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Escritores e fotógrafos crentes e não crentes acompanham 50 dias da Páscoa ao Pentecostes

Escritores e fotógrafos crentes e não crentes acompanham 50 dias da Páscoa ao Pentecostes

Imagem © José Carlos Carvalho

Dez fotógrafos e igual número de escritores, crentes e não crentes, assinalam a partir de hoje os 50 dias entre os domingos de Páscoa e Pentecostes através de imagens e reflexões inspiradas nas palavras "alegria", "paz", "esperança", "coragem", e "comunidade".

Ao todo serão cinco dezenas de imagens e pensamentos, «para melhor viver» os 50 dias do tempo pascal, que vão ser diariamente publicados na página do Facebook dos Jesuítas em Portugal, que com esta iniciativa pretendem fazer uma «ponte com mundo da cultura».

«Este desafio foi lançado a autores crentes e não crentes, pois pretende-se que a beleza dos textos e das imagens consiga chegar a todos, transmitindo-lhes a profundidade do que está associado a estas cinco palavras, independentemente das suas crenças pessoais», explica uma nota enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

O projeto, que conta com a participação dos jornalistas, cronistas e escritores Ana Sousa Dias, António Marujo, Fernando Alves, Isabel Figueiredo, Luís Osório, Jacinto Lucas Pires, Laurinda Alves, Miguel Araújo, Paula Moura Pinheiro e Pedro Sena-Lino, visa igualmente «transmitir a boa nova do tempo pascal a todos, crentes e não crentes».

«Aos fotógrafos, na sua maioria fotojornalistas, foi solicitado que selecionassem cinco fotografias do seu portefólio que pudessem expressar as cinco atitudes que os cristãos experienciam neste tempo litúrgico», refere o comunicado de imprensa.



«Somos um clarão no meio do mar. Sou com vocês aqui neste medo feito de luz. É como dormir com olhos abertos, como sonhar. É como achar-me dentro de um sonho ou de um pesadelo e ter por baixo, não uma cama, um colchão, uma esteira, um chão duro, mas só um mar feito de trevas»



O repto é o de revelar «a alegria e a paz associadas à Ressurreição de Jesus; a esperança decorrente da certeza de que o amor é mais forte do que a morte; a coragem exigida a quem quer dar testemunho; e a comunidade, que é a Igreja, como lugar de encontro com Jesus Ressuscitado».

André Paxiuta, Carmo Sousa Lara, Diana Quintela, João Carmo Simões, José Carlos Carvalho, Miguel Nogueira, Nuno Pinto Fernandes, Paulo Teia, Ricardo Perna e Rodrigo Cabrita são os fotógrafos envolvidos na iniciativa.

«O intuito de estabelecer pontes na sociedade, promovendo o diálogo com a cultura, faz parte da missão jesuítica e insere-se numa das prioridades apostólicas dos jesuítas em Portugal», sublinha a Companhia de Jesus.

A primeira imagem, de José Carlos Carvalho, acompanha o texto de Jacinto Lucas Pires, que começa com estas palavras: «Somos um clarão no meio do mar. Sou com vocês aqui neste medo feito de luz. É como dormir com olhos abertos, como sonhar. É como achar-me dentro de um sonho ou de um pesadelo e ter por baixo, não uma cama, um colchão, uma esteira, um chão duro, mas só um mar feito de trevas. Estou dentro deste momento de grandes palavras antigas: trevas, travessia, Europa. Venho aprender-me numa nova terra».

Pentecostes, palavra que deriva da expressão grega "Pentekoste hemera", "dia quinquagésimo", é um termo utilizado desde muito cedo no cristianismo para referir o último dia das sete semanas de prolongamento da Páscoa.

Ao evocar a efusão do Espírito Santo sobre a comunidade dos apóstolos, cinquenta dias após a ressurreição de Jesus, como é narrado nas primeiras páginas do livro bíblico dos Atos dos Apóstolos, o Pentecostes marca o fim do Tempo Pascal.



 

SNPC
Publicado em 17.04.2017

 

 

 
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