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"Mater Dei": Cardeal-patriarca inaugurou exposição com 25 visões contemporâneas sobre Maria

"Mater Dei": Cardeal-patriarca inaugurou exposição com 25 visões contemporâneas sobre Maria

Imagem D.R.

O cardeal-patriarca, D. Manuel Clemente, inaugurou esta sexta-feira a exposição "Mater Dei", que reúne 25 expressões plásticas contemporâneas em torno da figura de Maria, expostas na igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha, em Lisboa.

Na sessão estiveram também presentes Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal, e Pedro Santana Lopes, provedor da Misericórdia de Lisboa, instituição que patrocinou o restauro da igreja, a sua primeira casa na capital e a única da Baixa que sobreviveu parcialmente ao terramoto de 1755.

Rui Chafes, prémio Pessoa de 2015, é um dos artistas que respondeu afirmativamente ao convite, juntamente como José de Guimarães, Pedro Calapez, Clara Menéres, Emília Nadal, Graça Pereira Coutinho e Ilda David.

Cristina Ataíde, Graça Costa Cabral, Inez Teixeira, Joana Leitão Salvador, João Jacinto, Jorge Martins, Manuel Amado, Manuel Baptista, Manuel Costa Cabral, Maria José Oliveira, Maria Pia Oliveira, Rui Sanches, Teresa Pavão, Francisco Noronha Andrade, João Queiroz, Miguel Telles da Gama e Rui Matos completam o elenco de criadores.

A exposição "Mãe de Deus" realiza-se no contexto dos 300 anos do Patriarcado de Lisboa, que se assinalam em 2016, e do centenário das aparições da Virgem Maria em Fátima, em 2017.



«Há obras de diferentes intensidades e interioridades, muitos afirmaram-se agnósticos, não-crentes, outros reclamaram-se crentes e até católicos. O mais interessante será perceber a diversidade e as interrogações que uma exposição atravessada por este tema coloca sobre os artistas e o sagrado, as relações entre a Igreja e a arte contemporânea, e como é tudo isto pode funcionar»



Planeada pelo responsável da igreja da Conceição Velha, padre Mário Rui Pedras, pelo artista Francisco de Noronha e Andrade e pela jornalista Maria João Avillez, a mostra. que será oferecida a Fátima no próximo ano, inclui pintura, desenho, escultura e cerâmica.

«Contámos desde o início desta belíssima aventura com a experiência e a disponibilidade generosa de Maria da Graça Carmona e Costa e, mais tarde, com o saber de Manuel Costa Cabral, inspirado "encenador" desta mostra. Durante longos meses, foi-se reeditando (uma vez mais, como de há muito a esta parte) esse interpelante diálogo que sempre uniu o belo, a arte e o sagrado. Aqui, com Nossa Senhora a protagonizá-lo», escreve Maria João Avillez no catálogo que acompanha a exposição.

Em declarações ao Expresso, Manuel Costa Cabral explicou que todos os artistas «foram solicitados a produzir trabalhos sem estarem sujeitos a qualquer espécie de limitação».

«Há obras de diferentes intensidades e interioridades, muitos afirmaram-se agnósticos, não-crentes, outros reclamaram-se crentes e até católicos. O mais interessante será perceber a diversidade e as interrogações que uma exposição atravessada por este tema coloca sobre os artistas e o sagrado, as relações entre a Igreja e a arte contemporânea, e como é tudo isto pode funcionar», acrescentou.



«A imagem da "Pietà", que é a da dor tremenda de perder um filho, toca-nos a todos. O que nos comove em Maria é a sua infinita humanidade»



O catálogo apresenta «textos de personalidades da cultura e da teologia, no sentido de promover uma reflexão sobre as relações da arte com o sagrado nos nossos dias, e foi pedido aos artistas que escrevessem um texto a explicar a origem de cada peça e de obras evocadas no trabalho», adianta o Expresso.

Maria, sublinha o curador Paulo Pires do Vale no artigo publicado a 19 de novembro no semanário, «aceita o mistério da fecundação divina e carrega nos braços um Deus menino que nasce num contexto de adversidade. Dá à luz numa manjedoura e acompanha o filho até à morte. A imagem da "Pietà", que é a da dor tremenda de perder um filho, toca-nos a todos. O que nos comove em Maria é a sua infinita humanidade».

Rui Chafes, que se inspirou numa imagem do filme "Evangelho segundo Mateus, de Pier-Paolo Pasolini, escreve no catálogo: «A Virgem Maria transporta em si o mistério duplo da imaculada conceção e da morte anunciada, desde o início, como forma de salvação. Quem tem tanta coragem para trazer ao mundo esse anúncio de luz em forma de condenação?».

 

As fotografias refletem a luminosidade das salas, pelo que as cores diferem dos trabalhos originais.









 



 

Rui Jorge Martins
Publicado em 01.12.2016

 

 
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