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«Espero sempre que uma pessoa, ao sentir-se tocada por um poema, consiga fazer verdadeiras mudanças na sua vida»

Adam Schmalholz, mais conhecido por In-Q, campeão nacional dos EUA de “slam poetry”, vive na expectativa de que «uma pessoa, ao sentir-se tocada por um poema, consiga fazer verdadeiras mudanças na sua vida, no sentido de criar uma melhor realidade para si mesma e para os outros».

Em entrevista publicada na edição mais recente da revista do semanário “Expresso”, o poeta estará em Portugal para participar no encontro “O trabalho dá que pensar", organizado entre 14 e 16 de setembro, em Lisboa, pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

«O que é belo na arte é que as outras pessoas olhem para o que fazemos como um espelho, e consigam relacionar o que veem ou ouvem com as suas próprias vidas. E assim pode haver uma espécie de cura, para uns como para outros», afirma o californiano de 40 anos, que escreve sobre temas como o amor, as alterações climáticas e as armas de fogo.

Com mais de 50 milhões de visualizações, os seus vídeos espalharam-se pelo mundo; atuou para Barack Obama e Hillary Clinton e é convidado por multinacionais para proferir palestras motivacionais sobre criatividade e narrativa.



«À medida que a tecnologia avança, os empregos tenderão a desaparecer. E onde é que isso nos deixa, como povos e países, como humanidade? O que acontecerá quando esses empregos se extinguirem?»



«[A poesia] pode ser importante se conseguirmos contar histórias de forma honesta, histórias com as quais as outras pessoas possam empatizar, sentindo-se inspiradas por elas. Acho que a empatia é aquilo de que mais necessitamos. Porque no fundo todos queremos as mesmas coisas: amor, felicidade, segurança, a possibilidade de seguirmos os nossos sonhos, liberdade», assinala.

Trata-se de mensagens que considera ser «muito importante» colocar na sua poesia, tentando «que as pessoas se sintam menos sós», e tal como aconteceu com as «experiências dolorosas» que viveu durante o crescimento, possam transformar «muita da escuridão em luz».

Mais do que o sucesso pessoal, observa, interessa-lhe «o sucesso da poesia como género»: «Espero ansiosamente que chegue cada vez a mais gente, no campo da cultura popular», afirma In-Q (abreviatura de “In Question”), que falará numa sessão sobre a “Corrida entre o homem e as máquinas”.

«À medida que a tecnologia avança, os empregos tenderão a desaparecer. E onde é que isso nos deixa, como povos e países, como humanidade? O que acontecerá quando esses empregos se extinguirem?», questiona.

No encontro da Fundação Francisco Manuel dos Santos participam personalidades como Jimmy Wales, co-fundador da Wikipédia, bem como economistas, especialistas em inteligência artificial e artistas nacionais e estrangeiros de relevo.








 

Rui Jorge Martins
Fonte: Expresso
Imagem: In-Q | D.R.
Publicado em 10.09.2018

 

 
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