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Atriz Maria Rueff apresenta “Francisco, o papa que põe a Igreja a mexer”

Imagem Capa (det.) | D.R.

Atriz Maria Rueff apresenta “Francisco, o papa que põe a Igreja a mexer”

A atriz Maria Rueff vai apresentar na próxima terça-feira, em Lisboa, o livro “Francisco, o papa que põe a Igreja a mexer”, de frei Bento Domingues, último dos quatro volumes da antologia de crónicas do religioso dominicano no jornal “Público”.

A coleção pretende tornar mais acessível o «importante serviço ao diálogo entre o cristianismo e a cultura em Portugal» que o autor tem proporcionado desde há 24 anos, escreve o jornalista António Marujo, co-organizador da coleção com a irmã Maria Julieta Mendes Dias.

Editado pela Temas e Debates / Círculo de Leitores, o projeto, que também tem como objetivo «sistematizar a originalidade e consistência do pensamento de Bento Domingues», apresenta uma seleção das 1100 crónicas publicadas aos domingos, que se afirmam como uma «obra ímpar na imprensa portuguesa».

Os organizadores da coleção cedo decidiram que «um dos volumes deveria ser dedicado ao movimento de mudança e renovação da Igreja católica. Se o papa João XXIII e o Concílio Vaticano II por ele convocado foram a inspiração marcante, nas últimas décadas, para muitas das ideias que Bento Domingues defende, a renovação do catolicismo concretiza-se, nos últimos três anos, nas reformas que o papa Francisco veio claramente impulsionar (através dos seus “gestos, atitudes, iniciativas, decisões”)».

«Desde a escolha do nome e o seu primeiro “boa noite” na varanda central da Basílica de São Pedro até às decisões relativas à reorganização da Cúria, à proposta de um novo olhar sobre a realidade familiar, ao empenhamento na política ou ao movimento mais largo de olhar para as periferias existenciais, culturais e geográficas. E tudo isso é estudado, aprofundado e refletido nas crónicas de frei Bento», refere o texto de apresentação.

Em janeiro de 2010, Bento Domingues escrevia de si próprio: «Toda a minha teologia é teologia de um crente: “Fides quaerens intellectum”. A razão humana deve viver à vontade no domínio da fé. Apelar para a obediência e fechar os olhos não é cristão, não é católico. Precisamos de ser crentes racionais. S. Tomás é santo na sua racionalidade. Usa a razão para abordar a fé. A racionalidade é cada vez mais necessária, sobretudo, para reagir contra o fundamentalismo que também mina, cada vez mais, as Igrejas. O fundamentalismo, presente em certas comunidades cristãs, leva ao obscurantismo».

«Às vezes com ternura, outras com ironia, outras com poesia e sempre com uma relação profunda com o espírito do Evangelho e a reflexão teológica, frei Bento vai evocando, ao longo dos anos, e das suas crónicas, nomes como Nuno Teotónio Pereira, Sophia de Mello Breyner Andresen, Raul Solnado, D. António Ferreira Gomes, António Alçada Baptista, Abel Varzim ou João Sá da Costa. Ou outros como Madre Teresa de Calcutá, o cardeal Carlo Martini, o bispo Óscar Romero, Jacques Loew e o movimento dos padres operários, o senador norte-americano Edward Kennedy ou São Filipe Neri. O Evangelho tem rostos e, para frei Bento, traduz-se sempre em muitos rostos», sublinham António Marujo e Maria Julieta Mendes Dias.

“Uma energia reformadora”, “Rostos, ideias e inspirações para a mudança”, “A hora do Concílio é hoje”, “Evangelização e novas inquietações”, “Família, o corpo e o dom”, “Uma Igreja convertida à justiça e à misericórdia” “A falta que os outros nos fazem”, “O outro somos nós” e “Inquietantes incendiários” são os títulos dos capítulos que compõem a obra.

“Um mundo que falta fazer”, «dedicado às implicações sociais e políticas do cristianismo, na linha do que o papa Francisco tem defendido», “A insurreição de Jesus”, «que mostra como a pessoa de Jesus Cristo enquanto presença de Deus na humanidade é o centro da reflexão de frei Bento» e “O bom humor de Deus e outras histórias”, «que propõe um caminho espiritual que cruza o humor e a liberdade, a justiça e a misericórdia, tecendo e integrando “todos os fios da vida”», constituem os três anteriores volumes.

A sessão de apresentação de “Francisco, o papa que pôe a Igreja a mexer” decorre no dia 10 de maio, às 18h30, Fundação Cidade de Lisboa.

Bento Domingues e Maria Rueff já tinham trocado publicamente pontos de vista, a 8 de abril, por ocasião da mesa redonda “A cultura como valor na sociedade”, incluída na programação da iniciativa “Terra Justa – Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade”, realizado em Fafe.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 05.05.2016

 

Apresentação (texto integral)

Título: Francisco, o papa que põe a Igreja a mexer
Autor: Fr. Bento Domingues, O.P.
Editora: Temas e Debates / Círculo de Leitores
Páginas: 464
Preço: 19,00 €
ISBN: 978-989-644-3979

 

 
Imagem Capa | D.R.
Apelar para a obediência e fechar os olhos não é cristão, não é católico. Precisamos de ser crentes racionais. S. Tomás é santo na sua racionalidade. Usa a razão para abordar a fé. A racionalidade é cada vez mais necessária, sobretudo, para reagir contra o fundamentalismo que também mina, cada vez mais, as Igrejas»
Às vezes com ternura, outras com ironia, outras com poesia e sempre com uma relação profunda com o espírito do Evangelho e a reflexão teológica, frei Bento vai evocando, ao longo dos anos, e das suas crónicas, nomes como Nuno Teotónio Pereira, Sophia de Mello Breyner Andresen, Raul Solnado, D. António Ferreira Gomes, António Alçada Baptista, Abel Varzim ou João Sá da Costa
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