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"Onde está o teu irmão? A Arte da Fraternidade": Pintura e escultura contemporâneas assinalam Ano da Misericórdia

Imagem Cartaz (det.) | D.R.

"Onde está o teu irmão? A Arte da Fraternidade": Pintura e escultura contemporâneas assinalam Ano da Misericórdia

Os claustros do convento de S. Domingos, em Viana do Castelo, acolhem a partir deste domingo, 17 de julho, a exposição de pintura e escultura "Onde está o teu irmão? A arte da Fraternidade".

A inauguração, que ocorre na véspera da festa litúrgica do Beato Bartolomeu dos Mártires, sepultado, precisamente, no altar da igreja de S. Domingos, será inaugurada às 17h00 pelo bispo diocesano, D. Anacleto Oliveira.

«Com esta exposição de pintura e escultura, a paróquia de Nossa Senhora de Monserrate propõe-se cumprir dois objetivos que lhe estão no coração», escreve o pároco da paróquia de Nossa Senhora de Monserrate, onde a igreja e o convento estão situados.

O primeiro propósito, assinala o padre Vasco Gonçalves, «é dar continuidade ao desafio que tem assumido nos últimos anos: abrir as portas do Convento», para que a população local e os turistas «possam usufruir da sua beleza singular».

«O segundo objetivo tem como tela de fundo este Ano Santo da Misericórdia: todos somos interpelados a encontrar Deus no rosto do irmão. Pretendemos, assim, promover o diálogo da Arte com a Fé, porque sabemos que ambas se cruzam na ténue fronteira onde começa o que de mais profundo e humano existe no Homem», realça o texto inserido no catálogo da exposição.

Para o sacerdote, «"onde está o teu irmão?" é a pergunta de Deus a Caim e não deixa de ser a interrogação que se esconde nas entranhas do Homem».

Os cinco artistas participantes na iniciativa, Carmen dos Santos (n. 1968), Leonor Sousa (1961), Luciano Duarte (n. 1970), Jorge Braga (n. 1965) e Jorge Marques (n. 1966), «ajudam a compreender que a Fraternidade é uma Arte tal como a própria vida e exige uma aprendizagem».

«A Arte convoca-nos para descer ao mais nobre que se oculta nas profundezas do Homem, ajudando a descobrir sentidos onde eles se perdem. O artista tem como missão revelar o mistério oculto no nosso ser, uma tarefa "sagrada". Heidegger chama-lhe o exercício da "poesis" (o mundo em estado de devir) e considera o artista como um "poietes", porque fazedor de mundos, aponta o padre Vasco Gonçalves.

O texto termina com um desejo e um apelo: «Prezado visitante, desejo que esta “Arte da Fraternidade” te ajude a descobrir, no mais fundo de ti, uma interrogação sagrada. Lembra-te que a idade da história traz um rio dourado que corre no coração da Humanidade e murmura: "Onde está o teu irmão?"».

A mostra pode ser visitada das 10h00 às 12h00 e das 14h30 às 18h00, até 28 de agosto.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 15.07.2016

 

 

 
Imagem Cartaz (det.) | D.R.
A Arte convoca-nos para descer ao mais nobre que se oculta nas profundezas do Homem, ajudando a descobrir sentidos onde eles se perdem. O artista tem como missão revelar o mistério oculto no nosso ser, uma tarefa "sagrada"
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