Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Terra Santa: Franciscanos vão abrir novo museu em Jerusalém

Terra Santa: Franciscanos vão abrir novo museu em Jerusalém

Imagem © Museu Terra Sancta

A Custódia da Terra Santa, província dos Franciscanos a que a Igreja católica confia a preservação dos lugares de Jerusalém relacionados com a fé cristã, prepara-se para abrir um novo museu na “Cidade da Paz”, revela a página “The Art Newspaper”.

A partir da peregrinação a Jerusalém do fundador da congregação, S. Francisco de Assis, há oito séculos, os Franciscanos tornaram-se guardiães de paramentos, peças litúrgicas, livros, manuscritos, fotografias, mapas, esculturas e olaria que raramente têm sido mostrados ao público.

O novo museu, dividido em dois locais, está a ser construído em mosteiros pertencentes à Custódia da Terra Santa, Flagelação e S. Salvador (inauguração prevista para 2019), próximos entre si, cuja arquitetura mantém secções que remontam aos períodos romano, bizantino e do tempo das cruzadas.

Os espaços, que totalizarão mais de 2500 metros quadrados, serão compostos por três exposições principais: multimédia – Jerusalém e a Via Sacra, desde Herodes à atualidade; arqueologia – locais evangélicos da Terra Santa; história – a Custódia da Terra Santa.

Apesar de a Terra Santa ter estado no epicentro de várias guerras ao longo dos séculos, as coleções dos Franciscanos nunca foram atingidas: «Os turcos nunca entraram no mosteiro», explica o frade Stéphane Milovich, responsável pelo departamento cultural da Custódia.



Ao mesmo tempo que várias peças da Custódia estão emprestadas para exposições no estrangeiro, o património continua a crescer, com a chegada de livros provenientes de comunidades franciscanas na Síria, ameaçadas pela guerra



«Possuímos muitos materiais do século XIII. Em França houve a Revolução, a expulsão de comunidades religiosas e períodos em que as igrejas foram destruídas e as suas propriedades foram tomadas pelo Estado ou destruídas. Nós estamos aqui há muito tempo. A Igreja nunca teve muito poder, mas nunca foi alvo de destruição», afirmou.

«Temos raízes culturais profundas, enquanto que na Europa não há lugares com muitos objetos do século XIII», observou o religioso, acrescentando que em Jerusalém há peças «que permaneceram nas suas funções e não foram congeladas num contexto museológico».

Além de atrair turistas e contribuir para o sustento económico dos Franciscanos, o museu “Terra Sancta”, com renovação e ampliação orçamentada em oito milhões de euros, poderá proporcionar emprego para os cristãos de Jerusalém, que se estimam serem 1,5% da população, menos 5% do que há uma década.

Ao mesmo tempo que várias peças da Custódia estão emprestadas para exposições no estrangeiro, o património continua a crescer, com a chegada de livros provenientes de comunidades franciscanas na Síria, ameaçadas pela guerra.

A par da atividade museológica, a Custódia apoia atividades formativas e sociais com vista a manter presença cristã na Terra Santa, como escolas, construção de casas e combate à pobreza.

«Aos peregrinos cristãos que chegam de diversas partes do mundo são oferecidos orientação espiritual e casas de acolhimento, junto à garantia e à graça de poder celebrar nos Lugares Santos os mistérios da redenção», refere a página da instituição.



 

Rui Jorge Martins
Publicado em 11.01.2017

 

 

 
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Mais Cultura
Vídeos