Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Papa diz que Europa deve refletir se é um museu do cristianismo ou se ainda é capaz de inspirar a cultura

Imagem D.R.

Papa diz que Europa deve refletir se é um museu do cristianismo ou se ainda é capaz de inspirar a cultura

«A Europa é chamada a refletir e a questionar-se se o seu imenso património, permeado de cristianismo, faz parte de um museu, ou se ainda é capaz de inspirar a cultura e de doar os seus tesouros à humanidade inteira», considera o papa.

A interpelação de Francisco foi ouvida hoje em Munique pelos participantes na manifestação "Juntos pela Europa", que concluiu o terceiro congresso para responsáveis e membros de movimentos, comunidade, obras e iniciativas cristãs, que decorreu na cidade desde quinta-feira.

Referindo-se ao tema da iniciativa, "Encontro - Reconciliação - Futuro", o papa frisou que chegou a hora da união «para enfrentar as problemáticas» de hoje «com verdadeiro espírito europeu».

«Além de alguns muros visíveis, reforçam-se também aqueles invisíveis, que procuram dividir este continente. Muros que se erguem nos corações das pessoas. Muros feitos de medo e de agressividade, de falta de compreensão pelas pessoas de diferentes origens ou convicções religiosas. Muros de egoísmo político e económico, sem respeito pela vida e a dignidade de cada pessoa», vincou.

Francisco recordou que «a história da Europa é um encontro constante entre Céu e Terra, que sempre caracterizou o homem europeu: o Céu indica abertura ao Transcendente, a Deus; e a Terra representa a sua capacidade prática e concreta de enfrentar situações e problemas».

«Uma cultura da reciprocidade significa examinar-se, estimar-se, acolher-se, ajudar-se reciprocamente. Significa valorizar as variedades dos carismas, de modo a convergir para a unidade e enriquecê-la», apontou.

Depois de salientar que «toda a unidade autêntica vive da riqueza das diversidades que a compõe, como uma família, que é cada vez mais unida à medida que cada um de seus membros não tem medo de ser completamente ele mesmo», também a Europa, se quiser «ser uma família de povos, que coloque no centro a pessoa humana, que seja um continente aberto e acolhedor, que continue a realizar formas de cooperação não só económica mas inclusive social e cultural».

«Mantenham o frescor dos vossos carismas; mantenham vivo este “Juntos” de vocês, dilatando-o! Façam com que as suas casas, as suas comunidades e cidades sejam laboratórios de comunhão, de amizade e de fraternidade, capazes de integrar, abertos ao mundo inteiro», apelou o papa.

"Juntos pela Europa" é um desafio que hoje «é mais necessário do que nunca», afirmou o papa, que pediu aos participantes na manifestação para serem «uma semente preciosa de esperança», para que o Velho Continente «redescubra a sua vocação de colaborar para a unidade de todos».

 

Rui Jorge Martins
Mensagem integral do papa Francisco
Publicado em 02.07.2016

 

 
Imagem D.R.
A Europa, se quiser «ser uma família de povos, que coloque no centro a pessoa humana, que seja um continente aberto e acolhedor, que continue a realizar formas de cooperação não só económica mas inclusive social e cultural»
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Evangelho
Vídeos