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José Tolentino Mendonça participa no encontro de Assis - "Sede de paz - Religiões e culturas em diálogo"

Imagem José Tolentino Mendonça | © Miguel Manso/Público

José Tolentino Mendonça participa no encontro de Assis - "Sede de paz - Religiões e culturas em diálogo"

O padre José Tolentino Mendonça é o único português que, até ao momento, integra a lista de participantes no encontro internacional "Sede de paz: religiões e culturas em diálogo", que decorre de 18 a 20 de setembro em Assis e que contará, no último dia, com a presença do papa Francisco.

O escritor e teólogo, primeiro diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, intervirá no painel "Religião e pobres", marcado para 19 de setembro, às 15h30 (hora de Portugal continental).

A mesa redonda, presidida por D. Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha, contará com as participações de Virgil Bercea, bispo greco-católico (Roménia), Albert Guigui, rabino chefe de Bruxelas (Bélgica), Gensho Hozumi, representante do budismo rinzai zen (Japão), Heikki Huttunen, secretário-geral da Conferência das Igrejas Europeias, e Abuna Musie, arcebispo ortodoxo da Igreja tewahedo, da Etiópia.

O encontro, promovido pela diocese de Assis, Família Franciscana e Comunidade de Santo Egídio, realiza-se 30 anos após o Dia de Oração pela Paz realizado na cidade italiana a 27 de outubro de 1986.

A iniciativa foi desejada pelo papa S. João Paulo II, que reuniu líderes e representantes de Igrejas e comunidades cristãs, bem como de várias religiões e confissões religiosas, e que apelou à difusão da mensagem de paz subjacente ao espírito de Assis.

Estarão presentes seis personalidades distinguidas com o prémio Nobel da Paz, que assumirão a função de relatores em mesas-redondas previstas para os dias 19 e 20, antes da cerimónia plenária na qual participa o papa.

A lista de laureados é composta pela norte-irlandesa Mairead Maguire (1976), o presidente emérito da Polónia e líder do sindicato Solidariedade, Lech Walesa (1983), a ativista norte-americana para os dietiros humanos e diretora da campanha sobre as minas anti-pessoal Jody Williams (1997), a líder da Primavera Árabe no Iémen, Tawakkul Karman (2011), e Hassine Abassi e Amer Meherzi, integrados no quarteto tunisino distinguido em 2015.

Nos 29 painéis participam responsáveis de nove religiões e de 26 confissões religiosas, bem como do mundo do pensamento e da cultura, como o sociólogo Zygmunt Bauman.

São esperados na cidade de S. Francisco cerca de 500 líderes religiosos, entre os quais o patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, e o primaz anglicano, Justin Welby, 12 mil peregrinos e 600 jornalistas. O Presidente da República de Itália, Sergio Mattarela, participa na cerimónia inaugural.

No dia em que viajará até Assis, o papa almoçará com 25 refugiados que chegaram a Itália graças ao projeto ecuménico dos "corredores humanitários".

«Enquanto crentes, sabemos que as contas com a história não se fazem só com as estatísticas ou com as notícias. Por isso a intuição de João Paulo II sobre a força da oração é tanto mais importante hoje, em que vivemos esta guerra mundial em pedaços, como diz o papa Francisco», sublinha o arcebispo de Assis, D. Domenico Sorrentino.

De acordo com o programa divulgado pela Santa Sé, o papa Francisco sairá do heliporto do Vaticano na próxima terça-feira e chegará às imediações de Assis pelas 10h05 (hora de Portugal continental), onde é recebido pelo arcebispo local e por responsáveis do poder público da cidade e da região.

Pelas 10h30 o papa entra no convento de Assis, sendo aguardado por Bartolomeu I, o patriarca siro-ortodoxo de Antioquia, ambos da Igreja ortodoxa, e pelo arcebispo de Canterbury, Justin Welby, da Igreja anglicana.

À espera de Francisco estarão também um representante muçulmano, um representante do judaísmo e o chefe supremo de tendai, escola japonesa do budismo maaiana, refere o programa.

Após as saudações, todos se dirigem ao claustro de Sisto IV, onde são aguardados por representantes de Igrejas e religiões do mundo, bem como pelos bispos católicos da região da Úmbria.

Francisco cumprimentará pessoalmente todos os presentes, que a seguir almoçam no refeitório do convento, juntamente com vítimas da guerra. Durante a refeição o presidente da Comunidade de Santo Egídio, Marco Impagliazzo, recordará o 25. aniversário do patriarcado de Bartolomeu I.

Pelas 14h15 o papa encontra-se individualmente com Bartolomeu I, o representante muçulmano, Justin Welby, Efrém II e o representante do judaísmo, seguindo a mesma ordem com que os cumprimentou à chegada a Assis.

A oração pela paz está prevista para as 15h00 em diferentes lugares: na basílica inferior de S. Francisco celebra-se uma oração ecuménica dos cristãos. Concluídas as preces, os participantes saem ao encontro dos representantes de outras religiões, que oraram noutros espaços.

A cerimónia de encerramento, marcada para as 16h15, começa pela saudação do arcebispo de Assis, seguindo-se seis mensagens, proferidas por uma vítima da guerra, Bartolomeu I, um representante muçulmano, um representante do judaísmo, o patriarca budista japonês e o fundador da Comunidade de Santo Egídio, Andrea Riccardi.

A sessão prossegue com a intervenção do papa, que antecede a leitura de um apelo à paz, entregue por crianças de várias nações.

Por fim, far-se-á um momento de silêncio pelas vítimas da guerra, é assinado um Apelo à Paz, acendem-se as velas de dois candelabros e os participantes trocam entre si a saudação da paz.

A despedida do papa de todos os participantes está agendada para as 17h30, seguindo-se o regresso, de helicóptero, para o Vaticano.

Francisco apelou este domingo aos católicos para rezarem pela paz na próxima terça-feira.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 20.09.2016

 

 

 
Imagem José Tolentino Mendonça | © Miguel Manso/Público
Estarão presentes seis personalidades distinguidas com o prémio Nobel da Paz, que assumirão a função de relatores em mesas-redondas previstas para os dias 19 e 20, antes da cerimónia plenária na qual participa o papa.
«Enquanto crentes, sabemos que as contas com a história não se fazem só com as estatísticas ou com as notícias. Por isso a intuição de João Paulo II sobre a força da oração é tanto mais importante hoje, em que vivemos esta guerra mundial em pedaços, como diz o papa Francisco», sublinha o arcebispo de Assis
A cerimónia de encerramento começa pela saudação do arcebispo de Assis, seguindo-se seis mensagens, proferidas por uma vítima da guerra, Bartolomeu I, um representante muçulmano, um representante do judaísmo, o patriarca budista japonês e o fundador da Comunidade de Santo Egídio, Andrea Riccardi. A sessão prossegue com a intervenção do papa, que antecede a leitura de um apelo à paz, entregue por crianças de várias nações
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