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E «se tratássemos a Bíblia como tratamos o nosso telemóvel?», questiona papa

E «se tratássemos a Bíblia como tratamos o nosso telemóvel?», questiona papa

Imagem ptnphoto/Bigstock.com

O que aconteceria se, para os católicos, a Palavra de Deus fosse como um objeto pessoal inseparável, que está sempre perto, pronto a funcionar e ao qual se chega a prestar uma espécie de devoção?

Foi este o questionamento que o papa lançou hoje da varanda da Praça de S. Pedro, no Vaticano, antes da oração do Angelus, centrada na Mãe de Jesus, a propósito do Evangelho proclamado nas missas deste domingo (Mateus 4, 1-11), o primeiro da Quaresma.

«A Bíblia contém a Palavra de Deus, que é sempre atual e eficaz. Alguém disse: o que sucederia se tratássemos a Bíblia como tratamos o nosso telemóvel? Se a levássemos sempre connosco, ou pelo menos o pequeno Evangelho de bolso, o que sucederia?», interrogou.

Imagine-se, continuou Francisco, que se volta atrás para ir buscar a Bíblia à imagem do que acontece quando o telemóvel fica esquecido: «Oh, não o tenho, vou regressar para o procurar».

«Se a abríssemos várias vezes ao dia; se lêssemos as mensagens de Deus contidas na Bíblia como lemos as mensagens do telemóvel, o que aconteceria? Claramente a comparação é paradoxal, mas faz refletir», sublinhou.

O papa prosseguiu com a explicação do paralelo: «Se tivéssemos a Palavra de Deus sempre no coração, nenhuma tentação poderia afastar-nos de Deus e nenhum obstáculo nos poderia fazer desviar da estrada do bem».



A Quaresma «é o caminho do Povo de Deus para a Páscoa, um caminho de conversão, de luta contra o mal com as armas da oração, do jejum e das obras de caridade»



«Saberíamos vencer as sugestões diárias do mal que está em nós e fora de nós; encontrar-nos-íamos mais capazes de viver uma vida ressuscitada segundo o Espírito, acolhendo e amando os nossos fiéis, especialmente os mais frágeis e necessitados, e também os nossos inimigos», frisou.

Para «enfrentar o combate espiritual contra o Maligno», é necessário «ter intimidade com a Bíblia, lê-la com frequência, meditá-la, assimilá-la?, porque a Palavra de Deus «é sempre atual e eficaz».

A Quaresma, afirmou Francisco após a oração do Angelus, «é o caminho do Povo de Deus para a Páscoa, um caminho de conversão, de luta contra o mal com as armas da oração, do jejum e das obras de caridade».

«Desejo a todos que o caminho quaresmal seja rico de frutos; e peço-vos uma recordação na oração por mim e pelos colaboradores da Cúria Romana, que esta noite iniciaremos a semana dos Exercícios Espirituais. Obrigado de coração por esta oração que fareis», assinalou.





A terminar, um apelo: «Por favor, não esqueçais, não esqueçais, o que aconteceria se tratássemos a Bíblia como tratamos o nosso telemóvel. Pensai nisto. A Bíblia sempre connosco, próxima de nós».

O retiro quaresmal de Francisco e da Cúria começa às 17h00 (hora de Lisboa), em Ariccia, a cerca de uma hora a sudeste do Vaticano, tendo como tema "Paixão, morte e ressurreição de Jesus segundo Mateus", com pregação do padre franciscano italiano Giulio Michelini.

Os Exercícios concluem-se na sexta-feira e até lá estão suspensas todas as audiências do papa, incluindo a geral, habitualmente realizada à quarta-feira.



 

SNPC
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Publicado em 05.03.2017

 

 
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