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A misericórdia é uma «forma de conhecimento» e a violência, rancor e vingança não fazem sentido

A misericórdia é uma «forma de conhecimento» e a violência, rancor e vingança não fazem sentido

Imagem Flynt/Bigstock.com

«Sabemos que se conhece através de muitas formas. Conhece-se através dos sentidos, conhece-se através da intuição, através da razão e ainda de outras formas.» Hoje, o papa acrescentou outra arquitetura do saber.

Para Francisco, «a misericórdia à luz da Páscoa deixa-se perceber como uma verdadeira forma de conhecimento. E isto é importante: a misericórdia é uma verdadeira forma de conhecimento», sublinhou o papa na oração do "Regina Coeli" (Rainha dos Céus), no Vaticano.

«Pode-se conhecer através da experiência da misericórdia, porque a misericórdia abre a porta da mente para compreender melhor o mistério de Deus e da nossa existência pessoal», acentuou.

As palavras do papa foram proferidas no dia em que os católicos assinalam o domingo da Divina Misericórdia, instituído pelo papa S. João Paulo II no ano 2000, para ser celebrado no domingo após a Páscoa.

«A misericórdia faz-nos compreender que a violência, o rancor, a vingança não têm qualquer sentido, e a primeira vítima é quem vive destes sentimentos, porque se priva da própria dignidade», prosseguiu Francisco.

É a misericórdia que abre «a porta do coração e permite exprimir a proximidade sobretudo com quantos estão sós e marginalizados, porque os faz sentir irmãos e filhos de um só Pai. Ela favorece o reconhecimento de quantos precisam de consolação e faz encontrar palavras adequadas para dar conforto».

Por isso, apontou Francisco, «a misericórdia aquece o coração e torna-o sensível às necessidades dos irmãos com a partilha e participação. A misericórdia, em suma, compromete todos a serem instrumentos de justiça, de reconciliação e de paz».

«Nunca esqueçamos que a misericórdia é a pedra angular na vida de fé, e a forma concreta com que damos visibilidade à ressurreição de Jesus», vincou o papa.

A «primeira tarefa» que Jesus, depois de ressuscitado, transmitiu à Igreja foi «a sua própria missão de levar a todos o anúncio concreto do perdão», observou Francisco, acrescentando que esse «sinal visível da sua misericórdia leva consigo a paz do coração e a alegria do encontro renovado com o Senhor».









 

SNPC
Publicado em 23.04.2017

 

 
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