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Não há pessoa que seja «irrecuperável», sublinha papa

Imagem Papa Francisco | D.R.

Não há pessoa que seja «irrecuperável», sublinha papa

O papa meditou hoje, no Vaticano, sobre as três parábolas da misericórdia extraídas do Evangelho segundo S. Lucas (15, 1-32), tendo sublinhado que para Deus não há erro que não mereça o abraço do perdão e da esperança de uma vida nova.

«A mensagem do Evangelho de hoje infunde-nos grande esperança e podemos sintetizá-la assim: não há pecado em que tenhamos caído do qual, com a graça de Deus, não nos possamos reerguer; não há um indivíduo irrecuperável porque Deus nunca deixa de querer o nosso bem, mesmo quando pecamos», afirmou antes da oração do "Angelus".

A narrativa proclamada nas missas deste domingo apresenta «um Deus de braços abertos, que trata os pecadores com ternura e compaixão», salientou Francisco, que se deteve na parábola do pai misericordioso.

«A palavra que a todos mais comove, porque manifesta o infinito amor de Deus, é a do pai que aperta junto a si e abraça o filho reencontrado. O que toca não é tanto a triste história de um jovem que se precipita na degradação, mas as suas palavras decisivas: "Levantar-me-ei e irei ter com o meu pai"», apontou o papa.

O caminho de regresso a casa, prosseguiu Francisco, «é o caminho da esperança e da vida nova»: «Deus espera sempre o nosso pormo-nos em viagem, espera-nos com paciência, vê-nos quando ainda estamos distantes, corre ao nosso encontro, abraça-nos, beija-nos, perdoa-nos. Assim é Deus. Assim é o nosso Deus».

«Quando o pecador se converte e se faz reencontrar com Deus, não o esperam reprimendas e durezas, porque Deus salva, recebe em casa com alegria e faz festa», dois elementos que estão presentes nas três parábolas, salientando o júbilo divino por cada pessoa perdida de Deus e que a Ele regressa.

Após a oração do "Angelus", centrada na Mãe de Jesus, o papa recordou que é hoje beatificado, no Cazaquistão, Ladislao Bukowinski, padre polaco «perseguido pela sua fé».

«Quanto sofreu este homem! Quanto! Na sua vida demonstrou sempre grande amor aos mais frágeis e necessitados, e o seu testemunho surge como um condensado das obras de misericórdia espirituais e corporais», afirmou.

Francisco também pediu aos peregrinos uma «oração especial pelo Gabão, que está a atravessar um momento de grave crise política», tendo recordado as vítimas dos recontros e os seus familiares.

«Associo-me aos bispos desse querido país africano para convidar as fações a refutar toda a violência e a ter sempre como objetivo o bem comum. Encorajo todos, em particular os católicos, a serem construtores de paz no respeito da legalidade, no diálogo e na fraternidade», afirmou Francisco.

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 11.09.2016

 

 
Imagem Papa Francisco | D.R.
«Quanto sofreu este homem! Quanto! Na sua vida demonstrou sempre grande amor aos mais frágeis e necessitados, e o seu testemunho surge como um condensado das obras de misericórdia espirituais e corporais»
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