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"Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas" candidatam-se a Património da Humanidade

"Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas" candidatam-se a Património da Humanidade

Imagem Mosteiro de S. Bento | Santo Tirso | StockPhotosArt/Bigstock.com

O conjunto dos mosteiros constituído por Santo André de Rendufe (Amares), Santa Maria de Pombeiro (Felgueiras), S. Bento da Vitória (Porto), S. Bento de Santo Tirso, S. Martinho de Tibães (Braga) e S. Miguel de Refojos (Cabeceiras de Basto) vai ser candidatado a Património Cultural da Humanidade.

A decisão foi ratificada hoje, em Cabeceiras de Basto, na assinatura de um memorando de entendimento entre a Direção Regional da Cultura do Norte e os municípios onde se localizam os monumentos, com vista à elaboração da proposta de inscrição dos "Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas" na lista da UNESCO.

Os signatários «comprometem-se a formalizar uma rede de trabalho e a cooperar tendo em vista o desenvolvimento da marca "Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinos", a promoção de estudos que possibilitem uma leitura integrada dos mosteiros, a publicação desses estudos e a realização de um congresso em 2018», refere a agência Lusa.

As partes responsabilizaram-se igualmente em criar «um documento estratégico tendo em vista a obtenção da certificação dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinos como Rota Cultural do Conselho da Europa».

A assinatura do acordo integra o programa do 3.º seminário internacional "'Ora et labora' em Refojos de Basto: Espacialidades, materialidades, espiritualidades", que decorre hoje e amanhã.



Bento estabelece-se cerca de 529 no Monte Cassino, onde funda uma comunidade estável. É lá que dedica os últimos anos da sua vida a elaborar a regra monástica que vai ganhar autoridade em toda a cristandade



Os trabalhos prosseguem durante a tarde com os painéis "Refojos - Espiritualidades, espaços e artes" e "Beneditinos, liturgia e evangelização", com a intervenção de D. Bernardino Costa, abade do mosteiro de Singeverga.

À noite sobe ao palco dos claustros do mosteiro de S. Miguel de Refojos a peça "Salvação", interpretada pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.

Os trabalhos de sexta-feira começam com o painel "OSB-Modelos, paradigmas e impactos", que inclui as comunicações "Os beneditinos e a cultura do livro: artes liberais e espiritualidade na Idade Média" (José Francisco Meirinhos, Universidade do Porto) e "A Regra de São Bento na sua espiritualidade" (Fr. D. Luís Aranha, Mosteiro de Singeverga).

Após o intervalo decorrem as conferências "Formas, modelos e autores do património arquitetónico e artístico do Mosteiro e Colégio de S. Miguel de Refojos (Sécs. XVII-XIX)" (Manuel Joaquim Moreira da Rocha, Universidade do Porto) e "Livraria monástica S. Miguel de Refojos: Letras e Artes" (Ana Isabel Líbano Monteiro, Biblioteca Nacional de Portugal).

"Trabalho, alimentação e saúde na Ordem de S. Bento" é o tema do painel da tarde, que abordará os patrimónios e saberes vitivinícolas dos monges de S. Miguel de Refojos, entre outros temas.



As primeiras referências à Regra do padroeiro da Europa em território português remontam ao século X, mas foi nas duas centúrias seguintes que surgiu uma significativa rede de mosteiros, possivelmente cerca de 160, que adotaram os preceitos beneditinos



S. Bento

Quando o futuro fundador da Ordem dos Beneditinos nasce no ano de 490, em Núrsia (Itália), os seus pais, cristãos abastados, chamam-no Bento (do latim benedictus, “o abençoado”).

Enviado a Roma para estudar Direito, deixa os livros preferindo a solidão à multidão e a contemplação à agitação. Seguem-se sucessivas experiências de vida solitária e comunitária.

O seu carisma excecional atrai discípulos, que são enviados para Subiaco, nos arredores de Roma, ocupando doze mosteiros que se colocam sob a sua direção espiritual.

Cerca de 529 estabelece-se no Monte Cassino, onde funda uma comunidade estável. É lá que dedica os últimos anos da sua vida a elaborar a regra monástica que vai ganhar autoridade em toda a cristandade.

O texto resulta da sua prática pessoal, do conhecimento de regras já existentes e de escritos dos Padres do Deserto, pioneiros da vida monástica no Médio Oriente.

As primeiras referências à Regra do padroeiro da Europa em território português remontam ao século X, mas foi nas duas centúrias seguintes que surgiu uma significativa rede de mosteiros, possivelmente cerca de 160, que adotaram os preceitos beneditinos.

O mosteiro de Singeverga, no concelho de Santo Tirso, é o único masculino que segue atualmente a Regra Beneditina em Portugal, tendo quatro comunidades: a abadia de S. Bento de Singeverga, o mosteiro de S. Bento da Vitória (Porto), a casa de Nossa Senhora da Graça (Lisboa) e o priorado de Nossa Senhora da Assunção (Lamego), além de duas dependências em Angola.



 

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