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Maristas assinalam 200 anos

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Imagem S. Marcelino Champagnat | D.R.

Os Irmãos Maristas das Escolas, fundados por S. Marcelino Champagnat e com presença em Portugal desde 1947, celebram hoje, 2 de janeiro, o segundo centenário da fundação.

Nascido na cidade francesa de Lyon, em 1789, Champagnat foi ordenado padre em 1816, tendo dado início à congregação, juntamente com dois jovens, a 2 de janeiro do ano seguinte, em La Valla.

O instituto revolucionou os métodos pedagógicos e didáticos do ensino escolar, ao mesmo tempo que procurava tornar acessível a educação às crianças de camadas sociais de fracos recursos.

A principal finalidade da congregação é a educação da juventude, e a sua influência estende-se a quatro instituições religiosas e uma laical, estando presente em cerca de 80 países, com mais de 3500 religiosos e 72 mil leigos, envolvendo cerca de 650 mil crianças e jovens nos cinco continentes.

As comemorações do bicentenário prosseguem a 6 de junho, com a apresentação, a 6 de junho, em Roma, de três volumes com a história da instituição e a inauguração de uma exposição fotográfica, e a 8 de setembro, na Colômbia, inicia-se o capítulo-geral, assembleia magna dos Maristas.



«S. Marcelino anunciava o Evangelho com coração totalmente ardente. Foi sensível às necessidades espirituais e educativas da sua época, sobretudo a ignorância religiosa e as situações de abandono vividas em particular pela juventude»



O superior dos Maristas, irmão Emili Turú, esteve hoje no Bangladesh, onde inaugurou uma escola para filhos de trabalhadores das plantações de chá.

Com entrada em Portugal a 15 de fevereiro de 1947, 50 anos após a primeira tentativa, a congregação em Portugal têm 18 religiosos de votos perpétuos a residir no país e quatro no estrangeiro, referem os dados de 2015 publicados no Anuário Católico.

A Província Marista Compostela compreende, além de Portugal, as comunidades autónomas espanholas de Castela e Leão, das Astúrias e da Galiza, que desenvolvem atividade em 17 colégios, duas residências universitárias e um centro de acolhimento para rapazes em situações de risco.

Em Portugal o instituto é responsável pelo Externato Marista de Lisboa, o Colégio Marista de Carcavelos, uma casa formativa em Vouzela e um lar em Ermesinde, que acolhe crianças e jovens em risco.



«Marcelino Champagnat também nos convida a ser missionários, para fazer com que Jesus Cristo seja conhecido e amado, como fizeram os Irmãos Maristas, indo até à Ásia e à Oceânia»



A presença da província estende-se às Honduras, a um colégio e um centro para "meninos da rua", assim como a casas de encontro e oração, comunidades onde trabalham maristas e não maristas e albergues em regiões de praia e montanha.

Champagnat morreu a 6 de junho de 1840 após doença dolorosa. Foi beatificado pelo papa Pio XII em 1955 e declarado santo por S. João Paulo II a 18 de abril de 1999.

«S. Marcelino anunciava o Evangelho com coração totalmente ardente. Foi sensível às necessidades espirituais e educativas da sua época, sobretudo a ignorância religiosa e as situações de abandono vividas em particular pela juventude», afirmou o papa polaco na missa da canonização.

Depois de vincar que o padre Champagnat «é exemplar para os sacerdotes: chamados a proclamar a Boa Nova, eles devem ser de igual modo para os jovens, que procuram dar sentido à sua vida, verdadeiros educadores, acompanhando-os ao longo do seu caminho e explicando-lhes as Escrituras», João Paulo II frisou que o sacerdote é igualmente «um modelo para os pais e os educadores, ajudando-os a ter plena esperança nos jovens, a amá-los com um amor total que favoreça uma verdadeira formação humana, moral e espiritual».

«Marcelino Champagnat também nos convida a ser missionários, para fazer com que Jesus Cristo seja conhecido e amado, como fizeram os Irmãos Maristas, indo até à Ásia e à Oceânia», vincou. 



 

Rui Jorge Martins
Publicado em 02.01.2017

 

 

 
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