Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Não esqueças quem nunca se esquece de ti

Imagem Papa Francisco | Vaticano | L'Osservatore Romano | D.R.

Não esqueças quem nunca se esquece de ti

A salvação, entendida como libertação dos perigos que ameaçam uma existência feliz, e que, para a Igreja católica, atinge a plenitude na vida para além da morte, constituiu um dos temas da homilia que o papa proferiu hoje, na missa a que presidiu, no Vaticano.

Ao comentar o Evangelho proclamado nas Eucaristias desta quinta-feira (cf. artigos relacionados), onde se lê que a multidão acorria ao encontro de Jesus, Francisco sublinhou que as pessoas encontravam nele «uma esperança, porque o seu modo de agir, de ensinar, toca o seu coração».

«O povo já estava algo desinteressado do modo de ensinar a fé, dos doutores da lei daquele tempo, que sobre as costas dele carregavam muitos mandamentos, muitos preceitos, mas não chegavam ao coração», afirmou o papa, acrescentando que a pedra de toque para a mudança chegou, em particular, com as Bem-aventuranças.

«Nunca podemos seguir Deus com pureza de intenções desde o início; há sempre um bocadinho para nós, um bocadinho para Deus. E o caminho é purificar esta intenção. E as pessoas vão, procuram Deus, mas também procuram a saúde, a cura», apontou.

Todavia, prosseguiu Francisco, o mais importante «não é que Jesus cura», nem sequer o facto de Ele dizer «palavras que cheguem ao coração», mas o que refere a carta aos Hebreus: «Cristo pode salvar perfeitamente aqueles que por meio dele se aproximam de Deus».

«Jesus salva e Jesus é o intercessor. Estas são as duas palavras-chave», vincou o papa, que se referiu aos milagres que atraíam muitas pessoas ao Messias: «Estas curas, estas palavras que chegam ao coração são o sinal e o início de uma salvação».

Para Francisco, o essencial não é que Jesus cure ou ensine, mas que salve: «Ele é o Salvador e nós somos salvos por Ele. E isto é mais importante. E esta é a força da nossa fé.

«Isto é algo atual. Jesus diante do Pai oferece a sua vida, a redenção, faz ver ao Pai as chagas, o preço da salvação. E todos os dias, assim, Jesus intercede. E quando nós, por uma coisa ou por outra, estamos um pouco em baixo, recordemos que é Ele que reza por nós, intercede por nós continuamente. Muitas vezes esquecemos isto», assinalou.

A terminar, o papa proferiu uma prece: «Que a nossa vida cristã esteja cada vez mais convicta de que nós fomos salvos, que temos um salvador, Jesus, à direita do Pai, que intercede. O Senhor, o Espírito Santo, nos faça compreender estas coisas».

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 22.01.2015

 

 
Imagem Papa Francisco | Vaticano | L'Osservatore Romano | D.R.
Quando nós, por uma coisa ou por outra, estamos um pouco em baixo, recordemos que é Ele que reza por nós, intercede por nós continuamente. Muitas vezes esquecemos isto
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Evangelho
Vídeos