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Jornal do Vaticano destaca novo álbum de Astérix

Jornal do Vaticano destaca novo álbum de Astérix

Imagem "Astérix et la Transitalique" | Jean-Yves Ferri, Didier Conrad | D.R.

O novo livro de banda desenhada de Astérix de Obélix, à venda a partir de 19 de outubro, é destacado na edição desta sexta-feira do jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano".

A Itália é a meta da viagem dos dois gauleses na sua 37.ª aventura, revelaram esta quarta-feira o argumentista, Jean-Yves Ferri, e o desenhador, Didier Conrad, por ocasião da feira do livro infantil de Bolonha.

«Estamos nos anos 50 antes de Cristo e a península é percorrida pelo frémito de uma possível unificação, encorajada por César, que suscita clamor entre a população»: este é o ponto de partida para os dois amigos, que já tinham estado duas vezes em Roma.

Todavia, explicou Ferri, «a Itália não se resume a César ou ao Coliseu», pelo que chegou a hora de Astérix e Obélix «terem uma ideia mais precisa do que é verdadeiramente a Itália».

A viagem dos protagonistas acontece num ano especial para a série: em 2017 assinala-se o 40.º aniversário da morte de René Goscinny, primeiro argumentista da coleção, e os 90 anos de Albert Uderzo, o seu histórico desenhador.

O álbum, intitulado originalmente "Astérix et la Transitalique" (Astérix e a Transitálica), «é simultaneamente um desafio e uma homenagem», sobretudo a Uderzo, de origem italiana, observa a autora do texto, Solène Tadié.



«Idealizado em 1959 por dois filhos de imigrantes (Goscinny, de família judaica proveniente do leste europeu, e Uderzo), Astérix nasce como uma nova figura nacional inspirada na imagem dos gauleses que se estudava nos manuais escolásticos»



«Albert está verdadeiramente feliz por Astérix e Obélix visitarem o seu país. Para nós é um prazer e uma grande responsabilidade. Não podemos cometer erros», declararam os autores.

Ferri, que lembrou os «valores universais» de fraternidade e resistência veiculados na coleção, sublinhou também que Astérix teve sempre «uma relação de curiosidade ou de amizade com o estrangeiro. Oferece ajuda ao corso, ao belga, ao inglês ou ao espanhol».

Astérix, personagem que ganha forças extra-humanas ao beber a poção mágica preparada por um druida, apresenta-se «como protetor da identidade e das peculiaridades nacionais», refere o artigo.

A coleção «é o maior sucesso editorial francês, com cerca de 370 milhões de livros vendidos, em 110 idiomas, ao longo de 60 anos».

«Idealizado em 1959 por dois filhos de imigrantes (Goscinny, de família judaica proveniente do leste europeu, e Uderzo), Astérix nasce como uma nova figura nacional inspirada na imagem dos gauleses que se estudava nos manuais escolásticos. Cada episódio parodia algumas características francesas, confrontando a narrativa nacional com as problemáticas contemporâneas», assinala o "Osservatore".

O primeiro desenho do álbum revelado pela editora, «deixa já entrever uma paisagem toscana na qual, também segundo a editora, Obélix desempenhará um papel mais importante do que é habitual».



 

Edição: SNPC
Fonte: L'Osservatore Romano
Publicado em 07.04.2017

 

 
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