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Música: “Kyrie”, “Christe”, “Kyrie”

Como acontece sempre quando acabamos de escutar alguma obra do mestre Bach, não só ficamos com vontade de mais, como quase podemos dizer que qualquer uma, sempre repleta de surpresas, satisfaz as nossas necessidades espirituais.

Tudo é inesgotável em Johann Sebastian Bach (1685-1750), compositor alemão nascido em Eisenach. Aos 10 anos é sabido que foi para a vizinha cidade de Ohrdruf, para nela viver durante cinco.

O seu irmão maior, Johann Christoph era ali organista, tendo acolhido o pequeno Sebastian, e este ficou certamente impressionado pelas obrigações de um organista, o que o fascinou.

Pode dizer-se que a formação de Sebastian começou aqui, seguramente com o seu irmão, que por sua vez tinha sido discípulo do organista, professor e compositor Johann Pachelbel, em Erfurt.

Bach também aprendeu a tocar trompeta, viola e violino. Dele se dizia: «O entusiasmo do nosso pequeno Johann Sebastian pela música já era imenso em tenra idade. Em pouco tempo sabia de memória todas as peças que o seu irmão lhe tinha proporcionado».

Em 1700 partiu repentinamente para Lünerburg, possivelmente devido a “ob defectum hospitiorum”, o que pode significar que talvez já não fosse possível acolhê-lo gratuitamente, também devido à mudança de voz.

A proposta para hoje é de três obras que integram a chamada “Missa luterana”, concretamente uma tripla visão do ato penitencial: “Kyrie, Gott Vater in Ewigkeit”, BWV 669, “Christe, aller Welt Trost”, BWV 670 e “Kyrie, Gott heiliger Geist”, BWV 671.

As peças estão compostas em estilo antigo, com o “cantus firmus” primeiro no soprano, a seguir no tenor e finalmente no baixo, fazendo alusão à Santíssima Trindade.

Aos poucos a música vai ganhando intensidade, e no último “Kyrie, marcado “pro organo pleno”, a textura incrementa-se a cinco vozes e o contraponto torna-se mais complexo, especialmente destacado pelas dissonâncias do final da obra.

A interpretação é de Jaroslaw Tarnawski ao órgão Hildebrandt (1719) da igreja de S. Bartolomeu, da cidade polaca de Pasłęk.








 

Jose Gallardo Alberni
In Periodista Digital
Trad.: Rui Jorge Martins
Imagem: Johann Sebastian Bach
Publicado em 30.09.2018

 

 
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