Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Estética na Igreja tem sido marcada pelo «kitsch» mas não há «divórcio» entre arte e catolicismo

«A palavra “divórcio” parece à primeira vista ser ajustada para descrever o longo desencontro, que a modernidade tem todos estes séculos documentado, entre os discursos e práticas artísticas e o catolicismo.»

Este é o ponto de partida da comunicação que o P. José Tolentino Mendonça vai apresentar a 4 de abril na segunda edição de “As Conferências do Museu”, organizadas pelo Museu de Arte Sacra do Funchal.

A data, inicialmente agendada para esta quinta-feira, teve de ser remarcada devido ao cancelamento de voos no aeroporto Cristiano Ronaldo, causado pelo mau tempo na ilha da Madeira.

«Dir-se-ia que no domínio da estética entramos num irresolúvel inverno, sem sombra daquela aura de glória que a história da arte impõe (e que o Museu de Arte Sacra do Funchal testemunha amplamente)», lê-se no resumo da palestra.

As consequências deste fenómeno «têm uma crueza que dói», constatando-se que «grande parte da arte dita sacra que se passou a produzir e a adotar só com uma excessiva boa vontade se pode chamar de arte (o kitsch pietista ou a contrafação pretensamente moderna passaram a colonizar o espaço religioso)».

Por outro lado, a «produção artística entrou vezes demais no labirinto de uma autorreferencialidade que lhe retira capacidade de ressoar para lá da imanência, quando não da banalidade», apontará o vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa na conferência intitulada “Arte, mediação e símbolo: O sentido que vem”.

Todavia, Tolentino Mendonça está convicto de que «o termo “divórcio” é completamente equívoco, pois caricatura um problema que ganha muito em ser tratado na sua complexidade.

A intervenção do poeta e ensaísta centrar-se-á «na experiência da beleza», explicando igualmente porque é que não se pode «desistir da beleza».

“Pertencemos a um tempo que renunciou à beleza?”, “”O que é este chamamento inapagável da beleza?”, “Precisamos de uma nova mistagogia?”, “”Do Deus necessário ao Deus desejável” e “Reconciliar-se com a beleza” são as etapas a desenvolver na palestra.

O principal objetivo d’”As Conferências do Museu”, que a 2 e 3 e março (e não 1 e 2, como anteriormente anunciado) são dedicadas ao tema “Questões de arte sacra”, é «cruzar a história e seus legados com o olhar da contemporaneidade».



 

SNPC
Fonte: Museu de Arte Sacra do Funchal
Imagem: Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Lisboa | D.R.
Publicado em 02.03.2018

 

 

 
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Mais Cultura
Vídeos