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Fundação Calouste Gulbenkian: 60 anos a apoiar a Educação, Ciência e Arte

Imagem Fundação Calouste Gulbenkian | Lisboa | D.R.

Fundação Calouste Gulbenkian: 60 anos a apoiar a Educação, Ciência e Arte

Calouste S. Gulbenkian foi um profundo admirador da criação artística e a Fundação que criou em Portugal liga esta dimensão à Educação, à Ciência e à Beneficência.

Desde as peças da Antiguidade até aos artistas seus contemporâneos, como Rodin ou René Lalique, este cristão ortodoxo arménio tinha como lema: “Only the best”. Para a sua coleção apenas desejava possuir o melhor, desde um conjunto de moedas gregas, adquiridas em 1896 até aos maiores pintores e escultores, de Ghirlandaio a Rembrandt.

Na coleção deixada à Fundação com sede em Lisboa encontramos um diálogo constante entre o Ocidente e o Oriente. O cosmopolitismo desta coleção e deste Museu baseia-se num diálogo de culturas e criadores, numa história sincrónica e diacrónica, numa essencial mensagem humanista.

O gosto de Gulbenkian sente-se no seu jardim em Les Enclos na Normandia, que hoje se prolonga e recria no magnífico jardim de Fundação em Lisboa. De um lado está a invocação de Gulbenkian por Leopoldo de Almeida, num cenário egípcio; de outro está a construção sempre incompleta dedicada a José de Azeredo Perdigão, da autoria de Cabrita Reis.

No Museu (na Exposição "Linhas do Tempo", bem como na mostra "Portugal em Flagrante") o diálogo entre tempos e culturas está simbolizado no "Apolo" de Jean Antoine Houdon e no "Profeta S. João" de Pablo Gargallo, que representam duas leituras diferentes da escultura, ora numa visão clássica ora numa visão moderna.

Desde a coleção do Fundador à Coleção Moderna, dedicada a José de Azeredo Perdigão, passando pela música, pelas bolsas, pelo Instituto Gulbenkian de Ciência, trata-se de procurar ser fiel ao lema exigente de Gulbenkian – só o melhor.

Nascido em 1869, e falecido a 20 de julho de 1955, Calouste Gulbenkian formou-se no King’s College de Londres, sendo originário de uma família de comerciantes que vivia em Istambul. É célebre o seu livro de viagens na Transcaucásia (1891).

Através da sua experiência pôde ainda organizar as indústrias americanas e russas no Golfo Pérsico. Na Primeira Guerra Mundial sugeriu à França com sucesso um gabinete para o controlo da produção de petróleo e em 1928 foi decisivo nas negociações entre as principais companhias petrolíferas do mundo para a sucessão da Turkish Petroleum –Cabendo 23,5% a cada uma das quatro e 5 por cento a Calouste Gulbenkian.

Colecionador de Arte e Filantropo, pode dizer-se que a sua coleção é singularíssima por ser das únicas que articula o Ocidente e o Oriente a partir da placa giratória do Médio Oriente e do Crescente Fértil. Por outro lado, o apoio às grandes causas da Humanidade fazem da Fundação e do seu inspirador um exemplo de solidariedade e respeito mútuo.

 

Guilherme d'Oliveira Martins
Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian
Publicado em 21.07.2016

 

 

 
Imagem Fundação Calouste Gulbenkian | Lisboa | D.R.
Colecionador de Arte e Filantropo, pode dizer-se que a sua coleção é singularíssima por ser das únicas que articula o Ocidente e o Oriente a partir da placa giratória do Médio Oriente e do Crescente Fértil. Por outro lado, o apoio às grandes causas da Humanidade fazem da Fundação e do seu inspirador um exemplo de solidariedade e respeito mútuo
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