamos”. O que fizeram foi entrar na cultura dele e dar-lhe este perdão na forma mais natural à compreensão dele; construíram uma ponte».

O filme venceu vários prémios, nomeadamente de melhor documentário, melhor realizador, melhor história e melhor mensagem de fé, em festivais como o "International Christian Filme Festival 2014" (EUA), o "Dhaka International Film Festival 2016" (Bangladesh), o "Religion Today Film Festival 2014" (Itália) e o "Fresco International Filme Festival 2015" (Arménia).

A exibição, marcada para as 21h00, com entrada gratuita, é uma iniciativa do Centro de Cultura e Formação Cristã da diocese de Leiria-Fátima.









 

SNPC
Publicado em 20.11.2017

 

 

 
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