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João Lobo Antunes, Henrique Leitão, Fernando Santos e Carlos Magno debatem cultura

Imagem Braga | D.R.

João Lobo Antunes, Henrique Leitão, Fernando Santos e Carlos Magno debatem cultura

O conselheiro de Estado João Lobo Antunes, o vencedor do Prémio Pessoa 2014, Henrique Leitão, e o selecionador nacional de futebol Fernando Santos são os protagonistas de um debate sobre a cultura que a arquidiocese de Braga realiza esta sexta-feira.

«Queremos promover um verdadeiro espaço de encontro, capaz de congregar diferentes perspetivas, ideologias e vivências, pois acreditamos que esse é o caminho para uma sociedade mais autêntica e coerente», comentou o arcebispo bracarense, D. Jorge Ortiga, a propósito do ciclo “Olhares sobre... Economia, Cultura, Política e Família”.

A iniciativa, na qual se integra o colóquio de sexta-feira, emerge da “Nova Ágora” (“Ágora” designa as antigas assembleias populares e o local onde se realizavam, na Grécia), projeto que visa «promover um espaço de encontro e reflexão entre crentes e não crentes».

«Para combater a crise de valores que atinge a sociedade moderna, é urgente recusar os discursos construídos, as frases feitas e os pensamentos talhados, encarando o saber acolher e respeitar a diferença de opinião como um passo importante para encontrar novos rasgos e novas soluções», sublinhou o prelado.

A sessão, moderada pelo presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Carlos Magno, realiza-se às 21h00, no Auditório Vita, em Braga.

O ciclo prossegue a 13 de março, com o tema da “Política” a ser analisado pela ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, o deputado José Junqueiro e o professor universitário Miguel Morgado.

O programa encerra a 20 de março com uma reflexão sobre a “Família”, apresentada por António Pinto Leite, presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), a psicóloga Margarida Cordo e Rosário Carneiro, ex-presidente da Comissão Parlamentar para a Paridade, Igualdade de Oportunidades e Família.

Os debates começaram a 13 de fevereiro com Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças, Silva Peneda, presidente do Conselho Económico e Social, e João Proença, ex-secretário geral da central sindical UGT, que analisaram a atualidade à luz da Economia.

«Onde está a vontade de querer aprender com o outro e, ambos, construírem um caminho mais seguro? Despimos a pele do guerreiro e propomos um caminho juntos! Vamos fazer história, nutrir o diálogo e promover a vida. Pressupõe-se, por isso, a “boa fé” dos oradores, dos ouvintes e dos leitores para que a Nova Ágora seja um Encontro», aponta o texto de apresentação da plataforma.

O momento atual, configurado pela «crise» e «situações limite» pode ser uma «oportunidade para a ação, para a reconciliação, para encontrar novos rasgos, novas soluções que não sejam dominadas pelo primado do económico».

A estrutura coordenada pelo P. Eduardo Duque sustenta que «não é legítimo ficar parado, como também não é legítimo atirar culpas para erros do passado, como que se de um fatalismo histórico se tratasse. Há que optar entre a resignação ou a interpelação, o esmorecimento ou a criatividade, o silêncio ou a iniciativa»; é esta a via escolhida pelos responsáveis do projeto, que acreditam «numa sociedade mais autêntica, coerente e com um futuro humanizado».

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 15.02.2015

 

 

 
Imagem Braga | D.R.
Para combater a crise de valores que atinge a sociedade moderna, é urgente recusar os discursos construídos, as frases feitas e os pensamentos talhados, encarando o saber acolher e respeitar a diferença de opinião como um passo importante para encontrar novos rasgos e novas soluções
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