Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Faculdade de Teologia organiza congresso sobre Dalila Pereira da Costa, escritora, ensaísta e poetisa

A Faculdade de Teologia e o Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica organizam de domingo a terça-feira, no Porto, o Congresso do Centenário do Nascimento da escritora, ensaísta e poetisa Dalila Pereira da Costa.

A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, conta com a intervenção de cerca de meia centena de especialistas e abre, precisamente no dia em que se assinalam os 100 anos de nascimento (4 de março), com a visita à casa da autora, seguida de uma celebração evocativa na capela de Nossa Senhora da Conceição.

“Dalila Pereira da Costa no pensamento português moderno-contemporâneo”, “Iniciação à poesia de Dalila Pereira da Costa: imagens, símbolos, mitos”, “O sagrado feminino” e “A leitura daliliana de S. João da Cruz” são alguns dos temas das comunicações do segundo dia.

Também na segunda-feira serão apresentados os livros “A segunda vinda da saudade” (Afonso Rocha), “Correspondência entre Dalila Pereira da Costa e Maria Cecília Correia” e “No regaço de Ataegina: Em memória de Dalila” (Maria José Leal).

No último dia apresentam-se temas como “Singularidade do pensamento de Dalila Pereira da Costa”, “A mística em Dalila Pereira da Costa”, “Dalila Pereira da Costa e Fernando Pessoa” e “A dinâmica soteriológica e escatológica da saudade em Dalila Pereira da Costa”.

António Quadros, citado por Arnaldo de Pinho, escreveu que na personalidade de Dalila encontram-se, «harmoniosamente, tanto a inteligência hermenêutica apoiada na mais sólida cultura, como a predisposição e saber de experiência feito de quem é, ela própria, uma espiritual, uma mística».



«O que vejo, é que tudo depende desta força, a graça. É ela que tudo dá e mesmo que tudo condiciona, tudo permite. Age como força que vai penetrando, ultrapassando todas as nossas camadas, anulando-as, até chegar àquela primeira, o nosso último ponto, o mais interior»



O facto de ter iniciado a sua obra aos 52 anos (“O esoterismo de Fernando Pessoa”, 1971), «em plena maturidade existencial, tem uma explicação: tratou-se para ela do cumprimento dum dever imperioso, de uma ordem recebida em experiência extática, ao longo da vida e em instantes privilegiados», apontou, por seu lado, o cónego Ângelo Alves.

«A originalidade mais profunda de Dalila» talvez «tenha estado na superação do dualismo paganismo/cristianismo, mito/razão, pela saudade, como espécie de sintetizador de toda a história de Portugal», considera Arnaldo de Pinho.

Dalila Pereira da Costa viveu em S. Paulo entre 1959 e 1965, e mais tarde na Bélgica, antes de se mudar para o Porto, tendo legado o seu espólio e a casa onde viveu à Universidade Católica.

“Da serpente à Imaculada” (1984), “Místicos portugueses do século XVI” (1986), “A ladainha de Setúbal” (1989), “Mensagens do anjo da aurora” (2000) e “Espirituais portugueses – Antologia” (2005) são algumas das suas cerca de 30 obras publicadas.

«O que vejo, é que tudo depende desta força, a graça. É ela que tudo dá e mesmo que tudo condiciona, tudo permite. Age como força que vai penetrando, ultrapassando todas as nossas camadas, anulando-as, até chegar àquela primeira, o nosso último ponto, o mais interior», assinalou Dalila no livro “A força do mundo”.

A graça, sublinhava, é «como um fogo que vem desapossar-nos, libertar-nos do nosso ser terrestre, realizando essa morte na vida. Por ela é uma força de identidade. Anula em nós tudo o que em nós é diferente, outro que Ele. Para que seja possível a identificação última, a iluminação, que é uma divinização. Deus é sempre o nosso fim e o caminho para Ele mesmo. Unicamente por Ele se chega a Ele».

A entrada nas sessões é livre mas sujeita a inscrição prévia.



Imagem Programa | D.R.

Imagem Programa | D.R.







 

SNPC
Imagem: D.R.
Publicado em 01.03.2018

 

 

 
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Mais Cultura
Vídeos