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Ídolos como poder, dinheiro e ideologias são enganadores e estragam a vida, sublinha papa

Ídolos como poder, dinheiro e ideologias são enganadores e estragam a vida, sublinha papa

Imagem Papa Francisco | D.R.

«Se se coloca a esperança nos ídolos, fica-se como eles», e a pessoa a eles presa torna-se «incapaz de ajudar, mudar as coisas, sorrir, dar-se», afirmou hoje o papa na audiência-geral realizada no Vaticano.

A Bíblia adverte «contra as falsas esperanças» que o mundo apresenta, «desmascarando a sua inutilidade e mostrando a sua insensatez. E fá-lo de várias maneiras, mas sobretudo denunciando a falsidade dos ídolos nos quais o homem é continuamente tentado a colocar a sus confiança, fazendo deles o objeto da sua esperança», frisou Francisco.

«E também nós, homens de Igreja, corremos este risco quando nos “mundanizamos”. É preciso permanecer no mundo mas defender-se das ilusões do mundo, que são estes ídolos», acrescentou.

O papa salientou que «fé é confiar em Deus – quem tem fé confia em Deus -, mas chega o momento em que, confrontando-se com as dificuldades da vida, o homem experimenta a fragilidade dessa confiança e sente a necessidade de certezas diferentes, de seguranças tangíveis, concretas».

«Então somos tentados a procurar consolações também efémeras, que parecem preencher o vazio da solidão e aliviar a dificuldade do crer. E pensamos poder encontrá-las na segurança que pode dar, por exemplo, o dinheiro, nas alianças com os poderosos, na mundanidade, nas falsas ideologias», apontou.

O conforto das falsas esperanças depressa se esgota: «Por vezes procuramo-las [consolações] num deus que possa dobrar-se aos nossos pedidos e magicamente intervir para mudar a realidade e torna-la como nós a queremos; um ídolo, precisamente, que enquanto tal não pode fazer nada, impotente e mentiroso».

Para Francisco, a idolatria, que «confunde a mente e o coração, e em vez de favorecer a vida, conduz à morte», não se reduz «às ideologias, com a sua pretensão de absoluto», às «riquezas», ao «poder» e «sucesso», com «as suas ilusões de eternidade e omnipotência», ou à «beleza física e saúde», quando a elas se sacrifica tudo.

Também quem está muito para além do poder humano é submetido à tentativa de captura e diminuição: «Quando reduzimos Deus aos nossos esquemas e às nossas ideias de divindade; um deus que se nos assemelha, compreensível, previsível».

Se quem confia nos ídolos se torna como eles, quem confia em Deus, «que nunca desilude», torna-se cada vez como Ele, concluiu Francisco.

Na saudação em língua italiana, o papa lembrou que os ingressos para assistir à audiência geral são gratuitos, mas há quem os tente vender: «Aqui vem-se sem pagar porque esta é a casa de todos».









 

Rui Jorge Martins
Publicado em 11.01.2017

 

 
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