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Guia histórico sobre ordens religiosas em Portugal, das origens ao séc. XVI, foi reeditado

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Guia histórico sobre ordens religiosas em Portugal, das origens ao séc. XVI, foi reeditado

A editora Livros Horizonte lançou recentemente a terceira edição, «revista e ampliada», da obra "Ordens religiosas em Portugal - Das origens a Trento - Guia histórico", livro originalmente publicado em 2005 com a direção de Bernardo Vasconcelos e Sousa.

A investigação (592 págs., 39,50 €), com origem num projeto do Centro de Estudos de História Religiosa, da Universidade Católica Portuguesa, contou com a participação de Isabel Castro Pina, Maria Filomena Andrade e Maria Leonor Ferraz de Oliveira Silva Santos.

«Consciente da importância que as ordens religiosas tiveram nos mais variados aspectos da história medieval de Portugal, não posso deixar de me regozijar pela publicação deste Guia. Estou firmemente convencido que prestará serviços inestimáveis tanto a historiadores como a investigadores interessados na conservação do património e no estudo da história local», sublinha José Mattoso, no prefácio.

O historiador considera que o volume «reúne informações de base com indicações do que o leitor, desejoso de saber mais, precisa de ter em conta para avançar com segurança nas suas pesquisas».

«Também estou em condições privilegiadas para poder recomendar uma obra cujos méritos sei apreciar com objetividade, porque conheço as numerosas dificuldades que os seus autores tiveram de vencer e posso garantir as suas qualidades de rigor e de crítica, no trabalho que têm vindo a desenvolver», realça José Mattoso.

A investigação inicia-se com o monaquismo pré-beneditino e termina com as últimas fundações monástico-conventuais que se deram em Portugal Continental e Ilhas até ao final do reinado de D. Manuel (1521), antes da abertura do Concílio de Trento.

A «carência de informações objetivas» sobre o tema tem dado lugar «a confusões, interrogações sem resposta e mesmo a erros grosseiros em inúmeros casos em que se esperaria o contrário», lacunas que «são particularmente sensíveis para a época medieval e para o princípio da época moderna, que foi, afinal, o período em que as ordens religiosas tiveram maior importância cultural, social, económica e política», lê-se no texto de apresentação do projeto, publicado na edição de 2001/02 da revista Lusitania Sacra.

A equipa de historiadores realçava que «o contacto com monumentos e obras de arte deixados em todo o território nacional pelas ordens religiosas é uma experiência de todos os dias», mas «a curiosidade do público pelo património artístico fica muitas vezes insatisfeita pela falta de respostas às suas interrogações».

«Os responsáveis pelos programas de turismo cultural e as câmaras municipais que desejam valorizar o património local não encontram disponíveis os dados necessários para o seu trabalho nesta área. O mesmo sucede, pelo menos em alguns casos, com os organismos centrais responsáveis pela preservação e restauro», acrescentavam.

O projeto visava «obter um levantamento tanto quanto possível completo de todas as ordens e casas fundadas durante o período considerado e fornecer, com base em provas documentais seguras, um leque de informações que sejam o reflexo de uma revisão crítica dos conhecimentos que a história tradicional ou as crónicas apontavam até agora como certos».

«Enquanto instrumento de trabalho científico», o volume assume-se como instrumento para «historiadores, historiadores de arte e arqueólogos especialmente interessados na estruturação e desenvolvimento do campo da história religiosa, para arquivistas e bibliotecários responsáveis pela organização e difusão da documentação de origem monástica, para responsáveis pela política de recuperação e valorização do património cultural arquitectónico, para câmaras municipais, enquanto entidades responsáveis pela valorização do património local, para responsáveis pelos programas de turismo cultural e para arquitectos e outros técnicos com incumbências no âmbito do restauro de mosteiros e conventos», explicavam os autores.

A utilidade do livro, todavia, não se resume aos profissionais: «Na sua vertente de instrumento de divulgação de conhecimentos a um nível mais geral, o guia a elaborar deverá ainda satisfazer a curiosidade dos turistas e de todo o grande público acerca das ordens monásticas e do património móvel ou imóvel que estas nos legaram».

As ordens de S. Bento, Cister, Pregadores, do Carmo, dos Eremitas de Santo Agostinho, da Santíssima Trindade para a Redenção dos Cativos, e dos Mercedários, as ordens dos Cónegos Regulares do Santo Sepulcro, Premonstratenses  e de Roncevales, as províncias da Arrábida e da Ordem Terceira, bem como as congregações militares do Templo, do Hospital, de Santiago, de Avis e de Cristo são algumas das instituições analisadas.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 30.06.2016

 

 

 
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A «carência de informações objetivas» sobre o tema tem dado lugar «a confusões, interrogações sem resposta e mesmo a erros grosseiros em inúmeros casos em que se esperaria o contrário», lacunas que «são particularmente sensíveis para a época medieval e para o princípio da época moderna, que foi, afinal, o período em que as ordens religiosas tiveram maior importância cultural, social, económica e política»
A utilidade do livro não se resume aos profissionais: «Na sua vertente de instrumento de divulgação de conhecimentos a um nível mais geral, o guia a elaborar deverá ainda satisfazer a curiosidade dos turistas e de todo o grande público acerca das ordens monásticas e do património móvel ou imóvel que estas nos legaram»
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