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«Não temos armas, mas acreditamos na força mansa e humilde da oração», porque «só a paz é santa, não a guerra», afirma papa

Imagem Cerimónia conclusiva do encontro "Sede de paz - Religiões e culturas em diálogo | Assis, Itália | 20.9.2016 | D.R.

«Não temos armas, mas acreditamos na força mansa e humilde da oração», porque «só a paz é santa, não a guerra», afirma papa

«Não temos armas, mas acreditamos na força mansa e humilde da oração», afirmou hoje o papa, em Assis, na cerimónia conclusiva do encontro "Sede de paz - Religiões e culturas em diálogo", realçando que «só a paz é santa, não a guerra».

Deus pede a quem nele acredita que enfrente «a grande doença» da contemporaneidade, a «indiferença»: «É um vírus que paralisa, torna inertes e insensíveis, um morbo que afeta o próprio centro da religiosidade produzindo um novo e tristíssimo paganismo: o paganismo da indiferença», frisou Francisco.

A paz, «fio de esperança que liga a terra ao céu, uma palavra tão simples e ao mesmo tempo tão difícil», quer dizer «perdão», que «nasce de dentro e, em nome de Deus, torna possível curar as feridas do passado», apontou.

Construir a paz, prosseguiu o papa, implica «acolhimento, disponibilidade para o diálogo, superação dos fechamentos, que não são estratégias de segurança, mas pontes sobre o vazio», e também requer «colaboração, intercâmbio vivo e concreto com o outro, que constitui um dom e não um problema, um irmão com quem tentar construir um mundo melhor».

«Paz significa educação: uma chamada a aprender todos os dias a arte difícil da comunhão, a adquirir a cultura do encontro, purificando a consciência de qualquer tentação de violência e rigidez, contrárias ao nome de Deus e à dignidade do ser humano», apontou.

O caminho das religiões e dos seus fiéis exige «mergulhar nas situações e dar o primeiro lugar aos que sofrem; assumir os conflitos e saná-los a partir de dentro; percorrer com coerência caminhos de bem, recusando os atalhos do mal; empreender pacientemente, com a ajuda de Deus e a boa vontade, processos de paz».

Só com estas disposições e a oração é possível recusar as atitudes «de quem se esquiva às dificuldades e vira a cara para o lado, se os seus interesses não forem afetados», o «cinismo de quem lava as mãos dos problemas alheios» e a «abordagem virtual de quem julga tudo e todos no teclado dum computador, sem abrir os olhos às necessidades dos irmãos nem sujar as mãos em prol de quem passa necessidade».

«Diversas são as nossas tradições religiosas. Mas, para nós, a diferença não é motivo de conflito, de polémica ou de frio distanciamento. Hoje não rezamos uns contra os outros, como às vezes infelizmente sucedeu na História. Ao contrário, sem sincretismos nem relativismos, rezamos uns ao lado dos outros, uns pelos outros», destacou o papa.

O encontro "Sede de paz", organizado pela Comunidade de Santo Egídio, pela diocese de Assis e pela Família Franciscana, assinalou o 30.º aniversário da histórica oração inter-religiosa promovida pelo papa S. João Paulo II na cidade de S. Francisco.

A iniciativa, que começou no domingo e termina hoje, foi também composta por 29 debates, contando com dezenas de convidados de múltiplas religiões e culturas, entre os quais o padre José Tolentino Mendonça.

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 20.09.2016

 

 
Imagem Cerimónia conclusiva do encontro "Sede de paz - Religiões e culturas em diálogo | Assis, Itália | 20.9.2016 | D.R.
«Diversas são as nossas tradições religiosas. Mas, para nós, a diferença não é motivo de conflito, de polémica ou de frio distanciamento. Hoje não rezamos uns contra os outros, como às vezes infelizmente sucedeu na História. Ao contrário, sem sincretismos nem relativismos, rezamos uns ao lado dos outros, uns pelos outros»
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