Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

«É precisa a disponibilidade para acolher as pessoas que fogem das guerras e da fome», sublinha papa

Imagem Papa Francisco | Cracóvia, Polónia | 27.7.2016 |© 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

«É precisa a disponibilidade para acolher as pessoas que fogem das guerras e da fome», sublinha papa

O papa frisou hoje, na cidade de Cracóvia, que «é precisa a disponibilidade para acolher as pessoas que fogem das guerras e da fome» e «a solidariedade para com aqueles que estão privados dos seus direitos fundamentais, designadamente o de professar com liberdade e segurança a sua fé».

«Trata-se, pois, de fazer o possível para aliviar os seus sofrimentos, sem se cansar de trabalhar com inteligência e ininterruptamente pela justiça e a paz, testemunhando com os factos os valores humanos e cristãos», assinalou.

No primeiro discurso que proferiu na Polónia, perante autoridades, membros da sociedade civil e corpo diplomático, Francisco referiu-se ao acolhimento aos emigrantes, questão em que o país, de forte identidade cristã, se tem afastado da política seguida por parte dos estados que compõem a União Europeia.

Francisco frisou também que «a vida deve ser sempre acolhida e protegida», desde «a conceção até à morte natural»: «Compete ao Estado, à Igreja e à sociedade acompanhar e ajudar quem está em situação de grave dificuldade, para que um filho nunca seja sentido como um peso, mas um dom, e as pessoas mais frágeis e pobres não se vejam abandonadas».

Na viagem de avião para a Polónia, durante um encontro com jornalistas, o papa afirmou que «o mundo está em guerra», repartida por vários pontos do globo, mas «não é uma guerra de religião»: «Não falo de guerra de religião. As religiões, todas as religiões, querem a paz. A guerra são os outros que a querem», acrescentou.

Referindo-se ao padre Jacques Hamel, assassinado na véspera, próximo da cidade francesa de Rouen, o papa afirmou: «Este santo sacerdote, morto precisamente no momento em que oferecia a oração pela paz. Ele é um, mas quantos cristãos, quantos inocentes, quantas crianças... Pensemos na Nigéria, por exemplo. Dizemos: mas aí é África! É guerra. Nós não temos medo de dizer esta verdade, o mundo está em guerra porque perdeu a paz», vincou.

O pontífice agradeceu as mensagem de condolências que recebeu, «de modo especial pela do presidente da França», François Hollande, «como um irmão».

Depois de acentuar que há dois tipos de memória, a positiva e a negativa, sendo esta a que mantém o olhar «obsessivamente fixo no mal, a começar pelo mal cometido pelos outros», o papa sublinhou que a Polónia soube concentrar-se na primeira, sendo disso exemplo o perdão mútuo entre os episcopados polaco e alemão após a II Guerra Mundial.

A preparação próxima de Francisco para visitar a Polónia começou esta terça-feira, com a sua deslocação à basílica de Santa Maria Maior, em Roma, onde rezou junto da imagem da Virgem Maria, tendo depositado aos seus pés um ramo de flores, gestos que costuma realizar na véspera do início de viagens internacionais.

Também na terça-feira começou, em Cracóvia, a 31.ª Jornada Mundial da Juventude principal motivo da viagem do papa, tendo a primeira missa, presidida pelo arcebispo local, cardeal Stanislaw Dziwisz, contado com a participação de mais de 400 mil jovens, segundo a Rádio Vaticano.

Hoje, antes de partir, o papa rezou, na basílica de S. Pedro, diante do túmulo de S. João Paulo II, que antes de ser papa foi diácono, padre, bispo auxiliar e arcebispo de Cracóvia, e a seguir saudou um grupo de crianças doentes, com as suas famílias.

Mais tarde, ao sair da sua residência do Vaticano em direção ao aeroporto, Francisco foi saudado por uma quinzena de jovens refugiados, de várias nacionalidades, recentemente chegados a Itália e ainda sem documentos. O grupo, acompanhado pela Esmolaria do Vaticano, desejou boa viagem ao papa.

Ao chegar ao aeroporto internacional S. João Paulo II de Balice-Cracóvia, o papa foi recebido pelo presidente polaco, Andrez Duda, e a mulher, bem como pelo arcebispo de Cracóvia e duas crianças.

Após a audiência oficial, com os hinos nacionais, honras militares e apresentação das duas delegações, sem discursos, Francisco foi conduzido, de automóvel, para o castelo de Wawel, onde decorreu o encontro.

O programa do primeiro dia de Francisco na Polónia prossegue com a visita de cortesia ao Presidente da República, a quem oferecerá a medalha comemorativa da viagem, concebida pela artista Daniela Longo.

A medalha apresenta imagem da Virgem Negra e o logótipo da 31.ª Jornada Mundial da Juventude, que, dedicada ao tema "Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia, começou esta terça-feira e se prolonga até domingo.

A jornada de Francisco termina com o encontro com os bispos polacos, na catedral de Cracóvia.

 

Chegada do papa Francisco a Cracóvia






 

Encontro com autoridades polacas






 

Rui Jorge Martins
Publicado em 27.07.2016

 

 

 
Imagem Papa Francisco | Cracóvia, Polónia | 27.7.2016 |© 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Ele é um, mas quantos cristãos, quantos inocentes, quantas crianças... Pensemos na Nigéria, por exemplo. Dizemos: mas aí é África! É guerra. Nós não temos medo de dizer esta verdade, o mundo está em guerra porque perdeu a paz»
Ao sair da sua residência do Vaticano em direção ao aeroporto, Francisco foi saudado por uma quinzena de jovens refugiados, de várias nacionalidades, recentemente chegados a Itália e ainda sem documentos. O grupo, acompanhado pela Esmolaria do Vaticano, desejou boa viagem ao papa
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Evangelho
Vídeos