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Fotógrafos de renome mundial dão visibilidade às palavras do papa para o Jubileu da Misericórdia

Imagem D.R.

Fotógrafos de renome mundial dão visibilidade às palavras do papa para o Jubileu da Misericórdia

O projeto de narração visual em movimento “#MyJubilee - Immagini del Mondo” (“Meu Jubileu – Imagens do mundo”), dedicado a temas refletidos pelo Jubileu da Misericórdia, que a Igreja católica assinala até 27 de novembro, foi inaugurado este domingo, em Itália.

O objetivo da iniciativa é «dar visibilidade às palavras do papa através das imagens de grandes fotógrafos, colaboradores de uma das maiores agências fotográficas do mundo, a Magnum», refere a mais recente edição do jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano.

«A mostra – um grande fresco multimédia realizado através de um dos instrumentos de comunicação mais poderosos e diretos, a fotografia – nasce com o intento de envolver, com uma narrativa de autor, um público atento à dimensão histórica e social do presente», lê-se na página do projeto.

Nascido e concebido pela ArtsFor_, o vídeo de 12 minutos, que conta com o patrocínio do Conselho Pontifício da Cultura, está dividido em cinco capítulos que recolhem mais de 150 fotografias de grande impacto, obtidas por profissionais como Steve McCurry.

O olhar dos fotógrafos «abraça temas universais que envolvem de perto/longe toda a humanidade, da emergência alimentar às migrações, às muralhas que ainda hoje dividem cidades, povos e nações do mundo».

«Do Midwest americano, onde o alimento é por vezes excessivo, aos bairros de barracas angolanos, onde o alimento é muitas vezes demasiado pouco, de imagem em imagem, #MyJubilee oferece uma narrativa que abraça cada latitude, documentando as distopias do presente, entre horizontes amplos e narrativas íntimas, destinos dos povos e histórias individuais, emergências humanitárias e solidões privadas», assinala a página da mostra.

A par da dor, da marginalização e das emergências que pesam sobre o mundo, «há espaço também para a coragem, a esperança, o gesto de acolhimento, do assumir sobre si o cuidado dos outros ao ensino».

«Do Congo ao Paquistão, à Índia, onde as crianças de uma escola hinduísta iniciam o dia com uma saudação ao sol, #My Jubilee é uma viagem, uma leitura do presente e das suas consequências sobre o futuro: um convite à consciência e à reflexão», acrescenta o texto de apresentação.

Em paralelo com a mostra, atualmente patente em aeroportos de Milão e Bérgamo, foi lançado na rede social de fotografia Instagram um desafio a partilhar a participação no ano jubilar da misericórdia, com o objetivo de construir um grande álbum coletivo, que congrega as participações sob a referência #MyJubilee.

Com este projeto abre-se uma colaboração entre fotógrafos reconhecidos, talvez «distantes da religião e – precisamente devido ao seu duro mester – desencantados» e o papa, sublinha o jornal do Vaticano.

«Trata-se de uma novidade importante» que pode levar longe «a misericórdia» invocada por Francisco, tocando pessoas que apesar de não se sentirem parte da Igreja dão testemunho da sua mensagem, aponta o texto.

Desta forma, realça Lucetta Scaraffia, «com passos pequenos mas significativos, a revolução da misericórdia caminha: vendo aqueles rostos devastados, aqueles gestos desesperados, cada ser humano sente-se interpelado na profundidade do seu coração. E torna-se assim mais difícil construir muros, perseguir refugiados e dar o próprio voto a quem promete fazê-lo».

«No nosso mundo, as palavras não contam, nem sequer as do papa. Estamos habituados a sermos tocados no coração só através das imagens, filmadas e fotografadas. Só vendo é que o nosso coração se comove, só depois de ter visto com os nossos olhos somos capazes de fazer alguma coisa de bom», sustenta a autora.

Por outro lado, continua o texto do jornal do Vaticano, «nem sempre as imagens da televisão e dos jornais restituem fielmente o que acontece», a começar pela dificuldade de acesso aos locais onde as desgraças ocorrem. «E nem sempre os fotógrafos sabem colher num rosto, numa mão, num gesto, o poder do drama. Só o sabem fazer os grandes fotógrafos, os artistas».

A agência Magnum nasceu em 1947 como cooperativa que juntou alguns dos mais prestigiados fotógrafos do tempo, como Robert Capa, Henri Cartier-Bresson e David Seymor, continuando hoje entre as mais importantes do mundo.

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 22.04.2016

 

 

 
Imagem D.R.
Com passos pequenos mas significativos, a revolução da misericórdia caminha: vendo aqueles rostos devastados, aqueles gestos desesperados, cada ser humano sente-se interpelado na profundidade do seu coração. E torna-se assim mais difícil construir muros, perseguir refugiados e dar o próprio voto a quem promete fazê-lo
No nosso mundo, as palavras não contam, nem sequer as do papa. Estamos habituados a sermos tocados no coração só através das imagens, filmadas e fotografadas. Só vendo é que o nosso coração se comove, só depois de ter visto com os nossos olhos somos capazes de fazer alguma coisa de bom
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