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Cinema: Filmes para a família e outras propostas neste Natal

Cinema: Filmes para a família e outras propostas neste Natal

Imagem Denis Rozhnovsky/Bigstock.com

Todos os anos, no Natal, o cinema reveste-se de festa, apresentando nas salas filmes aguardados e geralmente de grande envergadura. Este ano o menu cinematográfico é particularmente rico e diversificado, com propostas adaptadas a cada tipo de público.

A SIR, agência noticiosa italiana da Igreja católica, e a comissão da Conferência Episcopal transalpina responsável por avaliar os filmes, assinalam os títulos de maior relevo. A Pastoral da Cultura transcreve a crítica daqueles que estão atualmente em exibição em Portugal.

O desenho animado “A estrela de Natal” (EUA, 2017, 84’) é a história do nascimento de Jesus vista na perspetiva dos animais do tempo. É uma narrativa alegre e festiva que quer celebrar a verdadeira revolução da humanidade, declinando-a numa colorida paisagem e com uma banda sonora adequada. Do ponto de vista pastoral o filme é aconselhável e, ao mesmo tempo, simples.









Da Disney-Pixar vem “Coco” (EUA, 2017, 109’), fábula musical situada no México que tem como protagonista o pequeno Miguel, que sonhe tornar-se músico. Na sua aventura, a criança entra em contracto com os familiares defuntos na Terra do Além. Temas delicados, como a morte e o sentido da memória familiar, numa narração cheia de cores e atmosfera positiva.









“Ferdinando” (EUA, 2017, 106’), desenho animado da 20th Century Fox, inspira-se na narrativa de Leaf Munro e Robert Lawson: o protagonista é um touro que vive feliz no campo, em Espanha, com a menina Nina. Ao crescer, é levado à arena para a faena, mas o simpático touro fará tudo para regressar a casa. Um “road movie” com bons sentimentos e efeitos cómicos simpáticos.









Da literatura inglesa chega uma história com atmosfera adaptada à época. “O homem que inventou o Natal” (Reino Unido, 2017, 114’) concentra-se no nascimento do célebre “Conto de Natal”, no momento em que Charles Dickens concebeu o irritadiço personagem Ebenezer Scrooge. Narrativa envolvente e encenação precisa. Agradará a muitos.









Também do Reino Unido, em parceria com os EUA, exibe-se “Um crime no Expresso do Oriente” (2017, 114’), clássico de Agatha Christie que leva ao grande ecrã atores de primeiro plano, com Judi Dench, Michelle Pfeiffer, Johnny Depp, Penélope Cruz e Willem Dafoe. Suspense e mistério, com uma narrativa impecável.









Entre os filmes mais esperados nestes dias está sem dúvida “Star wars: os últimos Jedi” (Reino Unido, Estados Unidos da América, México, Irlanda, 2017, 152’), oitavo capítulo da saga idealizada por George Lucas. Reencontramos a jovem Ray, que se coloca à procura do histórico Luke Skywalker, enquanto que do outro lado Kylo Ren, herdeiro da princesa Leia, e Han Solo, renega definitivamente a sua família e mergulha no lado negro da Força. Para amantes da saga.









Nas salas está também Woody Allen com “Roda gigante” (EUA, 2017, 101’), comédia amarga que tem como protagonista uma camareira, Ginny, nos EUA dos anos 50. Entre melancolia e incursões dramáticas, esta narrativa cáustica fala de renúncias e desilusões, fazendo o retrato de uma América desvanecida no tempo.









De matriz educacional, “Wonder – Encantador” (EUA, 2017, 113’), conta a história do pequeno Auggie, forçado a passar por numerosas operações no rosto por causa de uma doença, escondendo-se dos outros por medo de ser ridicularizado. Junto dele, sólidos e presentes, os pais, interpretados por Júlia Roberts e Owen Wilson. Uma história que se joga entre a família e a amizade.









Na próxima quinta-feira, 28 de dezembro, estreia “Há quem prefira de véu” (França, 2017, 88’). A iraniana Sou Abadi narra a história de um amor travado por diferenças culturais e religiosas, num quadro de forte carga humorística. Temas atuais e não pouco delicados, mas apresentados com uma chave divertida e não ofensiva. Para debates.









 

Massimo Giraldi, Sergio Perugini
In SIR
Trad. / edição: SNPC
Publicado em 22.12.2017

 

 
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