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Esperança cristã revela-se «onde não há mais nada a esperar», sublinha papa

Esperança cristã revela-se «onde não há mais nada a esperar», sublinha papa

Imagem "Ressurreição de Cristo e mulheres no túmulo" (det.) | Fra Angelico | 1440 - 1442 | Basílica de S. Marcos, Florença, Itália

«Estamos todos nós convencidos de que tudo o que Deus nos prometeu vai cumprir?», perguntou hoje o papa durante a audiência geral semanal das quartas-feiras, realizada na praça de S. Pedro, no Vaticano, a propósito da ressurreição, núcleo da fé cristã.

A esperança cristã «não se rege sobre raciocínios, previsões e seguranças humanas, e manifesta-se onde não há mais nada a esperar», acentuou Francisco, destacando que «a grande esperança se radica na fé, e é precisamente por isso que é capaz de ir além de toda a esperança».

«"Padre, qual é o preço de tudo isso?" Só há um, um só: abrir o coração, abrir o coração à fé e Ele fará o resto», apontou ao referir-se à «esperança fundada numa promessa que do ponto de vista humano parece incerta e imprevisível, mas que resiste mesmo diante da morte, quando quem a promete é o Deus da ressurreição e da vida».

Confiar no que parece impossível «é o paradoxo e ao mesmo tempo o elemento mais forte» da esperança cristã, declarou o papa, antes de convidar os fiéis a pedir a Deus a graça de permanecerem fundados não tanto nas «seguranças» e «capacidades» pessoais, mas na esperança «que brota da promessa de Deus».

«Então a nossa vida assumirá uma luz nova, na consciência de que aquele que ressuscitou o seu Filho também nos ressuscitará e nos tornará verdadeiramente uma só coisa com Ele, juntamente com todos os nossos irmãos na fé», afirmou.

A concluir a catequese, Francisco observou: «Nós todos acreditamos, estamos na praça a louvar o Senhor, cantaremos o Pai-nosso e receberemos a bênção, mas tudo isto passa; se nós hoje abrirmos o nosso coração, então rever-nos-emos todos juntos na praça do céu e receberemos a promessa que o Senhor nos fez».

A intervenção do papa incluiu um apelo às populações atingidas pelos combates no Iraque: «O meu pensamento vai para as populações civis encurraladas nos bairros ocidentais de Mosul e aos deslocados por causa da guerra, aos quais me sinto unido no sofrimento através da oração e da proximidade espiritual».

«Ao exprimir profunda for pelas vítimas do sanguinário conflito, renovo a todos o apelo a comprometerem-se com todas as forças na proteção dos civis, dever imperativo e urgente», frisou.









 

SNPC
Publicado em 29.03.2017

 

 
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