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Joana Carneiro dirige concertos no São Carlos para assinalar 300 anos da diocese de Lisboa como patriarcado

Imagem Joana Carneiro | D.R.

Joana Carneiro dirige concertos no São Carlos para assinalar 300 anos da diocese de Lisboa como patriarcado

A maestrina Joana Carneiro vai dirigir a 24 e 25 de novembro, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, concertos que assinalarão os 300 anos da qualificação patriarcal da diocese de Lisboa, revela o seu calendário de atividades para 2016/7.

O programa cultural da efeméride da atribuição do título patriarcal, que ocorre no próximo dia 7 de novembro (1716-2016), será também marcado pelo musical "A alegria do Evangelho", título da exortação apostólica que o papa Francisco promulgou em 2013, por ocasião do encerramento do Ano da Fé.

O espetáculo, agendado para os dias 18 e 19 de novembro, no Teatro Tivoli BBVA, tem autoria e encenação de Matilde Trocado, que já assinou o musical "Wojtyla", sobre o papa S. João Paulo II.

As iniciativas da comemoração dos 300 anos, que serão apresentadas a 20 de setembro, incluem a celebração de encerramento no sínodo diocesano (2014-2016), previsto para 8 de dezembro, no mosteiro dos Jerónimos.

A efeméride vai igualmente ser assinalada por três eventos, com data a anunciar: o colóquio “Os Bispos de Lisboa”, uma exposição sobre os três séculos do patriarcado e a publicação das cartas pastorais dos patriarcas de Lisboa.

«Será muito bom que tudo isto seja aproveitado pelas nossas comunidades, para ganharem ainda maior consciência do que foram, são e hão de ser, como Igreja de Cristo em Lisboa e em missão», escreve o cardeal-patriarca na "Carta aos diocesanos", divulgada hoje pelo patriarcado.

O tricentenário da qualificação patriarcal que o papa Clemente XI determinou recorda «sobretudo» que ela foi dada aludindo ao esforço que partiu da capital para a «propagação da fé»: «Na verdade, arrancou de Lisboa parte considerável da missionação moderna, originando muita cristandade da África ao Brasil e à Ásia mais distante», assinala D. Manuel Clemente.

«Trezentos anos depois [a efeméride], só pode lembrar-nos a nós, num contexto histórico e eclesiástico tão diferente, que toda a Igreja é uma realidade missionária, como a missão há de ser vivida agora, em termos de nova evangelização e reciprocamente "ad gentes"», assinala.

Na introdução ao programa-calendário diocesano, o cardeal-patriarca nota «como é difícil transformar a vida eclesial em vida missionária e evangelizadora, não só para longe mas também para perto, e por vezes pertíssimo».

No texto, D. Manuel Clemente sublinha que «em Lisboa convivem hoje mais de uma centena de nacionalidades e variadas culturas, algumas ainda não tocadas pelo Evangelho ou já esquecidas dele».

«Temos muito a fazer, certamente, em relação a esta centralidade da família nas nossas comunidades, como objeto de trabalho pastoral prioritário. Mas também como sujeitos de ação pastoral, que as famílias hão de ser», aponta o prelado.

O cardeal-patriarca pede «famílias para fortalecer a sociedade, famílias para construir a Igreja, como família de famílias. Sem esquecer que, precisamente assim, ninguém ficará só e abandonado».

«Os caminhos da misericórdia passam determinantemente por aqui, mantendo ou recuperando no seio familiar quer a quem esteja quer a quem regresse, como no abraço do pai do filho pródigo. Na verdade, podemos enunciar o nosso programa-calendário numa frase como esta: “a família como critério e a misericórdia como alma”», conclui D. Manuel Clemente.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 01.09.2016

 

 

 
Imagem Joana Carneiro | D.R.
«Trezentos anos depois [a efeméride], só pode lembrar-nos a nós, num contexto histórico e eclesiástico tão diferente, que toda a Igreja é uma realidade missionária, como a missão há de ser vivida agora, em termos de nova evangelização e reciprocamente "ad gentes"»
O cardeal-patriarca pede «famílias para fortalecer a sociedade, famílias para construir a Igreja, como família de famílias. Sem esquecer que, precisamente assim, ninguém ficará só e abandonado»
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