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Exposição: "O Céu faz-se Terra", de Rui Chafes

Imagem Sonho lento (det.) | Rui Chafes | © Galeria Filomena Soares

Exposição: "O Céu faz-se Terra", de Rui Chafes

O Museu da Misericórdia do Porto (MMIPO) acolhe até 11 de setembro a exposição temporária "O Céu faz-se Terra", do escultor Rui Chafes, distinguido com a edição de 2016 do Prémio Pessoa.

«A presente exposição não caiu do céu. Foi desejada, preparada e tem pleno cabimento na celebração do primeiro aniversário do MMIPO», sublinha o Mesário do Culto e da Cultura da instituição.

«Se o Museu é uma casa de Cultura, um templo à Beleza e muitas vezes um apelo à transcendência, a pequena mostra da abundante obra artística de Rui Chafes assenta neste espaço como se tivesse sido engendrada para ele», acrescenta Francisco Ribeiro da Silva.

Em texto enviado hoje ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, o responsável recorda que Rui Chafes está presente no museu desde a sua inauguração através do grupo escultórico “O Meu Sangue é o Vosso Sangue”.

«Desde a primeira hora, a arte de Chafes coabita, em boa harmonia mas sem perder a força da sua identidade, com obras de escultores, pintores e arquitetos dos séculos passados», refere. 

A identidade do museu, prossegue, está em «dar a conhecer a face histórica da Misericórdia mas ao mesmo tempo mostrar que os objetivos que a impeliram no passado ao exercício da solidariedade e da caridade em favor dos mais desprotegidos são os mesmos que a animam no tempo presente».

«Casar a tradição com a modernidade, extrair da história a inspiração para o compromisso com as pessoas concretas que, no tempo presente, têm necessidade de alimento, de abrigo, de companhia, de saúde mas também de cultura. De cultura, cada vez mais como condição "sine qua non" da promoção integral da pessoa. Nesse aspeto o Museu é um lugar de inclusão, tal como a Santa Casa da Misericórdia na sua essência», assinala o texto.

Para Francisco Ribeiro da Silva «as esculturas de Rui Chafes sugerem interrogações sobre o sentido das coisas, da vida e da morte. Trazem uma mensagem».

«Ele mesmo diz que as formas que saem das suas mãos funcionam como carateres de escrita. Para a sua compreensão é necessária atenção e algum esforço do observador. A arte tem que nos despertar. Afinal um Museu pode ser um excelente lugar de reflexão. Esta Exposição reforça essa característica do MMIPO», conclui.

As seis peças em ferro expostas no museu foram criadas entre os anos de 2012 e 2014; metade pertencem à Galeria Filomena Soares, em Lisboa, e as restantes fazem parte da coleção do autor.

Além desta mostra temporária, o Museu da Misericórdia do Porto apresenta uma coleção permanente composta por peças alusivas à sua história e ação, bem como obras artísticas no domínio da pintura, escultura, ourivesaria e paramentaria.

O percurso museológico integra a igreja da Misericórdia, construção do século XVI que recebeu uma grande intervenção no século XVIII protagonizada por Nicolau Nasoni, e a Galeria dos Benfeitores, exemplar da arquitetura do ferro e vidro da cidade.

 

ImagemSonho lento (det.) | Rui Chafes | © Galeria Filomena Soares

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 20.07.2016

 

 

 
Imagem Sonho lento | Rui Chafes | © Galeria Filomena Soares
«Casar a tradição com a modernidade, extrair da história a inspiração para o compromisso com as pessoas concretas que, no tempo presente, têm necessidade de alimento, de abrigo, de companhia, de saúde mas também de cultura. De cultura, cada vez mais como condição "sine qua non" da promoção integral da pessoa»
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