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Papa assinala 78 anos com desejo de que famílias acolham Cristo e reza pelas vítimas e executantes de ataques terroristas

Imagem Papa Francisco | D.R.

Papa assinala 78 anos com desejo de que famílias acolham Cristo e reza pelas vítimas e executantes de ataques terroristas

«Que a proximidade do nascimento de Jesus avive em todas as nossas famílias o desejo de recebê-lo com um coração puro e agradecido», afirmou hoje o papa Francisco perante milhares de pessoas reunidas na Praça de S. Pedro, no Vaticano, no dia em que celebra 78 anos.

Os fiéis, entre os quais muitos dançadores de milonga que partir das 16h00 desta tarde (15h00 em Portugal continental) protagonizarão um “flashmob” dedicado à milonga argentina, que o papa aprecia particularmente, deram os parabéns a Francisco em várias línguas.

Um grupo de seminaristas argentinos, com os quais o papa conversou durante alguns minutos, ofereceu-lhe um bolo, e ele apagou as velas e bebeu chá mate, bebida típica do seu país natal, relata o site “Il Sismografo”.

Na audiência geral, Francisco frisou que o nascimento de Jesus «abre um novo começo na história universal do homem e da mulher».

O papa lembrou que as catequeses das quartas-feiras passaram a ser dedicadas à família, tendo em vista o sínodo sobre o mesmo tema que decorrerá em outubro de 2015, no Vaticano.

«A proximidade do Natal recorda-nos que Deus quis nascer numa família», numa «pequena» povoação do Império Romano, assinalou: «Não em Roma, não numa grande cidade, mas numa periferia quase invisível» e até «de má fama».

Jesus permaneceu cerca de 30 anos em Nazaré, «levando uma vida normal, no seio de uma família israelita piedosa e trabalhadora».

«Os Evangelhos, na sua sobriedade, nada referem sobre a adolescência de Jesus e deixam esta tarefa à nossa afetuosa meditação. A arte, a literatura, a música percorreram este caminho da imaginação», apontou.

Francisco sublinhou que a família de Jesus, que teve de «superar muitas dificuldades por causa dele», não era «irreal» ou pertencia a uma «fábula»: «Eles ajudam-nos a redescobrir a vocação e a missão da família, de toda a família».

«Cada família cristã – como fizeram Maria e José – pode antes de tudo acolher Jesus, ouvi-lo, falar com Ele, guardá-lo, protegê-lo, crescer com Ele; e assim melhorar o mundo. Façamos espaço no nosso coração e nos nossos dias ao Senhor. Assim fizeram também Maria e José, e não foi fácil», acentuou.

O que aconteceu durante 30 anos, com a presença de Jesus entre os seus, pode continuar a ser verdade hoje: «Tornar normal o amor, e não o ódio, tornar comum a ajuda mútua, não a indiferença ou a inimizade. Não é por acaso que “Nazaré” significa “aquele que guarda”, como Maria que, diz o Evangelho, guardava no seu coração todas estas coisas».

«Todas as vezes que há uma família que guarda no coração este mistério da vocação e missão da família, ainda que seja na periferia do mundo, está a realizar-se o mistério do Filho de Deus. E Ele vem para salvar o mundo», realçou.

Após a catequese, o papa dirigiu-se, como habitualmente, aos peregrinos de língua portuguesa: «De coração vos saúdo a todos, confiando ao bom Deus a vossa vida e a dos vossos familiares. Muito obrigado pelos votos formulados pelo meu aniversário e para as próximas festas natalícias, que retribuo desejando-vos um Santo Natal e um Ano Novo repleto das bênçãos do Deus Menino».

No fim da audiência, o papa rezou pelas «vítimas dos desumanos atos terroristas» que ocorreram nos últimos dias na Austrália, Paquistão e Iémen: «O Senhor acolha na sua paz os defuntos, conforte os familiares e converta os corações dos violentos, que não se detém nem sequer diante das crianças».

Imagem Praça de S. Pedro, Vaticano, 17.12.2014 | AP Photo/Alessandra Tarantino | D.R.

 

Edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 17.12.2014

 

 
Imagem Papa Francisco | D.R.
Francisco sublinhou que a família de Jesus, que teve de «superar muitas dificuldades por causa dele», não era «irreal» ou pertencia a uma «fábula»
O que aconteceu durante 30 anos, com a presença de Jesus entre os seus, pode continuar a ser verdade hoje: «Tornar normal o amor, e não o ódio, tornar comum a ajuda mútua, não a indiferença ou a inimizade. Não é por acaso que “Nazaré” significa “aquele que guarda”
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